Resgatando um nome que virou sonho de consumo nos anos 1990 e 2000, a Ram Dakota já está disponível nas opções Warlock (R$ 289.990) e Laramie (R$ 309.990). Ambas entregam 200 cv e 45,9 kgfm extraídos do motor 2.2 turbodiesel, atrelado ao câmbio automático de oito marchas.
Embora já tenhamos acesso à nova picape da marca do carneiro, no mercado externo a conversa é outra. Tim Kuniskis, CEO da Ram, comentou ao The Drive que o momento ideal para o lançamento do modelo já passou; agora, a questão é de urgência.

O vácuo deixado pela 1500 Classic
Menor e com preço inferior à full-size 1500, ela precisa ter as aptidões de uma caminhonete de verdade, com capacidades reais de carga e reboque, além de custar menos de US$ 40.000 (cerca de R$ 210 mil em conversão direta).
O executivo mencionou que, desde o fim da produção da 1500 Classic, a marca enfrenta dificuldades para retomar seu espaço no mercado. Um dos argumentos é que não é possível oferecer um valor competitivo no dia a dia com um modelo de grande porte.


“Quando existiam as gerações DS (1500 Classic) e DT (geração atual), alcançamos um ponto ideal. Tínhamos o modelo antigo e o novo coexistindo. A caminhonete antiga competia em uma faixa de preço que não estava longe do segmento médio”, afirmou Kuniskis. “Assim, podíamos capitalizar em um segmento de 500 mil unidades com toda a capacidade, tamanho e funcionalidade de uma picape full-size. Bem, esses dias acabaram.”
O fenômeno Toyota Tacoma
Sem uma picape média global, Kuniskis argumenta que há uma demanda reprimida óbvia; caso contrário, a Toyota não teria vendido 274.000 unidades da Tacoma em 2025. O utilitário japonês é, há tempos, o mais vendido de sua categoria, justamente por buscar inspiração visual e técnica na irmã maior Tundra.
“Tem que ser uma caminhonete de verdade, com capacidade real, apenas um pouco menor e mais acessível. Embora Kuniskis não tenha confirmado a eletrificação nos planos imediatos, ele reforçou que a Dakota precisa entregar tudo o que um comprador procura: “Não pode ser um carro onde você apenas instalou uma caçamba”.

O fim da era V8 nas médias
Quando questionado sobre a presença de um motor V8, Kuniskis descartou a possibilidade rapidamente. “Não sei se ela precisa de um V8”, disse. “Olhem para 15 anos atrás. Hoje em dia, uma picape média tem o mesmo porte que uma full-size costumava ter. Então, será que o segmento de médio porte vai se comportar de forma diferente de outras caminhonetes nos próximos anos? Acho que não.”

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