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É motivo de processo?

Donos de Volkswagen processam a marca por causa dos botões touch no volante

Função sensível ao toque é acusada de falhar em segurança e já rendeu ação coletiva contra a fabricante

3 min de leitura

Os botões sensíveis ao toque instalados nos carros da Volkswagen vem criando cenários bem desconfortáveis para os usuários já faz um bom tempo, e agora é alvo novamente de mais uma polêmica. Donos do ID.4 nos Estados Unidos abriram uma ação coletiva em um tribunal federal de Nova Jersey, alegando que o sistema pode acionar funções sem intenção, comprometendo a segurança. 

A acusação também envolve leis de defesa do consumidor em estados como Connecticut e Massachusetts, com queixas de fraude por omissão, violação de garantias e enriquecimento sem causa.

Segundo o site Carscoops, os motoristas alegam que comandos como o controle de cruzeiro adaptativo chegam a ser ativados apenas pelo contato leve das mãos, sem que haja a vontade do condutor. Dois donos chegaram a relatar que se sentem “aterrorizados e hesitantes” ao dirigir o carro.

Acusações contra a Volkswagen

Volkswagen ID.4 [divulgação]

Os advogados afirmam que a Volkswagen já sabia do problema antes mesmo da ação chegar à justiça. Documentos internos, relatos de clientes e alertas de concessionárias teriam mostrado que o recurso não funcionava como prometido. Para os autores do processo, a montadora falhou ao não oferecer recall, reembolso ou substituição gratuita.

Esse ponto é reforçado pelo fato de que a própria marca admitiu, há quase três anos, que o volante touch não trouxe a experiência esperada. A Volkswagen chegou a anunciar que voltaria a usar botões físicos, mas a mudança ainda não chegou ao ID.4, embora estejam previstas para o facelift do SUV.

Histórico de críticas

painel de instrumentos Nivus GTS

Desde que estreou, o volante sem botões tradicionais gerou controvérsia. A promessa era oferecer um design futurista, mas na prática os comandos se mostraram delicados demais e sujeitos a acionamentos involuntários. O tema já havia rendido críticas pesadas na Europa e em outros mercados, além de declarações de executivos da própria Volkswagen.

Em 2023, o então CEO Thomas Schäfer reconheceu que a decisão foi um erro estratégico e admitiu que a adição dos comandos táteis “causou muitos danos” à marca.

Mudança confirmada

ID.2all
Volkswagen ID.2all [Divulgação]

A partir de 2027, a fabricante promete reintroduzir botões físicos nos volantes e até em outras áreas do painel. O hatch elétrico ID.2, muito esperado no mercado europeu em 2026, deve marcar essa transição. Segundo a empresa, a ideia é devolver simplicidade e ergonomia, evitando distrações e aumentando a segurança.

E no Brasil?

Por aqui, os botões táteis também estão presentes em modelos como Taos, Tiguan e Jetta GLI. O Golf GTI que está estreando no mercado brasileiro chegou a ser vendido com esse tipo de comando no pré-facelift anterior, mas a Volkswagen já corrigiu o volante e voltou aos botões convencionais.

E você, é favor dos botões físicos nos carros, assim como no controle da ventilação? Deixe sua opinião nos comentários!


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0 comentário em “Donos de Volkswagen processam a marca por causa dos botões touch no volante”

  1. Marco

    Tenho um Jetta GLI e nunca tive problemas com os comandos do volante. O volante fica muito mais bonito e tudo funciona perfeitamente bem. O problema é que tem muita gente que se enrola demais com as novas tecnologias. Frescura.

  2. Rodrigo Sampaio

    O prazer de sentir o botão da mais controle, confiança e segurança ao condutor, sabia que isso seria um problema para VW, a pessoa/executivo/colaborador que convenceu eles a usar isto, deve ser um dos melhores profissionais de vendas!

  3. Julius

    Sim. Sou a favor dos botões táteis, pois respiram modernidade. Quem reclama, é porque tem problemas de coordenação motora, ou nao sabe dirigir direito.

    • Roger Williams

      Modernidade que te põe em perigo??? A modernidade não pode existir para tornar a dirigibilidade mais complicada. Muitas vezes o mais simples é o que funciona bem. As vezes uma coisa que parece moderna, não ajuda em nada. Nesse caso a tecnologia é inútil.

  4. Antonio Carlos V. Braga

    Nada pode distrair um motorista. Desde sempre que usamos comandos sólidos e inquestionáveis. Mesmo assim outro dia experimentei um mau contato no limpador de para brisas que me estressou. A finalidade dessas novidades é puramente econômica: bulhufas de modernidade. É sempre assim.

  5. Leonilde Ribeiro

    Eu já tive um colf não tive poplema nenhum com os comandos no volante eu já tive Jetta também eu amo os carros

  6. Francisco Neto

    Meu carro da VW e tem os botões tateis, funcionam muito bem e acho bem bonito. Fico triste que não haverá mais. Lendo essa matéria me parece que os americanos estão querendo é ganhar dinheiro em cima da VW. Lendo os comentários de outros que também tem o recurso, vejo que a maioria tem a mesma experiência positiva que eu.

  7. Fabio Toledo

    Óbvio que comandos que fazem o carro acelerar nao podem ser táteis, mesmo para controlar o volume do som eu prefiro o botão antigo. A VW precisa ponderar tudo que a imprensa comenta antes de aceitar ideias “inovadoras”.

  8. Fabio Toledo

    Fato é que a VW perde mais enfrentando seus consumidores, tendo em vista que ja reconheceu o erro.

  9. Wilson

    Tenho um Taos, e o controle tátil, está travando constantemente, terei que deixar 2 dias na concessionária… A funcionalidade é questionável… Creio que o sistema anterior era melhor..

  10. Elton

    Ocorre que, especialmente nos EUA, parece que a população de motoristas segue uma característica americana; de ser um bando de bebês chorões e impertinentes. Qualquer coisa que, sem dúvida é culpa de incompetência própria, passam a processar qualquer um que julgam culpados.

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Luiz Forelli

Estudante de jornalismo, sempre foi fascinado por carros desde pequeno. Passava horas dirigindo no colo da família dentro da garagem ou empurrando carrinhos pela casa, como se já soubesse que seu caminho estaria entre motores e rodas. Hoje, realiza o sonho de infância escrevendo sobre o universo automotivo com a mesma empolgação de quem brincava com um volante imaginário. No lugar do sangue, corre gasolina, e isso nunca foi segredo.

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