O fim de 2025 e começo de 2026 foi agitado para a BYD. A montadora chinesa fez um acordo com o Ministério Público do Trabalho da Bahia em relação ao caso de trabalho análogo à escravidão em sua fábrica em Camaçari, Bahia. O acordo prevê que as empreiteiras envolvidas no escândalo paguem R$ 40 milhões para indenizar as vítimas do caso.
As empreiteiras Jinjiang Construction Brazil LTDA e a Tonghe Equipamentos Inteligentes do Brasil Co. deverão desembolsar a quantia milionária para os funcionários afetados pelas péssimas condições de trabalho divulgadas em meados de 2024. Se elas não cumprirem o acordo, terão de pagar uma multa de R$ 20 mil para cada trabalhador prejudicado.
A BYD ainda contou que fará o pagamento apenas se as duas empreiteiras não cumprirem o acordo, de acordo com a Auto Esporte. O valor de R$ 20 milhões acordado entre o Ministério baiano e a marca dona do Dolphin prevê os 224 colaboradores recebam R$ 89 mil futuramente. Vale lembrar que a ação civil para que este acordo fosse projetado foi aberta em maio de 2025.

Outros detalhes
Já os R$ 20 milhões restantes serão encaminhados para instituições que o MPT desejar. A polêmica enfrentada pela montadora rival da GWM foi exposta ao público em meados do fim de 2024. Na época, foi revelado que os trabalhadores da planta de Camaçari viviam e exerciam suas funções em condições degradantes de trabalho.
Segundo a denúncia, os funcionários entraram no Brasil de forma irregular, eram instalados em alojamentos sem condições de conforto e higiene. Retenção de passaporte, jornadas exaustivas, poucos banheiros e alimentos armazenados próximos de materiais de construção também foram relatados.

Assim que o Ministério Público do Trabalho recebeu e investigou a denúncia, processou a fabricante e as empresas envolvidas na polêmica. Pouco tempo depois, a BYD rescindiu o contrato com a Jinjiang e promoveu melhorias no alojamento dos trabalhadores. Desta vez, a Auto Esporte buscou a marca para obter um posicionamento, mas a fabricante optou por não se pronunciar.
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