O Mercedes-Benz Classe A entrará em uma nova fase em 2028. Ao contrário do plano de descontinuação, ele seguirá vivo com opções híbrida e elétrica, mantendo a carroceria hatchback. A mudança revela que a marca da estrela de três pontas precisou recalcular a rota diante de uma demanda por veículos elétricos abaixo do esperado.
Inicialmente, a Mercedes-Benz planejava encerrar a produção do Classe A em 2025 para direcionar o foco para modelos de luxo com maiores margens de lucro. Contudo, a necessidade de manter o volume de vendas, bem como atender os consumidores de carros compactos forçou o fabricante a prolongar o ciclo de vida do hatch.
Mercedes-Benz Classe A: plataforma MMA e o truque do design
A nova geração compartilhará a arquitetura modular MMA com o CLA. O Classe A preservará o visual de hatchback, mas trará uma mudança ergonômica: a posição de condução será mais elevada. Esse ajuste compensa a altura extra do assoalho nas variantes elétricas, necessária para acomodar as baterias, e atende ao desejo do consumidor por melhor visibilidade.
Para disfarçar a maior altura em relação ao solo, a Mercedes-Benz aumentará o vão livre de todas as versões da linha, segundo informações publicadas pelo portal Autocar. O estilo seguirá a filosofia de evoluir sem reinventar, mantendo o nariz de tubarão na dianteira e portas com moldura. Aliás, o projeto recebeu o sinal verde antes da saída de Gorden Wagener, chefe de design da marca, em janeiro de 2026.

Foco nos órfãos do Classe B e o novo nome CSA
O novo projeto visa atrair também os antigos clientes do Classe B, que buscavam dimensões compactas e posição de dirigir ereta. Apesar da suspensão elevada, fontes internas garantem que o modelo não se tornará um crossover, mantendo a dinâmica de condução esperada de um hatch.
Há fortes indícios de que o nome Classe A seja aposentado em favor de CSA (Compact Sports A-Class). A mudança alinharia o hatch às designações de três letras da marca, como CLA, GLA e GLB. Sobretudo, internamente, ele terá capacidade para cinco ocupantes e pode adotar um banco traseiro deslizante para ampliar a versatilidade.
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Tecnologia de 800V e AMG de 500 cv
A plataforma MMA permitirá fabricar modelos elétricos e a combustão na mesma linha. As versões elétricas terão tração traseira de série e sistema de 800V, com baterias de até 85 kWh. Já os modelos híbridos leves utilizarão o motor 1.5 turbo de quatro cilindros com potências entre 154 cv e 209 cv.
Além disso, a Mercedes-Benz planeja variantes AMG com foco em alto desempenho. A expectativa é que a configuração elétrica alcance os 500 cv. A tração integral será opcional em ambas as motorizações, garantindo que o sucessor do Classe A continue sendo uma referência técnica no segmento.

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