A BYD oficializou uma ofensiva jurídica contra o governo federal dos Estados Unidos para contestar as barreiras tarifárias que bloqueiam sua operação no segundo maior mercado automotivo global. Segundo dados do CarNewsChina, quatro subsidiárias da marca protocolaram uma ação no Tribunal de Comércio Internacional norte-americano para derrubar o protecionismo que impede a comercialização nacional de seus veículos.
O sucesso deste processo é estratégico não apenas para a BYD, mas para todo o setor automotivo chinês, que hoje lida com restrições legislativas severas em solo norte-americano. O embate jurídico foca em nove ordens executivas publicadas a partir de fevereiro de 2025, incluindo taxas sobre importações do México e Canadá que desestruturam a cadeia de suprimentos global.
Atualmente, um carro elétrico produzido na China enfrenta uma alíquota de 127,5% para ingressar nos EUA. O índice contrasta radicalmente com a Austrália, onde o imposto é nulo devido a acordos de livre comércio. A defesa da BYD sustenta que a Lei Internacional de Poderes Econômicos de Emergência (IEEPA), base para a imposição das taxas, não concede autoridade legal ao Executivo para tal nível de tributação, tornando as alíquotas juridicamente inválidas.


Prejuízos atingem Ford e General Motors
A instabilidade regulatória já gera consequências práticas na indústria. Em 2025, a BYD interrompeu os planos de erguer uma fábrica no México diante da incerteza tarifária. O prejuízo, contudo, atinge também as fabricantes tradicionais. A Ford reportou perdas de US$ 2 bilhões no último ano devido às novas taxas, enquanto a General Motors atribuiu um impacto de US$ 1,68 bilhão ao protecionismo entre abril e junho de 2025. As informações são do CarExpert.com
A ofensiva da BYD não se limita aos EUA e questiona taxas aplicadas também sobre Índia e Brasil, onde a marca possui unidades fabris. O caso aguarda o desfecho de um processo análogo em Nova York, previsto para setembro de 2026, o que deve postergar uma decisão final para o último trimestre do próximo ano.

Enquanto a disputa tarifária segue nos tribunais, a pressão política migra para a segurança cibernética. No Canadá, apesar da redução da tarifa de 100% para 6,1%, o governo de Ontário critica a cota de importação de 49 mil veículos chineses.
O premier Doug Ford classificou os utilitários como ferramentas de monitoramento remoto, alegando riscos de interceptação de dados. O movimento é acompanhado pela Austrália, que já investiga fabricantes por supostas violações de privacidade, sinalizando um cerco global à tecnologia embarcada chinesa.


A BYD pode quebrar a hegemonia das gigantes americanas no tapetão judicial. Você acredita que a marca chinesa vence essa briga em 2026?




