O BYD Song Pro já roda em testes no Brasil com visual reestilizado e mudanças importantes para o nosso mercado. O modelo foi flagrado camuflado em Campinas pelo editor-chefe do Auto+, João Brigato, e antecipa o que a BYD prepara para sua linha nacional.
Além do novo desenho, a marca também dará um passo estratégico ao adaptar o conjunto híbrido para rodar com etanol, algo que ainda não oferece no país. Com isso, o SUV será o primeiro modelo da BYD com tecnologia flex no Brasil.
Novo visual segue padrão mais limpo da marca
Mesmo camuflado, o flagra já revela mudanças claras na dianteira. O Song Pro abandona a grade grande e chamativa e adota um visual mais limpo, alinhado aos modelos mais recentes da marca.
Na prática, o SUV ganha um novo para-choque com entradas de ar redesenhadas, enquanto a grade frontal dá lugar a uma peça mais discreta em acabamento prateado, conhecida como a identidade chamada de Dragon Face.

Os faróis ficam mais afilados e se conectam visualmente com esse novo elemento frontal. Já na traseira, por outro lado, as alterações são bem mais discretas, como costuma acontecer em um facelift de meia vida. O desenho geral se mantém, com pequenos ajustes.
Interior muda mais do que o exterior
Se por fora a evolução é pontual, por dentro o Song Pro passa por uma mudança mais profunda. A BYD redesenhou o painel e simplificou o console central, deixando o ambiente mais limpo.

A principal mudança está na eliminação da alavanca de câmbio no console, que agora passa para a coluna de direção, seguindo o mesmo conceito já visto no BYD Dolphin. Com isso, o console central ganha mais espaço e menos botões, além de incluir duas bandejas para o carregador por indução.
Outro ponto importante é o fim da tela giratória. A central multimídia pode continuar com os 12,8 polegadas ou ter o mesmo tamanho do Song Plus de 15,6” como na China, além da nova interface. Já o quadro de instrumentos digital foi redesenhado e vai continuar com cerca de 10 polegadas.

Além disso, o acabamento do lado do passageiro também foi revisto, com linhas mais retas e uso de uma peça em preto brilhante para reforçar essa proposta mais minimalista. Vale destacar, também, que o BYD Song Pro irá receber acabamento todo preto, assim como o irmão Song Plus.
Híbrido plug-in flex
A grande expectativa, porém, está na mecânica. A BYD deve adaptar o sistema híbrido plug-in para rodar com etanol, algo que hoje ainda é exclusividade da Toyota no Brasil.

Se confirmado, o Song Pro manterá o conjunto já conhecido 1.5 aspirado, mas com sistema flex. Esse motor trabalha junto aos motores elétricos e às baterias já utilizadas no modelo atual.
Na versão GL, a bateria de 12,9 kWh entrega até 223 cv e 40,8 kgfm, com autonomia elétrica de até 49 km segundo o Inmetro. Já a versão GS usa bateria de 18,3 kWh, elevando a potência para 235 cv e 43 kgfm, com até 62 km no modo elétrico.

Tudo isso será feito na fábrica de Camaçari (BA), já que o Song Pro será montado, onde a BYD já iniciou as operações. O SUV é um dos pilares da marca no país e também o modelo mais vendido da BYD por aqui, com preços atuais entre R$ 189.990 e R$ 199.990, nas versões GL e GS, respectivamente.
Inclusive, a própria BYD já mostrou esse modelo com novo visual no Brasil e até propulsor flex durante a COP30, ainda como demonstração.
E aí, você acha que um híbrido flex da BYD faz sentido no Brasil ou ainda prefere os modelos atuais? Deixe seu comentário!




Pra híbridos PHEV com autonomia de 100 kms só no modo elétrico, não faz sentido ser flex. Minha esposa tem um Song pro. Já rodou 20 mil kms, sendo apenas 3000 no modo híbrido, e em 3 viagens que fizemos. Mas o brasileiro que não entendeu ainda a proposta dos Híbridos PHEV, aí sim, esse acha que é importante.kkkkk
Concordo totalmente com vc . Somente em 3 estados o etanol compensa em economia .
Vai acabar ficando “gastão” tando no etanol como na gasolina.
Jose, se observar o texto da lei que isenta o pagamento de IPVA em SP vai perceber o de está a vantagem.
Entendo que para o Brasil, o motor flex é muito necessário, porque temos uma gasolina que tem 30% de álcool, e motor flex é mais adaptado para uma gasolina que não é pura
Faz todo o sentido ser flex considerando que 1 litro de nossa gasolina, em breve, terá 35% de etanol (hoje tem absurdos 30% de etanol). Significará maior durabilidade para o motor à combustão.
na verdade quase já estamos usando álcool sabor gasolina, por isso deve ser flex.
Compensa pra aguentar a adição de etanol na gasolina. Pois veículos não flex tendem a terem sérios problemas com o combustível Brasileiro.
Com a gasolina batizada brasileira (com muito mais álcool do que o permitido) todo cuidado é pouco. O motor flex com certeza é melhor para receber essa gasolina adulterada, mesmo sabendo que o dono do carro vai usar gasolina poucas vezes…
Acho mais bonito o acabamento interno na cor clara
Prefiro o acabamento interno na cor clara… dá maior requinte.
Flex é interessante, mas o problema do Song Pro é a pequena autonomia. O ideal seria a bateria que colocaram no Plus com o motor flex. Impossível atingir mais que 800 km no modo híbrido e só no elétrico já consegui 85 km. Com uma bateria maior seria rival de fato do H6.
Engraçado que há várias chamadas/videos no YouTube deste modelo 2027 dizendo que ele rodaria até 220km no modo elétrico e no híbrido 38,7 km/l. Mas pelo visto é tudo Fake!
Com nossa gasolina prestes a bater os 35% de etanol e visando a durabilidade do motor à combustão, tem tudo a ver essa adequação flex.
Parece que o motor vai ser 1.5 turbo