Ainda que a virada elétrica tenha perdido muita força na Europa e agora as montadoras voltaram a pensar em carros a combustão, a Volkswagen enxerga as coisas de um jeito diferente. Para o segmento de entrada, onde estão carros como Polo, Tera e T-Cross, a VW não enxerga mais um futuro, ao menos da maneira que eles são hoje.
Segundo reportagem da Auto Motor und Sport, a Volkswagen acredita que carros a combustão no segmento de entrada serão coisa do passado. Por isso ela já prepara o ID.Polo como substituto do Polo a combustão e o ID.Cross no lugar do T-Cross. Por conta disso, o Tera, que originalmente também seria vendido na Europa, foi descartado totalmente.
No final das contas, o segmento de carros compactos de entrada a combustão dentro da Volkswagen dependerá única e exclusivamente do Brasil. Os EUA só tem carros médios para cima, tendo como modelo de entrada o Taos. Já na China, a VW não trabalha com tantos carros pequenos e a preferência local já virou para modelos elétricos.

Enquanto isso no Brasil…
Essa virada de chave, inclusive, coincide com o desenvolvimento do projeto Saga para o Brasil que contempla um substituto para T-Cross e Nivus com um porte um pouco mais generoso. No caso do Polo, sua continuidade no mercado dependerá unicamente da vontade da VW do Brasil em ter um hatch.
Até porque, o papel que o Polo cumpre pode ser tranquilamente interpretado pelo Tera. Hoje, a maior parte das vendas do hatch compacto vem através da versão Track. Se um Tera Track for lançado com apelo de baixo preço, o Polo acaba se tornando redundante.

Além disso, sem a Europa para dividir o custo do desenvolvimento de um hatch compacto, fica pesado para o Brasil justificar, sendo que o Tera pode suprir essa demanda entregando mais lucro. No final das contas, o futuro de Polo, T-Cross e até do Tera depende só do Brasil, porque a Europa já soltou o freio de mão.
Você acredita que a Volkswagen ainda tem espaço para carros compactos a combustão no mundo? Conte nos comentários.



A Volkswagen têm alguma marca de entrada? Se eles forem desenvolver carros apenas para o Brasil eles terão que vender muito aqui.