Em 2026, a Fiat celebra cinco décadas de operação no Brasil. Desde 1976, quando o modelo 147 começou a sair das linhas de Betim (MG), o fabricante se especializou em ditar tendências, que o mercado brasileiro aprendeu a consumir. Relembramos os modelos icônicos e séries, que realmente tiraram a concorrência da zona de conforto.
O início foi com o Fiat 147 Rallye em 1978. Ele foi o primeiro sopro de esportividade da marca, estreando o motor 1.3 sob o capô, além do visual exibindo spoiler e faróis auxiliares. A receita serviu de ensaio para o sucesso do Uno 1.5R em 1987. Com 86 cv e 162 km/h de máxima, ele peitava esportivos de maior cilindrada e provava que um carro leve com motor esperto era o caminho.
Aliás, ainda falando de esportividade, em 1994, a Fiat trouxe o Uno Turbo, sendo o primeiro carro de passeio nacional com turbocompressor de fábrica, tecnologia que depois migrou para o Tempra e para o Marea.


A era Abarth e o fenômeno Adventure
A marca do escorpião deu as caras pela primeira vez em 2002 com o Stilo Abarth, que oferecia o propulsor de cinco cilindros de 167 cv. Apesar disso, depois veio o 500 Abarth em 2014, até a grife se tornar uma divisão própria com os atuais Pulse e Fastback Abarth.
Mas se teve algo que a Fiat inventou e outros fabricantes foram pela mesma rota: o segmento de aventureiros. Em 1999, a perua Palio Adventure teve um sucesso tão absoluto que a fórmula se espalhou para Strada, Doblò e Idea, criando uma verdadeira escola.

Séries especiais da Fiat: do agro ao streaming
Além disso, ofereceu o Stilo Schumacher em 2004, com a assinatura do heptacampeão e a cor Vermelho Modena da Ferrari. Há ainda a caminhonete Strada Mangalarga Marchador para o público agro e até as séries Xingu para o Doblò e o Uno.
Mais recentemente, no ano passado, lançou o Pulse Abarth Edição Especial Stranger Things, com tiragem limitada a 511 unidades. Sobretudo, para 2026, a aposta comemorativa é o Pulse Drive Lollapalooza, focado no público jovem que frequenta festivais de música.


O adeus em italiano
Saber sair de cena também rendeu séries. Em 2013, o Uno Mille se despediu com a edição Grazie Mille (Muito Obrigado, em italiano). Já em 2021, o novo Uno deu seu último suspiro com a edição Ciao (Adeus), limitada a 250 unidades numeradas. Foram despedidas necessárias para carros que carregaram a marca por quase quatro décadas.
Ao completar 50 anos, a Fiat mostra que, entre acertos históricos e apostas ousadas, nunca teve medo de ser um laboratório da indústria automotiva brasileira.

E você, qual é a sua preferida entre as séries limitadas da Fiat? Escreva nos comentários.



