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Mustang vira o salvador da pátria para a Ford nos Estados Unidos

O Mustang brilha como ponto positivo, mas a Ford e a Lincoln enfrentam um cenário de ajustes em abril no mercado norte-americano

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A Ford não teve um bom primeiro trimestre e os números de abril apenas pioraram o cenário. A marca amargou uma queda de 14,4% nas vendas do mercado norte-americano, totalizando 178.667 veículos vendidos. O tombo agrava a situação de quem já registrava um recuo de 8,8% nos meses anteriores. A crise fez o fabricante estender o desconto de funcionários a todos os consumidores.

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É uma tentativa clara de estancar a sangria nos pátios. Apesar disso, o Mustang, último carro de passeio sobrevivente no portfólio da Ford nos Estados Unidos, registrou alta de 18,4% em abril e 39,2% no acumulado do ano, carregando o prestígio da marca nas costas.

O contraste com sua variante elétrica, o Mustang Mach-E, expõe o gargalo da estratégia de eletrificação: a opção a bateria despencou 50% no acumulado do ano. Aliás, trata-se de uma crise que atingiu os modelos eletrificados em geral, que registraram queda de 31,1%, enquanto os híbridos recuaram 32,5% nos EUA.

A Ford e a crise

Além disso, as caminhonetes e os SUVs baixaram 12,1% e 10,9%, respectivamente. Ou seja, um cenário que nem o mais pessimista dos analistas de Detroit previu. Apenas nichos específicos, como o Bronco, a linha Transit e o Explorer, conseguiram encontrar algum respiro no mês. Entretanto, se na Ford o clima é de alerta, na Lincoln o sinal é vermelho vivo.

A divisão de luxo despencou 21,4% em abril, com um destaque para o Navigator. Mesmo após um redesign completo no ano passado, ele sofreu uma queda de 41,7% nas vendas. Além do Navigator, a marca oferece o Aviator, Nautilus e o Corsair. Mas, quando o modelo mais caro e tecnológico fracassa no coração do mercado de luxo, o problema deixa de ser um mês fraco e passa a ser uma crise profunda de aceitação do produto.

Você acha que a Ford deve recalcular a rota e investir mais nos motores a combustão ou o Mustang é apenas uma exceção em um caminho sem volta para a eletrificação? Escreva nos comentários

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Rafael Dea

Cursou Jornalismo para trabalhar com carros. Formado em 2005, atuou na mídia impressa por mais de 16 anos e também em veículos on-line. Embora tenha uma paixão por caminhonetes, não dispensa um esportivo — inclusive, foi o único brasileiro a participar do lançamento global do Porsche Panamera GTS.

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