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Avaliação: Chevrolet Tracker mal chegou e já é o mais vendido da categoria de SUVs

Dirigimos a versão topo de linha Premier, que custa R$ 116 mil e vem até com wi-fi e frenagem automática
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Chevrolet Tracker é o SUV mais vendido do ranking; foram mais de 1.500 unidades em maio (Auto+)

Com a divertida campanha #ChegaDeArrependidos, a Chevrolet revelava a real intenção de trazer um produto inovador para o mercado de SUVs. A marca já é líder no segmento de hatches, com o Onix – o carro mais vendido do Brasil -, mas tinha uma cartada para a categoria que mais bomba no Brasil: o Tracker.

O modelo chegou em março e, no primeiro mês de vendas, já ultrapassou a concorrência, chegando ao topo do pódio – e continua até hoje. Mas como explicar tanto sucesso? Para desvendar essa questão, ficamos uma semana a bordo do novato e podemos afirmar que esse sucesso não se deu apenas pelo belo visual, nem pela cor azul da carroceria. Os atributos do Tracker vão muito além.

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Modelo tem linhas modernas e opção de cor azul na carroceria (Auto+)

Dentro da cabine e com o botão Start/Stop acionado, rodamos centenas de quilômetros a bordo do SUV da Chevrolet, cuja tecnologia não para por aí. Tem direção elétrica, excelente acabamento e materiais soft touch no painel. Para o motorista, a comodidade do banco com regulagem de altura e do volante (multifuncional) com ajustes – não fica difícil encontrar a melhor posição.

Para os ocupantes, ar-condicionado, duas tomadas USB atrás (tem uma na frente), espelhos do para-sol iluminados e o teto solar panorâmico, que torna as viagens ainda mais visuais para quem senta no banco traseiro. Aliás, os cintos são de três pontos para todos e tem descansa-braço com porta-copos. O equilíbrio da suspensão – independente tipo McPherson, na frente, e semi independente, atrás – também deixa a viagem menos cansativa. Ponto para o bom trabalho que a engenharia da GM dedicou ao isolamento acústico. São 2,57 metros de entre-eixos.

O tempo em que carro completo precisava ter trio-elétrico (vidros, travas e retrovisores) ficou para trás. E o Tracker caprichou nesse quesito. Os vidros são, todos, com comando automático para subida e descida com antiesmagamento, mas os retrovisores ficaram devendo o rebatimento elétrico. Entretanto, isso não é nada perto da lista disponível na versão topo de linha Premier, avaliada pelo Auto+.

Tecnologia
Tem wi-fi (pacote pago à parte), sistema MyLink com Android Auto e Apple CarPlay, carregador de smartphone por indução (sem fio) e sistema de conectividade bluetooth para até dois telefones – com a comodidade de não precisar parar o carro para acionamento. Tudo é englobado na tela central de 8 polegadas em LCD. Bastante intuitiva e com sistema touch screen, conta também com botões físicos para quem prefere o modo tradicional.

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SUV tem detalhes cromados na carroceria (Auto+)

Na hora da direção, os alertas de ponto cego e de colisão são aliados. Tem sistema de estacionamento automático, além de controlador e limitador de velocidade. Para o caso de colisão, os ocupantes são protegidos por seis air bags.

Sob a tampa traseira, um generoso porta-malas com 393 litros (357 litros no compartimento superior e 36 no inferior) – é 207 litros menor que o do JAC T50, considerado o mais amplo da categoria. Já, debaixo do capô dianteiro, o motor 1.2 turbo de até 133 cv (etanol, a 5.500 rpm) e 21,4 kgfm a 2.000 giros é bastante esperto. Tem boa aceleração e trabalha em regime de rotação mais baixo. A 120 km/h, por exemplo (limite máximo das estradas brasileiras) não passa dos 2.000 rpm.

Consumo
Não chega a incomodar, mas as retomadas acabam aumentando a vibração dentro do motor, deixando-o levemente áspero. Mas o consumo é bom. Durante a avaliação – trafegamos a maior parte do teste na cidade – a média ficou em 11,5 km/l. Esse é um dos méritos do turbo. Aquela ideia de potência extra é coisa do passado! O componente tem a função de emitir menos poluentes e melhorar o consumo de combustível.

E faltou falar do câmbio. Com exceção da opção MT 1.0 turbo (que tem câmbio manual) todas as demais versões trabalham em conjunto com a transmissão automática de seis velocidades. As trocas são bastante eficazes. O porém, aqui, fica por conta do modo sequencial, que precisa ser acionado por um botão na lateral esquerda da alavanca – bastante incômodo e pouquíssimo prático, mas a GM vem insistindo nessa solução há anos…

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Capas dos retrovisores na cor do carro e faróis em LED fazem parte do pacote de itens do Tracker (Auto+)

No mais, a lista de série da versão topo de linha oferece, também, sensor de estacionamento dianteiro, lateral e traseiro, faróis em LED com regulagem de altura e auxílio em manobras, frenagem automática de emergência em baixa velocidade, ganchos de ancoragem para cadeiras de crianças no padrão Isofix e Top Tether, indicador de nível de vida do óleo e sistema de monitoramento de pressão dos pneus. Na estética, rodas com 17″ em desenho exclusivo e aerofólio traseiro.

Em relação a preços, o Tracker é oferecido em cinco versões de acabamento, são elas: Turbo MT 1.0, R$ 85.290; LT 1.0, R$ 93.490; Turbo AT 1.2, R$ 94.090; LTZ 1.2, R$ 103.890 e Premier 1.2, versão aqui avaliada, que parte de R$ 116.490.

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Vagner Aquino

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