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Livre de poluentes

Muito antes da Cybertruck, a Chevrolet já tinha uma caminhonete elétrica

Em uma época em que a eletrificação parecia distante, a Chevrolet lançou uma variante livre de poluentes da caminhonete S10

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Muito se fala da Cybertruck, a caminhonete 100% elétrica de Elon Musk, mas você sabia que, anos antes dela, a Chevrolet já havia dado a largada na corrida por uma picape livre de emissões? Apesar de toda a atenção pela Cybertruck, ela não foi a primeira caminhonete totalmente elétrica a chegar ao mercado, sendo antecedida tanto pela Ford F-150 Lightning quanto pela Rivian R1T.

E, se voltarmos ainda mais no tempo, veremos que os primeiros carros 100% elétricos da história surgiram no século XIX. No Brasil, por exemplo, o pioneiro foi o Gurgel Itaipu E150, apresentado em 1974 pelo engenheiro João Augusto do Amaral Gurgel.

Pouca gente lembra, mas a Chevrolet também embarcou nesse futuro lá nos anos 1990. A S10 elétrica apareceu discretamente em uma época em que a indústria começava a experimentar, ainda com cautela, a ideia da eletrificação. Vale lembrar que, nessa mesma fase, a General Motors lançava o EV1 (foto abaixo), em 1996, considerado o primeiro carro elétrico da era moderna.

Chevrolet EV1 vermelho parado de frente com árvores ao fundo
Chevrolet EV1 [Divulgação]

A Chevrolet S10 Eletric

A Chevrolet projetou a S10 EV (Electric Vehicle) para frotas e projetos-piloto, com preço de US$ 33.305. Por isso, ela era raramente vista nas ruas dos Estados Unidos. A escassa infraestrutura de recarga, praticamente inexistente na época, ainda dificultava sua adoção em larga escala.

Visualmente, a S10 elétrica era quase idêntica às versões a combustão, com exceção dos logotipos alusivos e da tomada de carregamento, chamada de Magne Charge, desenvolvida pela Delco e posicionada atrás da placa dianteira. Entre 1997 e 1999, a Chevrolet fabricou apenas 492 unidades, das quais 60 foram destinadas a frotistas.

A Chevrolet equipou a S10 EV com o conjunto adaptado do EV1, utilizando um motor elétrico de 115 cv (o EV1 entregava 135 cv), alimentado por baterias de chumbo-ácido de 16,2 kWh ou, em algumas versões, por baterias NiMH (níquel-hidreto metálico) de 29 kWh.

Chevrolet S10 Eletric branca em processo de carregamento
Chevrolet S10 Eletric [Divulgação]

Na balança, a Chevrolet S10 elétrica tinha 1.360 kg, e só o pacote de baterias pesava 635 kg, com autonomia de até 80 km livre de emissões. Fazia de 0 a 80 km/h em 13,5 segundos e tinha velocidade máxima de 112 km/h.

Outra bateria e mudanças no interior

Com a utilização da bateria de hidreto metálico de níquel (NiMH), a autonomia subia para 150 km, com aceleração de 0 a 80 km/h em 10,5 segundos. Além disso, o tempo de carregamento com a bateria de chumbo era de cinco horas para atingir 100% de carga, enquanto a bateria de níquel exigia oito horas.

Uma das mudanças no interior aparecia no quadro de instrumentos, que oferecia o medidor da bateria, assim como um indicador que mostrava a energia utilizada durante as acelerações ou regenerada durante as frenagens e desacelerações. Ou seja, do mesmo jeito que nos carros elétricos atuais.

Chevrolet S10 Eletric [Divulgação]

E você, já conhecia essa versão elétrica da Chevrolet S10? Aliás, o futuro será 100% elétrico ou os modelos híbridos são o caminho mais viável? Escreva nos comentários!


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Rafael Dea

Cursou Jornalismo para trabalhar com carros. Formado em 2005, atuou na mídia impressa por mais de 16 anos e também em veículos on-line. Embora tenha uma paixão por caminhonetes, não dispensa um esportivo — inclusive, foi o único brasileiro a participar do lançamento global do Porsche Panamera GTS.

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