A Zhengzhou Nissan lançou a caminhonete ZNA Rich no mercado chinês. Ela estreia em duas versões com preços entre 143.800 e 158.800 yuans (aproximadamente R$ 110.000 e R$ 122.000, em conversão direta). Sobretudo, por baixo da carroceria, a picape esconde um segredo conhecido dos brasileiros: ela emprega a mesma plataforma e estrutura da nossa Nissan Frontier.
A versão de entrada oferece tração traseira e um único motor elétrico de 245 cv, com até 451 km de alcance no ciclo chinês (CLTC). Já a topo de linha adota dois motores e tração integral. Juntos, são combinados 490 cv, enquanto o alcance homologado é de até 430 km. Vale destacar que Zhengzhou Nissan (ZNA) é uma joint venture operada sob o guarda-chuva de uma parceria entre a Nissan e a Dongfeng Motor Corporation.
DNA de Frontier na estrutura
O parentesco com a caminhonete média à venda no Brasil joga a favor da robustez. Afinal, o utilitário elétrico preserva o chassi de longarinas da Frontier, para o trabalho pesado. A capacidade de carga é homologada para levar até 995 kg, enquanto o torque é de 74,3 kgfm com tração integral.
Além disso, a ZNA Rich exibe uma grade frontal totalmente fechada, que denuncia sua identidade elétrica, e a afasta do desenho da Frontier a combustão. A dianteira traz detalhes cromados, bem como os faróis trazem luzes diurnas de LED em formato de C.


Bateria e garantia vitalícia
Toda a linha sai de fábrica equipada com baterias da CATL. Aliás, as células entregam 10% a mais de autonomia do que as baterias comuns em frio extremo abaixo de zero. Essa tecnologia garante eficiência mesmo em operações severas de mineração ou em regiões de alta altitude. E para quebrar a desconfiança com o sistema elétrico, o fabricante adotou uma estratégia forte de pós-venda no mercado local.
O primeiro recebe garantia vitalícia, desde que o uso seja estritamente particular. Essa cobertura elimina as principais preocupações com desvalorização ou manutenção futura do componente, de acordo com informações do Autohome. Na ponta do lápis, os comerciais 100% elétricos levam vantagem sobre os modelos tradicionais a combustão.

Além de uma manutenção preventiva muito mais barata por terem menos peças móveis, eles eliminam gastos obrigatórios dos motores a diesel, como o abastecimento de Arla 32. Essa simplicidade mecânica reduz drasticamente o custo operacional de frotistas.
E você, o que achou da nova caminhonete elétrica da Nissan?

