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Chevrolet Tracker chega mais barato que versão antiga e parte de R$ 82 mil

Com motores 1.0 e 1.2 turbo, SUV compacto tem vasto pacote de equipamentos e versão PCD na casa dos R$ 50 mil
Chevrolet Tracker Premier 2021 (divulgação)

Totalmente renovado em relação a geração anterior, o novo Tracker é o principal lançamento da General Motors do Brasil neste ano.

O evento de apresentação do carro estava marcado para entrar para a história, com centenas de jornalistas da América Latina e programação recheada de atrações, conteúdo e experiências. Mas, a pandemia de coronavírus se instalou no mundo e, mais que infectar pessoas, mudou os hábitos de toda nação. Às vésperas da grande estreia, a GM precisou cancelar o evento para seguir a recomendação do Ministério da Saúde.

Chevrolet Tracker Premier 2021 (divulgação)

Assim, a montadora da gravata dourada resolveu apresentar seu novo modelo à imprensa via vídeo conferência. O test-drive, fica para um outro momento, mas os demais detalhes, você confere aqui.

Bom, que o modelo vai de R$ 82 mil a R$ 112 mil, você já sabe. Porém, restou falarmos de visual, equipamentos e, claro, da história do modelo e de como vai encarar a concorrência. A grande novidade no Tracker é o inédito motor 1.2 turbo com até 133 cv. O bicombustível três cilindros tem 21,4 kgfm de torque a 2.000 rpm.

Chevrolet Tracker Premier 2021 (divulgação)

Já o conhecido 1.0 turbo de até 116 cv é utilizado pelo irmão Onix, mas também é usado no novato (apenas, nas versões mais baratas,  onde gera 16,8 kgfm a breves 2.000 rpm. Assim como o propulsor  maior, tem três cilindros, mas pode ser atrelado ao câmbio manual de seis marchas;  no outro, só a opção automática.

 

Consumo

Como você que é apaixonado por carro pode perceber, o downsizing é realidade no mundo sobre rodas já há algum tempo e o intuito é, basicamente, economizar combustível e reduzir emissões. Para comprovar que o Tracker atende a esses objetivos,  a GM fez questão de divulgar os bons números de consumo. No 1.0 com câmbio manual de seis marchas, a média é de 13,0 km/l e 14,8 km/l (urbano/rodoviário) com gasolina e, respectivamente, 9 km/l e 10,4 km/l, com etanol.

Já com transmissão automática de seis velocidades, são 11,9 km/l e 13,7 km/l  com gasolina; e 8,2 km/l e 9,6 km/l, quando abastecido com etanol.

Na configuração 1.2, com gasolina, faz 11,2 km/l e 13,5 km/l, nos respectivos trajetos cidade e estrada. Quando com álcool, são 7,7 km/l e 9,4 km/l; Uma ótima média para um carro com mais de 4,25 metros de comprimento. No entre-eixos são 2,57 metros. Largura, altura e porta-malas, registram os seguintes números: 1,79 metro, 1,62 metro e 393 litros.

 

Visual

Para qualquer lado que se olhe, o Tracker, além de bonito, exala novidade. Desde a ponta do para-choque dianteiro, tudo é novo no modelo, que compartilha plataforma com o Onix Plus – confira a galeria abaixo. Do lado de dentro, não é diferente. Novo desenho, acabamento aprimorado e, como era de se esperar, inclusão de (vários) novos itens, entre eles wi-fi (exige mensalidades) e Chevrolet MyLink, com tela LCD touch screen de 8 polegadas.

Chevrolet Tracker Premier 2021 (divulgação)

Quer espelhamento de celular via Android Auto e Apple CarPlay? Tem também… Mas a lista de conteúdo é recheada: traz função áudio Streaming, bluetooth para até dois celulares simultaneamente, entrada USB e outras tecnologias básicas, como computador de bordo, entrada dupla para USB no banco traseiro e quadro de instrumentos com tela digital em TFT e 3,5”.

Na segurança, o modelo básico já vem com fixação de cadeiras para crianças Isofix e Top Tether, freios antitravamento com sistema de distribuição e seis air bags (frontais, laterais e de cortina).

A conveniência do ar-condicionado e da direção com assistência elétrica progressiva – volante tem regulagem em altura e profundidade – não poderiam ficar de fora, assim como os mimos extras, do tipo, assistente de partida em rampa, controles de estabilidade e tração e faróis com ajuste de altura.

Chevrolet Tracker Premier 2021 (divulgação)

“Queremos liderar o segmento de SUVs compactos, surpreendendo a clientela com conteúdo completo e preço abaixo de R$ 90 mil”, afirmou carlos Zarlenga, presidente da General Motors América do Sul, em relação aos preços do SUV, oferecido em seis versões de acabamento, no total.

As versões mais caras têm desde soluções simples, como ar-condicionado digital de duas zonas e partida sem chave, até sistemas, digamos, raros, no estilo, carregamento de celular por indução e alerta de colisão frontal com frenagem automática. Para estacionar, basta apertar um botão, tanto em vagas paralelas quanto perpendiculares.

Chevrolet Tracker Premier 2021 (divulgação)

Abaixo, confira os equipamentos e preços de cada versão: 

Chevrolet Tracker 1.0 Turbo MT (R$ 82.000): câmbio manual de 6 marchas, 6 airbags, alarme, assistente de partida em rampas, controles de tração e estabilidade, faróis e lanterna de neblina, luzes diurnas, regulagem de altura dos faróis, fixação de cadeiras infantis Isofix e Top Tether, maçanetas e rack do teto em preto, maçanetas internas em prata, rodas de liga-leve de 16 polegadas e ar-condicionado. Soma ainda volante com regulagem de altura e distância, computador de bordo, direção elétrica, retrovisores elétricos em preto, vidros elétricos com função “um toque”, banco traseiro bipartido, central multimídia MyLink com tela de 8″ com suporte a Apple CarPlay e Android Auto, USB para o banco traseiro, painel de instrumentos com tela de 3,5″, OnStar e internet 4G a bordo;

Chevrolet Tracker LT 1.0 Turbo AT (R$ 89.900): equipamentos da versão Turbo manual mais câmbio automático de 6 marchas, grade dianteira com detalhes cromados, retrovisores e maçanetas na cor do carro, rack do teto pintado de prata, câmera de ré, controlador de velocidade, chave presencial para acesso e partida e sistema start-stop;

Chevrolet Tracker 1.2 Turbo AT (R$ 90.500): equipamentos da 1.0 Turbo manual, mas com motor 1.2 turbo, câmbio automático de 6 marchas, sistema start-stop e controlador de velocidade;

Chevrolet Tracker LTZ 1.2 Turbo AT (R$ 99.900): itens de série da 1.2 Turbo automática mais grade dianteira cromada, maçanetas e retrovisores na cor do carro, rack do teto em prata, câmera de ré, chave presencial para acesso e partida, alerta de ponto-cego, rodas de liga-leve de 17 polegadas, acendimento automático dos faróis, limpador de para-brisa automático, volante revestido em couro e bancos em tecido e couro;

Chevrolet Tracker Premier 1.2 Turbo AT (R$ 112.000): itens da 1.2 turbo LTZ mais painel de instrumentos com tela de 3,5″ colorida, faróis e lanternas em LED, friso cromado nas janelas, maçanetas internas cromadas, ar-condicionado automático e alerta de colisão frontal e sistema de frenagem automática em baixa velocidade. Soma ainda carregador de smartphone sem fio, sistema de estacionamento automático, retrovisor fotocrômico, teto-solar elétrico e bancos em couro.

Chevrolet Tracker 1.0 Turbo AT (PCD) (R$ 56.877,70 – preço final com todos os abatimentos): itens da LT 1.0 Turbo, mas com 12 meses de garantia e pacote promocional por tempo limitado com as rodas aro 16, rack de teto, maçanetas na cor do carro e cobertura do porta-malas.

 

Uma história de longa data

No começo da década de 1990, o primeiro Suzuki Vitara chegava ao Brasil. O modelo era fruto de uma parceria entre a montadora japonesa e a General Motors, firmada em 1989, e já era vendido nos Estados Unidos como Chevrolet Tracker desde o início dessa história. Aqui, foi comercializado pelas mãos da GM apenas em 2001 – em paralelo ao então Gran Vitara.

Chevrolet Tracker 1989 (divulgação)

Os gêmeos conviveram no mercado por um tempo e, carregando o mesmo motor 2.0 turbo, diferenciavam-se apenas por pequenos detalhes como, evidentemente, a gravata borboleta colada na grade dianteira do Tracker.

Vendida até 2004, a primeira geração, três anos depois, voltou com algumas mudanças. Tinha motor 2.0 16V movido a gasolina e tração 4×4 entre seus atributos. A ideia, era concorrer com o bem-sucedido EcoSport, lançado pela Ford em 2003.

Chevrolet Tracker (divulgação)

E foi só em 2012 que a Chevrolet anunciou o novo Tracker. Não tinha nada a ver com o modelo anterior e, sequer, semelhança com japoneses. Em 2013, o jipinho aterrissou por aqui – época em que a GM já havia desistido da ideia de batizá-lo como Trax (nome adotado na Europa e México). O 1.8 Ecotec de até 144 cv que o equupava tinha a missão de bater de frente com a dupla EcoSport e Duster. Não deu certo.

O sucesso nunca foi grande aliado do Tracker por aqui, nem mesmo em sua reestização, em 2015/2016, que trazia uma versão mais barata, seguindo a linha da concorrência.

Por fim, após diversas apostas em conteúdo, motor, transmissão e séries especiais – como a recente Midnight, que abusava do tom negro da carroceria e trazia motor turbo e teto solar de série -, a GM resolveu lançar um carro totalmente novo na versão 2021. Será que dessa vez, emplaca?

E enquanto o Auto+ não realiza o test-drive com o novo Tracker, você pode conferir a avaliação da antiga geração do Tracker com motor 1.4 turbo de 153 cv que até então era vendida: 

 

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Vagner Aquino

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