Com a ascensão do Geely EX2, que rapidamente atraiu os olhares dos mercados globais, inclusive o brasileiro, a BYD corre para colocar o Dolphin em uma nova fase, promovendo ajustes importantes tanto no conjunto elétrico quanto na tecnologia embarcada.
Embora não estejam diretamente ligados às mudanças que o carro livre de poluentes da BYD poderá oferecer em nosso mercado, os documentos do Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação (MIIT) revelam o nível de competitividade do segmento de elétricos.
O visual renovado ainda é novidade para grande parte dos consumidores brasileiros, mas já é conhecido há cerca de um ano na China. Portanto, essa atualização do Dolphin faz parte de um ciclo de vida e de evolução já em andamento.

As alterações externas são pontuais, porém o grande salto está na propulsão elétrica. Atualmente, no Brasil, o Dolphin oferece 95 cv na configuração GS, enquanto o Dolphin Plus entrega 204 cv. Ou seja, existe uma lacuna clara para uma nova configuração intermediária, sobretudo para ampliar a disputa contra Chevrolet Spark EUV, Geely EX2 e GWM Ora 03. É justamente aí que surge a novidade.
O próximo passo do BYD Dolphin
Um novo registro na China confirma essa opção intermediária, equipada com motor elétrico dianteiro capaz de entregar equivalentes a 136 cv. A energia é armazenada em uma bateria de fosfato de ferro-lítio (LFP), produzida pela própria BYD, enquanto a velocidade máxima permanece em 160 km/h.
Segundo informações publicadas pelo InsideEVs, essa nova versão da família segue uma estratégia de equilíbrio, pois melhora o desempenho em relação à configuração GS sem interferir no posicionamento do Dolphin Plus.

Trata-se de uma opção ainda não oferecida em nosso mercado, mas que ajudaria o Dolphin a se manter relevante no Brasil diante dos novos rivais da Chevrolet e da Geely. As imagens revelam mudanças sutis, como faróis agora mais estreitos e novos para-choques. Além disso, o comprimento passa a 4,28 m, enquanto as demais dimensões da carroceria permanecem inalteradas: 1,77 m de largura, 1,57 m de altura e 2,70 m de entre-eixos.
A estratégia da BYD no Brasil
A nova fase do BYD Dolphin também indica a possível adoção do sensor LiDAR no teto, integrado ao pacote de assistências à condução conhecido como God’s Eye. Contudo, ao menos por enquanto, os custos dessa tecnologia ainda parecem distantes da realidade brasileira.
Afinal, a estratégia da BYD em nosso mercado está focada na nacionalização de produtos, ganho de volume e competitividade de preços. Já na cabine, uma das possíveis mudanças aparece no sistema multimídia fixo, abandonando a tradicional tela giratória.

Outras novidades, embora não detalhadas nos registros chineses, incluem um console central redesenhado, novos comandos físicos, carregadores por indução, além da adoção da suspensão traseira multilink. Para o Brasil, os registros indicam uma atualização de meio ciclo de vida, com a chegada dessas novidades nos próximos meses.
E você, teria um carro elétrico? Caso seja proprietário de um BYD Dolphin ou de outro modelo livre de poluentes, compartilhe sua opinião nos comentários.



