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Redenção automotiva

5 carros que precisaram de tempo para acertar

Nem todo carro nasce perfeito. Relembre modelos como Jeep Compass e VW Fox que começaram mal, mas se transformaram em sucessos de mercado

4 min de leitura

Nem toda marca consegue acertar de primeira. Entrar em uma nova categoria é arriscado e caro, e muitas vezes o consumidor acaba servindo de piloto de testes involuntário. Contudo, alguns modelos exigiram anos de modificações e investimentos para se transformarem em objetos de desejo. Confira os casos mais emblemáticos de superação, ou de vergonha, na indústria nacional.

Volkswagen Fox

Volkswagen Fox [divulgação]
Volkswagen Fox [Divulgação]

O Fox nasceu com a missão ingrata de substituir o Gol, mas a entrega era inferior à promessa. O acabamento usava plásticos de baixa qualidade que influenciaram negativamente até o Gol G4. Além disso, o motor 1.0 antigo também não ajudava a mover a carroceria alta.

A virada veio com duas reestilizações profundas. A Volkswagen finalmente deu ao Fox o interior sofisticado que o posicionamento exigia, além de adotar o motor EA211 1.0 MPI de três cilindros. O modelo morreu aclamado, oferecendo um espaço interno invejável e um dos melhores custos-benefícios do mercado de usados.

Citroën Xsara e C4 Picasso

A primeira geração do Xsara Picasso era o icônico ovo da Citroën, mas carregava todos os males da era PSA: suspensão frágil, transmissão automática problemática e um acabamento que não resistia ao tempo. Enquanto as famílias fugiam para a Renault, a Citroën trabalhava na redenção.

Apesar disso, o salto veio com o C4 Picasso. O visual futurista e elegante foi acompanhado por uma cabine muito mais refinada. O ápice da linhagem aconteceu na terceira geração, quando o modelo finalmente recebeu o motor THP e o câmbio automático de seis marchas da Aisin, resolvendo o antigo trauma mecânico dos donos de minivans francesas.

Jeep Compass

A Jeep prefere fingir que a primeira geração do Compass nunca existiu, e com razão. Considerado um dos piores carros já feitos sob o guarda-chuva da Stellantis (na época Chrysler/Fiat), sobretudo, o modelo tinha um visual desajeitado e um interior com qualidade de centavos. O conjunto mecânico de origem Mitsubishi com câmbio CVT era um desastre em termos de performance e confiabilidade.

A segunda geração, lançada no Brasil em 2016, foi uma mudança da água para o vinho. Aliás, a qualidade de construção e o design foram tão superiores que o Compass saltou de patinho feio para o SUV médio mais vendido do país. Hoje, ele é a referência do segmento, enterrando de vez o passado obscuro do antecessor.

Chevrolet Prisma

A primeira geração do Prisma era, na prática, um Celta com porta-malas. Derivado de uma base de Corsa de 1994, o projeto era focado no corte de custos, sendo um carro que nasceu datado para conviver com modelos uma geração acima.

A revolução aconteceu em 2013, quando o Prisma adotou a plataforma do Onix. Ele cresceu, ganhou base modular e se tornou um sedan compacto sofisticado para a época. Foi um dos responsáveis por popularizar o câmbio automático no segmento e criou a tendência dos sedans com traseira curta e visual dinâmico, assumindo com dignidade o lugar do antigo Corsa Sedan.

Kia Cerato

Em 2004, o Kia Cerato era apenas mais um sul-coreano genérico e sem sal. No entanto, a marca ainda buscava uma identidade e sofria com a desconfiança do mercado. Tudo mudou em 2008, com a segunda geração assinada pelo designer Peter Schreyer. O Cerato tornou-se instantaneamente um dos sedans mais bonitos do mundo.

Mesmo sendo ligeiramente menor que os modelos médios tradicionais, ele compensava com um preço agressivo e um visual que exalava modernidade. Essa geração foi o ponto de virada global para a Kia, provando que o design poderia transformar um carro comum em um sucesso absoluto de vendas e imagem.

Qual desses carros você acha que teve a mudança mais impressionante: o Jeep Compass que virou rei dos SUVs ou o Prisma que deixou de ser um Celta? Escreva nos comentários!

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João Brigato

Formado em jornalismo e design de produto, é apaixonado por carros desde que aprendeu a falar e andar. Tentou ser designer automotivo, mas percebeu que a comunicação e o jornalismo eram sua verdadeira paixão. Dono de um Jeep Renegade Sem Nome, até hoje se arrepende de ter vendido seu Volkswagen up! TSI.

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