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Cuidado com a pontuação

5 multas invisíveis que detonam a sua CNH

O Código de Trânsito Brasileiro prevê multas que vão de R$ 130 a quase R$ 3.000. Confira as infrações que você pode estar cometendo sem saber

4 min de leitura

Embora a maioria dos motoristas brasileiros esteja atenta ao excesso de velocidade e ao uso do celular ao volante, o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) esconde armadilhas que muitos nem imaginam. Existem regras específicas que, apesar de parecerem inusitadas ou até exageradas para alguns, são aplicadas com rigor e podem resultar em prejuízos financeiros pesados, além de pontos preciosos na habilitação.

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O levantamento revela comportamentos cotidianos que, sob o olhar da lei, configuram desrespeito à segurança e à convivência urbana. Entender essas multas invisíveis é fundamental para evitar surpresas desagradáveis na próxima consulta ao prontuário do Detran.

Fumar ao volante e a regra das duas mãos

Motorista (divulgação)

Um hábito comum para muitos condutores, fumar enquanto dirige pode ser motivo de autuação, embora o CTB não cite o cigarro nominalmente. A infração está fundamentada no Artigo 252, que obriga o motorista a manter as duas mãos no volante, exceto ao realizar mudanças de marcha ou sinalizações.

Segurar o cigarro enquanto manobra o veículo é considerado uma infração média, gerando 4 pontos na CNH e uma multa de R$ 130,16. É o tipo de detalhe que passa despercebido, mas que compromete a agilidade em uma emergência.

Pegar vácuo em viaturas

Dodge Ramcharger 4×4 1982 [Bringtrailer.com]

Muitos motoristas e motociclistas aproveitam o corredor aberto por viaturas de polícia ou ambulâncias em serviço de urgência para fugir do trânsito. No entanto, essa carona no vácuo de veículos de emergência é uma infração grave, segundo o Artigo 190.

A lei proíbe seguir veículos em serviço de urgência que estejam com prioridade de passagem identificada. Quem ignora a regra comete uma falta grave, acumulando 5 pontos na CNH e recebendo uma multa de R$ 195,23.

O peso de cantar pneu

BMW M4 CS VR46 Edition fazendo drift na pista
BMW M4 CS [Divulgação]

Entre as infrações mais severas, o ato de cantar pneu ou realizar arrancadas bruscas e derrapagens propositais lidera o ranking de prejuízo. Enquadrada como exibição de manobra perigosa pelo Artigo 175, essa ação é gravíssima e possui um fator multiplicador de 10 vezes.

O resultado é um boleto salgado de R$ 2.934,70 e a suspensão imediata do direito de dirigir. A lei é implacável com quem utiliza o veículo para demonstrações de perícia injustificadas, frequentemente associadas a rachas ou direção imprudente.

Banho de poça em pedestres

Pedestre sendo molhado enq1uanto carro passa por poça de água
[Divulgação/Detran/MS]

Uma das normas mais desconhecidas, mas que preza pela civilidade, é a que pune quem molha pedestres ao passar por poças d’água. De acordo com o Artigo 171 do CTB, utilizar o veículo para arremessar água ou detritos sobre pessoas ou outros veículos é uma infração média.

Se um agente de trânsito interpretar que a manobra foi proposital, o motorista será penalizado com quatro pontos na carteira e a mesma multa de R$ 130,16, reforçando que o respeito à dignidade alheia é regra de trânsito.

Manobras perigosas e a proibição do “banguela”

Manobra perigosa multa
[Divulgação]

O CTB também é rígido contra manobras que não possuem justificativa técnica, como ziguezaguear entre faixas para assustar terceiros ou descer ladeiras em ponto morto (a famosa banguela). Essas ações, se consideradas intencionais para gerar risco, também são enquadradas como gravíssimas, com punição de 7 pontos e suspensão da CNH.

No caso das motos, o Artigo 244 reforça a tolerância zero para malabarismos. A ideia é punir qualquer comportamento que transforme o veículo em um instrumento de perigo desnecessário no fluxo viário.

Você já sabia que molhar alguém na calçada ou descer ladeira em ponto morto dá multa? Qual dessas leis você considera a mais justa para o nosso trânsito? Escreva nos comentários!

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Luiz Forelli

Jornalista pela Faculdade Cásper Líbero, sempre fascinado por carros. Passava horas dirigindo no colo da família dentro da garagem ou empurrando carrinhos pela casa, como se já soubesse que seu caminho estaria entre motores e rodas. Hoje, realiza o sonho de infância escrevendo sobre o universo automotivo com a mesma empolgação de quem brincava com um volante imaginário. No lugar do sangue, corre gasolina, e isso nunca foi segredo.

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