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“Questão de urgência”: CEO da Ram quer a nova Dakota

Questão de urgência": Para o CEO da marca, a Ram Dakota é peça estratégica para o retorno ao segmento de caminhonetes médias

3 min de leitura

Resgatando um nome que virou sonho de consumo nos anos 1990 e 2000, a Ram Dakota já está disponível nas opções Warlock (R$ 289.990) e Laramie (R$ 309.990). Ambas entregam 200 cv e 45,9 kgfm extraídos do motor 2.2 turbodiesel, atrelado ao câmbio automático de oito marchas.

Embora já tenhamos acesso à nova picape da marca do carneiro, no mercado externo a conversa é outra. Tim Kuniskis, CEO da Ram, comentou ao The Drive que o momento ideal para o lançamento do modelo já passou; agora, a questão é de urgência.

Ram Dakota Warlock branca parada de traseira com árvores ao fundo
Ram Dakota Warlock [Auto+ / Rafael Pocci Déa]

O vácuo deixado pela 1500 Classic

Menor e com preço inferior à full-size 1500, ela precisa ter as aptidões de uma caminhonete de verdade, com capacidades reais de carga e reboque, além de custar menos de US$ 40.000 (cerca de R$ 210 mil em conversão direta).

O executivo mencionou que, desde o fim da produção da 1500 Classic, a marca enfrenta dificuldades para retomar seu espaço no mercado. Um dos argumentos é que não é possível oferecer um valor competitivo no dia a dia com um modelo de grande porte.

“Quando existiam as gerações DS (1500 Classic) e DT (geração atual), alcançamos um ponto ideal. Tínhamos o modelo antigo e o novo coexistindo. A caminhonete antiga competia em uma faixa de preço que não estava longe do segmento médio”, afirmou Kuniskis. “Assim, podíamos capitalizar em um segmento de 500 mil unidades com toda a capacidade, tamanho e funcionalidade de uma picape full-size. Bem, esses dias acabaram.”

O fenômeno Toyota Tacoma

Sem uma picape média global, Kuniskis argumenta que há uma demanda reprimida óbvia; caso contrário, a Toyota não teria vendido 274.000 unidades da Tacoma em 2025. O utilitário japonês é, há tempos, o mais vendido de sua categoria, justamente por buscar inspiração visual e técnica na irmã maior Tundra.

“Tem que ser uma caminhonete de verdade, com capacidade real, apenas um pouco menor e mais acessível. Embora Kuniskis não tenha confirmado a eletrificação nos planos imediatos, ele reforçou que a Dakota precisa entregar tudo o que um comprador procura: “Não pode ser um carro onde você apenas instalou uma caçamba”.

Ram Dakota Warlock e Laramie paradas de dianteira
Ram Dakota Laramie e Warlock [Auto+ / Rafael Pocci Déa]

O fim da era V8 nas médias

Quando questionado sobre a presença de um motor V8, Kuniskis descartou a possibilidade rapidamente. “Não sei se ela precisa de um V8”, disse. “Olhem para 15 anos atrás. Hoje em dia, uma picape média tem o mesmo porte que uma full-size costumava ter. Então, será que o segmento de médio porte vai se comportar de forma diferente de outras caminhonetes nos próximos anos? Acho que não.”

Ram Classic R/T [Auto+ / Rafael Dea]

E você, o que achou da nova Ram Dakota? Acredita que a caminhonete teria sucesso em outros mercados? Compartilhe sua opinião nos comentários.


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Rafael Dea

Cursou Jornalismo para trabalhar com carros. Formado em 2005, atuou na mídia impressa por mais de 16 anos e também em veículos on-line. Embora tenha uma paixão por caminhonetes, não dispensa um esportivo — inclusive, foi o único brasileiro a participar do lançamento global do Porsche Panamera GTS.

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