Ter o carro roubado ou voltar para onde ele estava estacionado e não encontrá-lo continua entre as maiores preocupações de quem dirige em São Paulo. A boa notícia é que os números caíram em 2026, embora ainda estejam longe de serem pequenos.
Entre janeiro e julho, a Grande São Paulo registrou 25.065 roubos e furtos de automóveis e utilitários, segundo levantamento da Ituran Brasil com base nos dados da Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP). No mesmo período de 2025 foram 28.896 casos, portanto, uma redução de 13,3%.
Além de mostrar onde esses crimes mais acontecem, o estudo também revela quais carros aparecem com maior frequência nos boletins de ocorrência.
HB20 aparece na primeira posição

O Hyundai HB20 lidera o levantamento com 1.213 ocorrências entre janeiro e julho, enquanto o Ford Ka aparece logo atrás, com 1.087 casos. O Chevrolet Onix ocupa a terceira posição, com 916 registros, seguido pelo Volkswagen Gol, com 885, e pelo Fiat Uno, que chegou a 819 ocorrências.
A segunda metade da lista também mostra uma característica bastante clara desse tipo de crime. O Chevrolet Corsa aparece com 805 casos, enquanto o Fiat Argo teve 744. Na sequência vêm Renault Kwid, com 715 ocorrências, Fiat Mobi, com 669, e Jeep Renegade, com 631 registros, sendo o único SUV entre os dez primeiros.

Não por acaso, vários carros que aparecem entre os primeiros colocados já saíram de linha há algum tempo. Ka, Gol, Uno e Corsa continuam rodando em grande quantidade, além disso, possuem um mercado de peças bastante amplo, o que ajuda a entender por que automóveis mais antigos continuam chamando tanta atenção.
Segundo o levantamento, os veículos com mais de cinco anos concentram a maior parte das ocorrências, sendo que aqueles com mais de dez anos formam a faixa mais atingida, com 9.498 registros. Logo atrás aparecem os carros entre cinco e dez anos, com 9.124 casos. Somadas, essas duas faixas representam quase três quartos das ocorrências consideradas nessa divisão por idade.
Furto ainda é muito mais comum que roubo
![Ford Ka [divulgação]](https://www.automaistv.com.br/wp-content/uploads/2021/01/ford_ka_64_edited-1200x720.jpg)
Outro dado é que cerca de 87,5% das ocorrências analisadas foram furtos, enquanto os roubos, quando existe violência ou ameaça contra a vítima, representaram 12,5%. Com isso, portanto, o risco está muito mais ligado ao carro parado do que a uma abordagem direta ao motorista. O período noturno concentrou a maior quantidade de casos, seguido pela tarde.
A cidade de São Paulo, naturalmente, concentra boa parte do problema com 16.862 ocorrências somente na capital entre janeiro e julho, o equivalente a dois terços de todos os casos registrados na Região Metropolitana. Guarulhos aparece bem atrás, com 1.203 registros, enquanto Santo André e Osasco também ultrapassaram a marca de mil ocorrências.

Dentro da capital, a Penha ocupa a primeira posição, com 428 casos, seguida pelo Ipiranga, com 419, e Vila Mariana, com 412. Depois aparecem Vila Matilde, com 383 ocorrências, Tatuapé, com 368, Itaquera, com 358, São Lucas, com 308, São Mateus, com 298, Vila Prudente, com 290, e Vila Formosa, com 272.
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