O mercado brasileiro de caminhonetes está cada vez mais fortes, com até as montadoras chinesas apostando por aqui, e a BYD, inclusive, será uma forte. Mesmo assim, existem modelos vendidos nos Estados Unidos que chamam atenção pelo nível técnico, potência e proposta diferente que não são vendidas, e muitas nem serão.
Porém, mesmo assim, é legal vermos modelos parrudos e fortes que poderiam desembarcar em nosso país. O Auto+ separou cinco caminhonetes que poderiam movimentar o segmento por aqui. Mas a grande maioria esbarram em estratégia, impostos, logística ou legislação.
Ford F-150 Raptor

A Ford F-150 Raptor é a versão mais extrema da linha F-150. A montadora americana a criou para correr em alta velocidade no deserto e encarar dunas ou saltos no estilo Baja. No Brasil, a Ford comercializa a F-150 Lariat e a Tremor, além da Ranger Raptor, mas a F-150 Raptor não integra no catálogo.
No exterior, a linha Raptor se divide em duas configurações principais. A F-150 Raptor V6 utiliza o motor 3.5 V6 EcoBoost High-Output com 456 cv e 70,4 kgfm. O conjunto trabalha com câmbio automático de 10 marchas e acelera de 0 a 100 km/h em cerca de 5,8 segundos.

Já a F-150 Raptor R aumenta ainda mais o patamar de desempenho, ao entregar o motor 5.2 V8 Supercharged do Mustang Shelby GT500. Na linha 2026, este propulsor entrega 730 cv e 88,5 kgfm, permitindo o 0 a 100 km/h em apenas 3,9 segundos.
A F-150 Raptor, assim como a Ranger Raptor, utiliza amortecedores FOX Racing Shox com sensores que monitoram inclinação, curso de suspensão e contato com o solo milhares de vezes por segundo para ajustar compressão. O modelo pode sair de fábrica com pneus de 37 polegadas. O chassi recebe reforços em aço de alta resistência para suportar estresse mecânico intenso.

Sua vinda ao Brasil ainda é devido ao posicionamento do mercado que, talvez, seja inviável para a Ford por enquanto. A Ford até lançou a F-150 Tremor no Brasil para ocupar o espaço entre Lariat e Raptor por R$ 580 mil.
Outro fator é o preço; com impostos, uma F-150 Raptor oficial ultrapassaria facilmente os R$ 700 mil, enquanto a Raptor R poderia até superar os R$ 1 milhão. E por fim, a logística também pesa, pois o sistema e o V8 supercharged precisam de estoque de peças e técnicos treinados.
Ram 3500 Dually
![RAM 3500 [divulgação]](https://www.automaistv.com.br/wp-content/uploads/2020/12/ram_3500_limited_crew_cab_dually_edited-1200x719.jpg)
A Ram 3500 Dually apareceu no Salão do Automóvel de São Paulo em 2025. Desde então, a marca avalia o interesse do público, embora ainda não confirme a importação oficial. Esta configuração utiliza rodagem dupla no eixo traseiro e representa o ápice da linha Heavy Duty da Ram.
O seu motor é o 6.7 Cummins turbodiesel de 430 cv e bizarros 149 kgfm. Com pacote de reboque gooseneck, a caminhonete pode puxar até 16.600 kg, quase o dobro da capacidade da Ram 3500 de rodagem simples vendida no Brasil.
![RAM 3500 [divulgação]](https://www.automaistv.com.br/wp-content/uploads/2020/12/ram_3500_limited_crew_cab_3_edited-1200x719.jpg)
No Brasil, a Ram 3500 já exige CNH categoria C por ultrapassar 3.500 kg de PBT. A Dually aumentaria ainda mais o peso e a largura traseira, que supera 2,40 metros. Isso dificulta a circulação urbana e o acesso a garagens. Mas ainda é sim possível vermos por aqui, quem sabe.
Toyota Tundra

A Toyota Tundra concorre diretamente com F-150 e Ram 1500 nos Estados Unidos. Em sua terceira geração, a caminhonete abandonou os antigos motores V8 para utilizar o 3.4 V6 biturbo com 353 cv e 55,4 kgfm. Já as versões SR5, Limited, Platinum e 1794 Edition geram 394 cv e 66,2 kgfm com o mesmo bloco.
No topo da pirâmide está o i-FORCE MAX híbrida, que combina o V6 biturbo com um motor elétrico para entregar 443 cv e 80,5 kgfm. Este conjunto é padrão na TRD Pro e na luxuosa Capstone, chamada até de Lexus das picapes pelo nível de acabamento.

Sua vinda no Brasil é, também, por proteção a Toyota Hilux, modelo que domina o segmento médio nacional. Trazer a Tundra exigiria uma nova estrutura de pós-venda para um volume menor de vendas.
Além disso, a produção no Texas implicaria imposto alto de importação, e teria o preço facilmente acima dos R$ 600 mil. Curiosamente, a Toyota em 2025, registrou a Tundra no Brasil no INPI, mas isso não quer dizer que ela virá ao nosso mercado.
Hyundai Santa Cruz
![Nova Hyundai Santa Cruz 2025 [divulgação]](https://www.automaistv.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Large-59420-2025SantaCruzLimited-1320x792.jpg)
A Hyundai Santa Cruz utiliza a plataforma monobloco do Tucson e até um visual dianteiro semelhante. Aqui seria uma rival até que luxuosa contra a Ram Rampage, Fiat Toro e Ford Maverick. Ela tem 4,97 m de comprimento e 3,00 m de entre-eixos.
O motor 2.5 aspirado entrega 191 cv e 25,4 kgfm. Já o 2.5 TGDI turbo gera 281 cv e 43,0 kgfm, utilizando câmbio de 8 marchas banhado a óleo e tração integral de série nas versões Night, XRT e Limited. A versão turbo acelera de 0 a 100 km/h em cerca de 6 segundos.
![Hyundai Santa Cruz [divulgação]](https://www.automaistv.com.br/wp-content/uploads/2021/07/hyundai_santa_cruz_73_edited-1200x721.jpg)
Seria interessante ver o modelo por aqui, porém ela sairá de linha em breve, com rumores ainda em 2026 por não atender as expectativas de venda frente a Maverick nos Estados Unidos. Além disso, o imposto para traze-la seria alto demais. A Hyundai, no entanto, planeja uma picape para 2029, e vale lembrar sua parceria com a Chevrolet.
Nissan Frontier norte-americana

A Nissan faz uma salada de Frontier no mundo atualmente — uma vendida na América do Sul, agora produzida no México (D23), outra Chinesa, já flagrada no Brasil, e a Navara, seu nome global, vendida na Oceania e Europa, é outro modelo com cara de Mitsubishi. Mas a mais interessante é a Frontier norte-americana (D41).
A versão americana utiliza um motor 3.8 V6 aspirado com 310 cv e 39,0 kgfm, além de câmbio de 9 marchas. Já a Frontier Brasil 2026 aposta no motor 2.3 biturbo diesel de 190 cv e 45,9 kgfm.

Embora ela tenha uma cara parruda e seja bem bonita, a Nissan não traz a versão americana porque o consumidor brasileiro prioriza o diesel em picapes médias, enquanto lá no EUA é a gasolina.
Além disso, a D41 é 13 cm mais longa e precisaria de nova linha de produção ou importação com altos impostos. A marca então optou por manter o modelo atual por aqui, que deve virar um produto chinês mais para frente.
E você, qual desses caminhonetes gostaria de ver nas concessionárias brasileiras? Deixe seu comentário!




