Desde que a ideia de vender o Grande Panda no Brasil surgiu, o modelo carrega os apelidos de novo Argo e novo Uno simultaneamente. Olivier François, o CEO global da Fiat, anunciou de maneira indireta que o nome por aqui seria novo Argo. Contudo, a marca ainda não decidiu o batismo final para o mercado nacional.
Conflitos internos na Stellantis atrasam decisão
Uma fonte ouvida pelo Auto+ revelou que “existe uma ala dentro da Stellantis que defende o nome Argo, mas tem outra ala que entende que não faz o menor sentido esse nome”. Ou seja, o martelo ainda não bateu para o hatch compacto. A defesa pelo nome novo Argo ocorre de maneira constante por conta do apelido interno do projeto.
Nos corredores da marca, os engenheiros tratam o hatch como Argo NG (New Generation). No entanto, esse termo indica apenas que o carro sucederá o Argo atual, e não que ele seja obrigatoriamente uma nova geração direta. Vale lembrar que a Fiat também chamava o Argo original de Palio nova geração durante seu desenvolvimento.

Sucesso comercial do Fiat Argo pesa na balança
Por que tanta gente defende que o Grande Panda adote o nome novo Argo no Brasil? Ao ser questionada, a fonte esclarece que “devido ao desempenho de vendas do Argo nos últimos anos, ganhou-se força a ideia de manter o nome”. Os números dão razão a essa tese, já que o hatch segue em ascensão meteórica, embora as locadoras e motoristas de aplicativo puxem grande parte desses emplacamentos.
Em 2025, o Fiat Argo atingiu a marca de 102.630 unidades vendidas. Ele integrou o restrito clube de modelos que venderam acima de 100 mil unidades no ano, ao lado da Fiat Strada e do VW Polo. Esse volume representa um crescimento de 12,6% em relação a 2024, ano em que o hatch fechou com 91.139 vendas. O ritmo de crescimento impressiona, já que o carro havia saltado 36.6% entre 2023 (66.717 unidades) e 2024.

A Fiat quer aproveitar que o Argo finalmente sucedeu o Palio espiritualmente para manter o legado. Contudo, a marca raramente repete nomes de sucesso, com exceção da Strada. Historicamente, quando Palio e Siena ganharam segundas gerações, murcharam rapidamente nas lojas.
A herança estética do Uno e o risco do estigma
O visual do sucessor também joga contra o nome Argo. Enquanto o modelo atual exibe linhas arredondadas e elegantes, o novo hatch é quadrado e moderno. Essa estética resgata a personalidade dos anos 1980, época de ícones como o Panda original, o Uno e o Tipo. Por isso, o nome novo Fiat Uno continua muito forte internamente.

A Stellantis, porém, teme que o público associe o nome Uno a um carro de baixo custo e pobre. Por outro lado, manter o nome Argo gera críticas pela falta de coesão visual com o novo projeto. Já o batismo Grande Panda está descartado por ser suscetível a piadas no Brasil. Uma nova corrente defende agora um nome totalmente inédito, sem conexões com o passado. O mercado brasileiro conhecerá a resposta definitiva em setembro, mês previsto para o lançamento.
Qual o melhor nome para o novo hatch compacto da Fiat no Brasil? Conte nos comentários.


