Precursora de uma nova fase das marcas chinesas no Brasil, GWM e BYD novamente coincidem em um movimento de mercado. Ambas as marcas apresentam vendas muito mais expressivas fora da China do que no seu mercado local. No entanto, o que mais chama a atenção é a diferença da operação entre as duas gigantes.
BYD atinge marco histórico com exportações superando o mercado chinês
Em fevereiro de 2026, pela primeira vez na história da BYD, as exportações superaram as vendas internas chinesas. Ao todo, a marca exportou cerca de 100.600 veículos para diversos países, representando 53% do seu volume global. Em contrapartida, as vendas dentro da China ficaram abaixo de 100 mil unidades no período.
Inclusive, a participação do Brasil se consolidou como uma das maiores para a BYD fora do seu país de origem. Em fevereiro, segundo dados da Fenabrave, os consumidores brasileiros adquiriram 21.229 carros da fabricante oriental. Ou seja, as vendas nacionais representaram 21% de todo o volume global da marca no mês.

Geely assume liderança na China e desbanca dona do Dolphin Mini
A queda expressiva nas vendas da marca chinesa em seu mercado local, contudo, acende um alerta importante. Em apenas um mês, a BYD perdeu 36% de participação e a Geely atropelou a concorrente no ranking. Aliás, a fabricante do EX2 colocou o hatch compacto como o carro mais vendido da China atualmente.
Enquanto a BYD sempre focou em ter força local, a GWM segue por um caminho estratégico distinto. A fabricante dos SUVs Haval possui pouca expressão dentro da China, sendo uma figura relativamente rara nas ruas. Consciente disso, a empresa voltou seus esforços ao mercado de exportação, onde encontrou fôlego para crescer.

GWM foca no mercado externo e Brasil garante fatia fundamental das vendas
Prova disso é que, dos 72 mil carros vendidos pela GWM globalmente em fevereiro, a marca destinou 42 mil ao exterior. Apenas 30 mil unidades permaneceram na China, o que representa uma dependência externa de 58,3%. Esse índice supera a marca da BYD, reforçando a estratégia de internacionalização da fabricante.
Além disso, o Brasil continua sendo um pilar fundamental para a sobrevivência dessa montadora chinesa. O mercado nacional emplacou 9.313 unidades da GWM em fevereiro, representando 22,1% das vendas totais da marca no mundo. Esse número é proporcionalmente maior do que a fatia brasileira representa para a rival BYD.
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