Quem lembra do dieselgate da Volkswagen lá entre 2009 a 2015? Esse assunto voltou à tona agora com a Mercedes-Benz. A montadora alemã fechou um novo acordo judicial nos Estados Unidos após ser acusada de usar softwares ilegais para burlar testes de emissões em veículos a diesel. O custo dessa história agora ficou ainda mais alto, cerca de US$ 150 milhões (R$ 840 milhões).
Segundo site Carscoops, o Gabinete do Procurador-Geral de Nova York disse que a Mercedes equipou mais de 200 mil veículos a diesel com programas capazes de enganar os testes oficiais de poluição. Ou seja, isso na prática fazia com que os carros se comportassem de forma mais limpa apenas durante os exames de laboratório, enquanto no uso real emitiam níveis de poluentes muito acima do permitido.
Como funcionava a fraude
De acordo com a investigação, o software identificava quando o carro estava passando por um teste de emissões e ativava como fosse um modo especial de controle. Mas fora desse cenário, o sistema voltava a operar normalmente e liberava emissões de óxidos de nitrogênio que podiam chegar a 30 ou até 40 vezes acima do limite legal.

Além de toda essa regularidade pesada, as autoridades também acusam a Mercedes de induzir consumidores ao erro, pois divulgam os modelos como limpos, verdes de emissões, entre outros nomes para carros pouco poluentes. Na avaliação dos procuradores, os veículos jamais deveriam ter recebido certificação ambiental para venda.
Segundo o relatório, os modelos afetados são tantos sedãs como SUVs e até a van famosa, todos, claro, equipados com motores a diesel, vendidos entre 2008 e 2017. Estão na lista classes como E-Class, GL, GLE, GLK, ML, R-Class, S-Class e também a Sprinter.
O acordo e o valor da multa

Pelo acordo firmado com uma coalizão bipartidária de procuradores-gerais dos Estados Unidos, a Mercedes vai ter que desembolsar US$ 149,6 milhões. Desse total, cerca de US$ 120 milhões terão que ser destinados a programas ambientais para diminuir o nível de substâncias nocivas (poluentes) presente na atmosfera
Já o restante do valor funciona como uma penalidade condicionada. A montadora receberá créditos financeiros conforme cada veículo envolvido for reparado, recomprado ou retirado de circulação.

Para incentivar os proprietários, a empresa também terá que oferecer US$ 2.000 para cada dono que aceitar realizar a modificação aprovada no sistema de emissões. O prazo para adesão vai até setembro de 2026.
Além da multa, a Mercedes ficou proibida de vender ou alugar veículos a diesel com esse tipo de dispositivo ilegal, bem como de fazer qualquer afirmação ambiental sem nenhum tipo de comprovação técnica. A empresa também vai ter que prestar relatórios periódicos sobre o andamento dos reparos.
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