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É bom evitar!

5 carros elétricos usados para fugir no Brasil e evitar prejuízo

Confira 5 carros elétricos usados para evitar no Brasil devido a alta desvalorização, problemas de recarga e riscos no pós-venda

4 min de leitura

Comprar um modelo elétrico no Brasil deixou de ser uma mera aposta no futuro e virou uma realidade no mercado de seminovos e usados. Contudo, o avanço rápido da tecnologia, bem como a chegada de novos concorrentes criaram algumas armadilhas para o consumidor. O que parecia um bom negócio pode virar um pesadelo por conta de desvalorização, falta de suporte ou projetos que simplesmente pararam no tempo.

Para quem busca entrar no universo da mobilidade elétrica sem dor de cabeça, não deve avaliar só a tabela. Fatores como a saúde financeira das marcas no Brasil, disponibilidade de peças e padrão dos plugues de carregamento pesam tanto quanto a autonomia da bateria. Selecionamos cinco modelos elétricos que exigem atenção redobrada.

JAC e-J7

Elétricos: JAC E-J7 [Auto+ / João Brigato]
JAC E-J7 [Auto+ / João Brigato]

O JAC e-J7, primeiro sedan elétrico da marca no Brasil, estreou com a promessa de entregar porte generoso associado a um bom desempenho. Importado da China, aliás, ele mede 4,76 m de comprimento, 1,82 m de largura, 1,49 m de altura e 2,76 m de entre-eixos, além de oferecer um porta-malas de 520 litros.

Ele oferece 192 cv e 34,6 kgfm, fazendo os pneus de medida 215/55 R17 cantarem com facilidade. Já a bateria de 50 kWh garante alcance de até 249 km no padrão Inmetro. No entanto, o grande ponto de atenção está na desvalorização: o sedan amarga uma perda de valor de 38,8% no mercado, ficando atrás apenas do irmão de marca JAC e-JS4 (50,4%), segundo a Auto Esporte e o WebMotors.

Nissan Leaf

Elétrico: Nissan Leaf branco parado de frente
[Auto+ / João Brigato]

Pioneiro entre os elétricos no Brasil, o Nissan Leaf enfrenta hoje o peso do tempo e o isolamento de sua tecnologia. Todavia, seu principal gargalo está no conector de recarga rápida no padrão CHAdeMO. Como a infraestrutura brasileira padronizou massivamente o plugue CCS2 nos eletropostos, encontrar uma estação compatível durante viagens virou um verdadeiro desafio logístico.

Equipado com motor de 150 cv, 32,6 kgfm de torque e bateria de 40 kWh, possui um alcance de até 272 km. Sobretudo, deixou de ser importado oficialmente para o Brasil e acumula uma desvalorização que oscila entre 50% e 60%. Como reflexo, já é possível encontrar unidades usadas no mercado secundário custando abaixo dos R$ 80.000.

Neta X

Neta X branco visto de frente no asfalto com o DRL ligado [Divulgação]
Neta X [Divulgação]

O Neta X desembarcou prometendo o porte de um SUV médio a preço de compacto, mas transformou-se em uma opção de alto risco no mercado nacional. O problema não está no produto em si, mas na crise institucional do fabricante: a matriz na China enfrentou processo de recuperação judicial, o que enfraqueceu a operação brasileira, paralisou a expansão de concessionárias e interrompeu o fluxo regular de vendas no país.

Quem decide adquirir o modelo hoje assume o risco iminente de ficar com um veículo órfão na garagem, lidando com a escassez de peças de reposição, ausência de suporte técnico especializado e uma desvalorização acentuada no mercado de seminovos. Além disso, trata-se de uma alternativa a ser evitada para quem busca tranquilidade.

Renault Zoe

Elétrico Renault Zoe azul parado de frente
Renault Zoe Intense [Auto+ / João Brigato]

O Renault Zoe saiu de linha no Brasil no mesmo momento em que a fabricante iniciou as vendas do Megane E-Tech. Lançado no país em 2018 e reestilizado em 2021, o compacto nunca conseguiu emplacar grandes volumes. Na época, chegava a custar R$ 239.990, entregando 135 cv e 25 kgfm de torque, enquanto a bateria de 52 kWh garantia até 380 km de alcance.

Atualmente, unidades ano/modelo 2022 do elétrico do fabricante já são encontradas abaixo de R$ 100.000. Apesar do acabamento interno simples, ele oferece 4,08 m de comprimento, 1,78 m de largura, 1,56 m de altura, 2,58 m de entre-eixos e porta-malas com capacidade de 338 litros.

Seres 3

Elétricos: Seres 3 azul parado de frente
Seres 3 [Divulgação]

A trajetória da Seres no Brasil foi curta, durando apenas um ano, entre julho de 2023 e julho de 2024, quando a marca encerrou as operações no país. Derivado de uma plataforma adaptada de um modelo a combustão, o Seres 3 entrega autonomia limitada de apenas 209 km pelo padrão do Inmetro e peca por uma lista de equipamentos que deve itens básicos da categoria.

Sem uma rede oficial de suporte ou representação no país, o proprietário de um Seres 3 enfrenta o risco direto de escassez de peças de funilaria e componentes eletrônicos, além de amargar uma desvalorização pesada com liquidez quase nula no mercado de usados. Hoje, é possível encontrar unidades seminovas anunciadas na faixa dos R$ 120.000.

Qual desses elétricos você não colocaria na sua garagem de jeito nenhum? Escreva nos comentários!

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