A JAC Motors, líder da primeira invasão chinesa e marca que conseguiu fazer com que as tradicionais forçassem o governo a mudar leis, está em maus lençóis. O grupo SHC, que controla a JAC e é liderado por Sergio Habib, pediu recuperação judicial no Brasil com dívida de R$ 239,5 milhões.
Como funciona a recuperação judicial
O processo de recuperação judicial visa sanar as dívidas de uma empresa para evitar falência e fechamento. Esse recurso é bem comum e já foi aplicado por várias empresas gigantescas que conseguiram, depois de renegociar suas dívidas, se reerguer e voltar a lucrar.
Segundo reportagem da Exame, o grupo SHC arrolou 44 empresas no pedido de recuperação judicial, o que inclui a operação da JAC. Só que a fabricante chinesa já buscava uma reestruturação e negociação de dívidas, mas a situação apertou ainda mais nos últimos tempos.

Entretanto, apenas um grande banco teria R$ 100 milhões a receber dos R$ 239,5 milhões em dívidas que a SHC tem. E essa não é a primeira vez que Sergio Habib pede recuperação judicial para sua empresa. Todavia, em 2018, foram renegociadas dívidas na casa de R$ 517,7 milhões.
Segundo pedido de recuperação
O pedido foi homologado em 2019 e, após aprovação dos credores, a primeira parte dessa recuperação foi concluída em maio de 2025. Porém, esse segundo pedido se dá por conta das dívidas contraídas após o primeiro pedido e ao longo de 2026.
![JAC E-JS1 [Auto+ / João Brigato] carro elétrico usado](https://www.automaistv.com.br/wp-content/uploads/2021/08/JAC-E-JS1-5_edited-e1777988662169-1320x744.webp)
Vale ressaltar que a JAC enfrenta um momento terrível no Brasil. Fechou quase todas as suas concessionárias, concentrou as vendas no mercado online e tirou a maioria dos produtos de linha para focar em comerciais e na picape Hunter. Até mesmo o E-JS1, seu best-seller, não é mais encontrado facilmente por aí.
JAC despenca nas vendas
A queda nas vendas de um ano para o outro foi brutal. Em 2026, a JAC emplacou somente 988 carros. O número representa um escorregão de 51,1% nas vendas quando comparado ao mesmo período do ano anterior, segundo a Fenabrave. Isso em um momento em que marcas chinesas batem recorde de vendas constantemente.

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