A BYD confirmou oficialmente que seus carros estão sendo preparados para receber motorização híbrida flex, uma tecnologia desenvolvida para o Brasil. O anúncio foi feito na última quinta-feira (9), durante evento realizado na fábrica de Camaçari (BA).
A vice-presidente da BYD, Stella Li, revelou que 30 unidades do BYD Song Pro híbrido flex serão utilizadas durante a COP 30, conferência da ONU sobre mudanças climáticas, que acontece entre os dias 10 e 21 de novembro de 2025, em Belém (PA).
Segundo informações apuradas pelo Auto+, o modelo exibido na Bahia ainda é um protótipo. A linha de produção atual do Song Pro 2026 continuará com o mesmo visual e conjunto mecânico já conhecidos. A expectativa é que a nova reestilização do Song Pro seja introduzida oficialmente no modelo 2027.
Motor híbrido flex é desafio

O sistema híbrido plug-in flex da BYD está em fase final de desenvolvimento e deve estrear de fato nas concessionárias no país ao longo de 2026. O protótipo apresentado foi assinado pelo próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e simboliza o veículo número 14 mil da BYD produzido no Brasil.
O conjunto vai utilizar o motor 1.5 aspirado flex, que terá duas configurações: a GL, com bateria de 12,9 kWh e potência combinada de 223 cv, e a GS, com bateria de 18,3 kWh e até 235 cv. O motor a combustão entrega 98 cv e 12,4 kgfm de torque sozinho.

Desenvolver um híbrido flex é um desafio caro e complexo. O etanol tem propriedades químicas diferentes da gasolina por queima mais rápido, gera menos energia por litro e é corrosivo a metais como alumínio e aço. Isso faz ter que preparar componentes reforçados, como injetores, tanques e tubulações tratados, além de um sistema eletrônico capaz de ajustar a mistura e o funcionamento elétrico em tempo real.
O cérebro do carro precisa casar as duas fontes de energia, o motor a combustão e o elétrico com precisão, compensando as variações da queima do etanol e a recarga da bateria. Isso requer sensores avançados, softwares e longos testes de durabilidade.

Além da engenharia, o custo pesa, pois as peças resistentes ao etanol são mais caras, e muitos componentes como baterias e módulos eletrônicos ainda são importados, o que aumenta o preço final de produção.
Visual renovado e linha futura
O protótipo do Song Pro exibido em Camaçari é baseado na reestilização já apresentada na China, dentro da linha Dynasty. O SUV ganhou nova dianteira, com para-choque redesenhado, faróis mais afilados e a eliminação da antiga grade central, seguindo a identidade dos elétricos da marca, como o Yuan Plus.


O Song Pro híbrido flex será montado na fábrica de Camaçari (BA), dentro do complexo industrial que substituiu as antigas operações da Ford. A produção inicial ocorrerá no formato SKD, com componentes importados e montagem local.
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