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Cinco marcas brasileiras que morreram ao longo do caminho

Com o fim da Troller, apenas a Agrale e Hitech continuam operando no Brasil como uma marca nacional e há mistério sobre a produção do CAB Stark
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Troller T4 automático [divulgação]
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Nesta semana, começamos a nos despedir da marca nacional mais popular atualmente: a Troller. A decisão do encerramento da marca foi dada pela matriz da Ford, cancelando meses de tratativas para a sua venda, como você conferiu aqui no Auto+. No entanto, não é de hoje que o Brasil perde marcas que nasceram genuinamente brasileiras.

O fato de ser um dos maiores países do mundo e que não possui uma marca, esbarra em alguns pontos que podem ser duramente criticados, seja o Custo Brasil ou a falta de fortalecimento das empresas nacionais. Atualmente, sobrevivem apenas a Agrale e a Hitech, já que não se tem notícias da produção do CAB Stark há alguns anos. Conheça cinco outras marcas nacionais que tiveram destino similar ao da Troller.

IBAP

A Indústria Brasileira de Automóveis Presidente (IBAP) foi uma empresa brasileira que sonhava em ser uma marca de automóveis nacionais. Nascida em 1963, a IBAP apresentou o seu primeiro automóvel, o Democrata. O cupê tinha inspiração no Chevrolet Corvair e possuía carroceria em fibra de vidro. Esportivo, trazia um motor de seis cilindros na traseira e suspensão independente nas quatro rodas.

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Visando ser um carro mais luxuoso, trazia painel com acabamento em madeira jacarandá e teve cinco unidades produzidas como amostra para investidores. A marca chegou a ter uma fábrica em São Bernardo do Campo (SP) mas a importação de motores da Itália foi considerada contrabando. A marca ainda esbarrou em uma série de outros problemas que levaram a desistência do projeto e da marca em 1968.

Miura

Conhecida por ser a mais tecnológica marca de automóveis no Brasil, a Miura foi criada em 1976 e com sede em Porto Alegre (RS). Desenvolvia carros esportivos com base e motor Volkswagen, como o clássico Miura Sport, revelado em 1977 como o primeiro carro da empresa. No entanto, a marca se destacaria mesmo pela tecnologia que trazia em seus carros nos anos 1980.

Entre alguns dos mais lendários está o Saga, apresentado em 1984 no Salão do Automóvel de São Paulo. Além de um interior com linhas à frente do seu tempo, trazia de série toca-fitas, uma pequena TV preto e branco de 5 polegadas e computador de bordo. O carro ainda tinha uma espécie de inteligência artificial que avisava o condutor sobre o uso do cinto de segurança, abastecimento, checagem da temperatura do motor e pressão do óleo e outros. Mesmo assim, a Miura não aguentou a concorrência com os importados e fechou as portas em 1992, entregando veículos até 1995.

Puma

Queridinha dos colecionadores, a Puma foi fundada em 24 de novembro de 1964 com o nome que a fez famosa. Assim como a Miura, a Puma desenvolvia seus carros com base e mecânica Volkswagen, na grande maioria dos seus projetos. Clássicos como o Puma GT, GTE, GTS e GTB são alguns dos carros mais colecionáveis da marca.

Além do Brasil, a Puma ficou conhecida por exportar alguns de seus carros, inclusive com uma fabricação de 383 unidades na África do Sul. Existem imagens que comprovam algumas unidades do Pumas rodando pela Europa, Ásia, África e até mesmo na América do Norte. Em 2013 começou os primeiros movimentos para a empresa renascer no Brasil e em 2017 foi apresentado um protótipo mais próximo de um carro de produção, chamado de GT Lumimari.

Gurgel

Talvez a marca brasileira de maior sucesso, a Gurgel nasceu em 1º de setembro de 1969 pelas mãos do engenheiro João Augusto Conrado do Amaral Gurgel. Se podemos dar um adjetivo ao Gurgel, ele certamente seria: visão de futuro. Ainda na década de 1980, a Gurgel desenvolveu e produziu algumas unidades do furgão Itaipu E-400, o primeiro carro elétrico produzido no Brasil. Antes disso, a empresa apresentou protótipos do Itaipu, em 1975, muito antes de ser uma demanda global.

A marca ainda ficou bastante conhecida por seus carros construídos em fibra de vidro e com o lançamento do BR800 em 1988, a Gurgel tinha um compacto interessante para os grandes centros. Quatro anos depois, surgiu o Supermini, proposta de um subcompacto que tinha motor 0.8 que desenvolvia 36 cv, além dos clássicos jipes X-12 e Carajás.

No entanto, na década de 1990 o Governo Federal reduziu a alíquota do IPI para carros 1.0, o que fez com que os veículos da Gurgel concorressem com modelos nacionais de marcas como Volkswagen, Fiat, Ford e Chevrolet. Além disso, o mercado de importados trouxe outras soluções que foram consideradas mais atrativas. Outros fatores também fizeram a empresa falir em 1994, com um processo que se alongou até 1996.

CBT

Conhecida como Companhia Brasileira de Tratores, a CBT claramente ficou muito mais conhecida produzindo tratores. Além deles, a marca fundada em 1959 desenvolveu o CBT Javali, um jipe apresentado em 1989. Ele usava motor de trator e trazia consigo alguns dos seus maiores pontos negativos: o barulho e fumaça em excesso, vindos do motor 3.0 diesel que entregava 84 cv e 25,5 kgfm.

Lento, ele acelerava de 0 a 100 km/h em quase um minuto. Com sede em São Carlos (SP), a empresa acabou falindo em 1995 após a abertura do mercado brasileiro para os carros importados e a extinção de benefícios para a indústria nacional, além do Javali ser considerado caro para produzir por ser um projeto próprio da CBT.

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