Você pode não se lembrar de primeira, mas a SsangYong já atuou no Brasil e seus modelos chamavam atenção pelo visual exótico. Um deles era a caminhonete média Actyon Sports. Ela foi apresentada aos brasileiros no fim da década de 2000 e impressionava por alguns quesitos, entre eles a mecânica emprestada da Mercedes-Benz.
Cuidado com pesadelos
A primeira vez que o público viu a Actyon Sports foi em meados de 2006, mas ela só veio ao Brasil anos depois. Seu projeto era derivado do SUV cupê Actyon, segundo a Motor Show. Logo que chegou, ela impressionava pelo porte, pois contava com 4,96 m de comprimento e 3,06 m de entre-eixos. Ou seja, se a picape estivesse viva hoje, deixaria de brigar com a Toyota Hilux para afrontar a Ram Rampage.
Na dianteira, a caminhonete exótica sul-coreana também atraía olhares por meio de seu visual. Na dianteira, a SsangYong Actyon Sports parecido com o de um rinoceronte. O capô amplo tinha vincos em formato da letra “V” e logo abaixo ficava a grade pintada de preto. Posicionada ao centro, a peça era parecida com um sorriso e aos lados estavam os faróis amplos.

Diferentemente de rivais como Chevrolet S10, a Actyon Sports não abusava de apliques pintados de preto. Ou seja, ela queria apelar mais para um visual clean e urbano do que robusto. Dos lados, os olhares se voltavam para as rodas de 18 polegadas e linha de cintura alta. Aliás, outro destaque visual da picape exótica eram as janelas amplas.
Dessa forma, você visualizada o mundo externo sem problemas, mas o modelo ficou com cara de aquário. Vincos marcantes e desenho reto complementavam o desenho. Na traseira, a caminhonete exótica tinha lanternas pequenas, para-choque escurecido e tampa da caçamba bem conservadora para o conjunto.
Pitada alemã
Para tentar se destacar ante a Ford Ranger, a SsangYong equipou sua caminhonete exótica com um motor 2.0 turbo a gasolina, mas que não era qualquer propulsor. Ele foi desenvolvido pela Mercedes-Benz e ainda tinha injeção direta. Eram 141 cv e 31,6 kgfm de torque. Além disso, o câmbio era automático de seis marchas e havia tração integral.
Dessa forma, a Actyon Sports podia se enfiar no off-road sem tanto medo. Todavia, o motor não entregava performance chamativa, pois o modelo pesava 1.934 kg. Para se ter ideia, a velocidade máxima era de 171 km/h e a aceleração de 0 a 100 km/h era cumprida em longos 14 segundos. Por outro lado, a caçamba acomodava 806 litros ou 1.614 kg de carga.

Esquecida e bem rara atualmente
Ainda que trouxesse volante multifuncional, amplo espaço interno, ar-condicionado e freios a disco de série, a SsangYong Actyon Sports não emplacou no mercado brasileiro. Em 2012, ela passou por uma atualização de visual e até ficou com aspecto mais agradável. Porém, o passado sofrido ainda a assombrava e ela seguia esquecida na categoria.
A caminhonete sul-coreana viveu até meados de 2015, quando foi tirada de linha por aqui. Ela seguiu viva lá fora e só voltou na linha 2018, mas que também não durou quase nada. Hoje, é bem difícil encontrar unidades dela à venda pelo Brasil. De acordo com as Tabelas Fipe e da Webmotors, uma Actyon Sports 2008 pode ser achada na região de São Paulo por cerca de R$ 37 mil, entretanto as poucas peças de reposição e o nome desconhecidos a fazem seguir esquecida nas lojas.

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