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Estudo revela que carros híbridos poluem mais do que o prometido

Análise feita por ONG diz que os índices de poluição dos carros híbridos plug-in são muito piores do que os dados oficiais

Peugeot 308 híbrido [divulgação]
Peugeot 308 híbrido [divulgação]

Os carros híbridos plug-in podem ser menos amigáveis ao meio ambiente do que o imaginado. Ao menos é o que mostra os dados de um estudo realizado pela ONG Transport & Environment. De acordo com a análise, os índices de emissão de CO2 são maiores do que o divulgado oficialmente pelas fabricantes.

Para chegar aos resultados, a ONG avaliou modelos de três marcas diferentes: BMW, Peugeot e Renault. Os carros escolhidos foram BMW Série 3, Peugeot 308 e Renault Mégane. Vale lembrar que todos na configuração híbrida plug-in. Desses, temos no Brasil só o Série 3. A universidade austríaca Graz University foi a responsável por conduzir o estudo.

Em um trecho urbano de 50 km, somente o modelo da Renault conseguiu se manter sem emitir poluentes. O sedã da BMW, cuja autonomia elétrica é de 56 km, conseguiu rodar apenas cerca de 41 km no modo elétrico. Já o Peugeot 308 entregou apenas metade da autonomia prometida, conseguindo rodar 33 km dos 63 km anunciados.

BMW 330e [divulgação]
BMW 330e [divulgação]
No entanto, o estudo revelou que mesmo com as baterias totalmente carregadas, os índices de poluição foram bem piores do que o esperado. O Mégane emitiu 20% a mais do que o anunciado, enquanto que o 308 excedeu em 70%. Porém, o Série 3 foi o mais surpreendente, já que poluiu 300% a mais do que o declarado.

O resultado decepcionante fez a ONG pedir uma mudança nos benefícios aos carros híbridos plug-in. Na Europa, é bastante comum que esses veículos sejam usados por empresas, além de receberem milhões de euros em benefícios fiscais. 

Renault Mégane híbrido [divulgação]
Renault Mégane híbrido [divulgação]
Por conta dos índices de poluição, a Transport & Environment pede para que esses modelos deixem de ser vistos como carros de emissão zero. Além disso, pede que os governos deem incentivos apenas para os modelos que conseguirem cumprir os índices de emissão no mundo real.

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