A hibridização possibilitou diminuir a emissão de poluentes, reduzir as visitas aos postos e assegurar um alcance superior a 1.000 km em alguns utilitários esportivos. Só que essa tecnologia não é propriamente uma novidade de trinta anos para cá. Muito antes, Ferdinand Porsche lançou o primeiro carro híbrido do mundo, o Lohner-Porsche Mixte, ainda em 1901.
A tecnologia ganhou o mundo com o Toyota Prius a partir de 1997 e, após anos utilizando apenas gasolina, os híbridos passaram a aceitar etanol no Brasil, ampliando as possibilidades na hora do abastecimento. Independente de ser HEV ou PHEV, o mercado nacional já oferece opções que aceitam gasolina ou etanol, com a Toyota concentrando essa oferta em três frentes principais.

Por enquanto, o domínio da Toyota
O Toyota Corolla acumulou 33.170 emplacamentos no ano passado, sendo oferecido nas versões GLi HEV e Altis Premium. Ambas utilizam o motor 1.8 VVT-i de 101 cv com etanol, que trabalha junto a duas unidades elétricas para entregar 122 cv combinados. O sistema emprega uma bateria de 1,3 kWh e prioriza a eficiência.
Seguindo o sucesso do irmão de três volumes, o Corolla Cross oferece a tecnologia híbrida flex na versão XRX. A gama do SUV da Toyota somou 59.674 unidades emplacadas em 2025 e trouxe como novidades o freio de estacionamento eletrônico e mudanças pontuais no estilo. Sob o capô, repete o conjunto 1.8 aspirado e elétrico com os mesmos 122 cv combinados do sedan.


Para fechar a ofensiva, a marca lançou o Yaris Cross no último Salão do Automóvel de São Paulo. Ele chegou para encarar o Honda WR-V e usa a hibridização flex como trunfo nas versões XRE Hybrid e XRX Hybrid. O SUV combina o motor 1.5 aspirado de 91 cv à eletricidade, produzindo 111 cv combinados com bateria de 0,76 kWh.
A resposta chinesa e a produção nacional
Se a Toyota abriu o caminho, as fabricantes chinesas agora tomam a mesma rota e aceleram a produção de híbridos flex em território brasileiro. A BYD já confirmou o Song Pro nacional com essa tecnologia, sendo um dos primeiros PHEV flex do país. O motor 1.5 atua com um propulsor elétrico de 197 cv. A marca ainda planeja versões flex para a caminhonete derivada do Song Pro, o Yuan Pro, o sedan King e o SUV Song Plus.
A GWM adotará a hibridização flex em toda a gama Haval H6, desde a configuração de entrada até o SUV Cupê H6 GT. Para 2027, a expectativa gira em torno do Tank 300, segundo informações da Auto Esporte, que também deve virar flex para atender ao gosto do brasileiro pelo etanol.

Os sistemas MHEV
Enquanto os híbridos plenos disputam o topo, o sistema semi-híbrido (MHEV) ganha escala nos modelos de volume. Essa alternativa não traciona as rodas sozinha, mas auxilia no consumo e nas emissões. A Fiat já utiliza a tecnologia no Pulse e no Fastback, enquanto a Peugeot aplica no 208 e no 2008.
A Stellantis vai expandir a nomenclatura T200 Hybrid para os Citroën Aircross e Basalt, equipando-os com o motor 1.0 turbo e sistema de 12V. A lista cresce com o Jeep Avenger e o Novo Argo, além dos conhecidos Renegade, Compass, Commander e a caminhonete Fiat Toro, que adotarão o sistema T270 Hybrid. Esse conjunto associa o 1.3 turbo a um motor elétrico de 48V (30 cv), capaz de mover as rodas.


Além disso, fora do universo Stellantis, a General Motors confirmou o primeiro híbrido flex nacional. A aposta principal recai sobre o Chevrolet Tracker com motor 1.2 turbo e sistema de 48V. A caminhonete Montana deve adotar o mesmo conjunto, mas com lançamento previsto apenas para 2027.
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