Ao vivo
Home » Novidades » Jetour quer fábrica e SUVs híbridos flex para peitar rivais no Brasil

Novidades

O desafio do etanol

Jetour quer fábrica e SUVs híbridos flex para peitar rivais no Brasil

A Jetour prepara a produção nacional de seus SUVs e o desenvolvimento de motores híbridos plug-in flex no Brasil.

3 min de leitura

Criada em 2018 como uma divisão do Grupo Chery focada em utilitários esportivos, a Jetour chegou ao Brasil no início deste ano e oferece os modelos S06, S08, T1, T2 e T2 4×4. Além disso, há o aguardado G700. Com mais de 60 concessionários espalhados pelo território nacional, o próximo passo do fabricante chinês está na produção local de seus veículos e no desenvolvimento de motores híbridos capazes de rodar com etanol e gasolina.

A aposta no país vai além de uma operação de importação. “A Jetour aposta muito no Brasil, por ser um mercado estrategicamente crucial em âmbito global. Estar presente aqui é a principal porta de entrada para expandirmos nossa presença em toda a América do Sul”, comentou Henrique Sampaio, diretor de marketing e produto da Jetour, em entrevista ao podcast do Auto+.

Fábrica da Jetour no Brasil e horizonte de investimentos

Entre os cenários especulados no setor estão o aproveitamento do antigo complexo da Jaguar Land Rover em Resende (RJ), que poderia ser compartilhado com a Omoda & Jaecoo, ou a reativação da fábrica do Grupo Chery em Jacareí (SP). A marca já aportou R$ 40 milhões na operação inicial brasileira e projeta investimentos que superam os R$ 150 milhões nas próximas fases.

A nacionalização e a oferta de tecnologia flex, aliás, também trazem impactos positivos para a economia local. “A presença de marcas chinesas vai muito além de oferecer novas opções ao consumidor; trata-se de gerar empregos, atrair novos investimentos, desenvolver a cadeia local de fornecedores e impulsionar a evolução tecnológica no país”, destacou o executivo.

Youtube video

O desafio do etanol na calibração dos híbridos plug-in

O desenvolvimento de motores adaptados ao nosso combustível é uma das etapas mais complexas e dispendiosas para as montadoras asiáticas. Sobretudo, Henrique Sampaio explicou que a peculiaridade da nossa gasolina, que traz uma porcentagem elevada de etanol anidro na mistura, exige tempo e um alto volume de capital para adaptar os sistemas plug-in (PHEV).

“Todos os nossos carros são híbridos plug-in (PHEV) e precisam passar por um processo rigoroso de calibração e adaptação para o combustível brasileiro. Não é algo fácil nem barato. Se o nosso combustível não tivesse tanto etanol misturado, o mercado veria uma quantidade ainda maior de marcas chinesas por aqui. Esse fator técnico é uma das barreiras que limita a chegada de novos concorrentes, pois exige um grande investimento de tempo e recursos”, ponderou Sampaio.

E você, acha que a tecnologia híbrida plug-in flex é o melhor caminho para os carros chineses no Brasil? Deixe sua opinião nos comentários!

Deixe um comentário