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De olho na bomba!

Stellantis patenteia sistema que denuncia combustível adulterado para a ANP

A Stellantis registrou no INPI a patente de um sistema que identifica combustível adulterado

3 min de leitura

A Stellantis quer transformar seus carros em verdadeiros fiscais contra o combustível adulterado. A gigante dona de marcas como Fiat, Jeep, Ram, Peugeot e Citroën registrou no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) a patente de um sistema capaz de cruzar dados do motor e do GPS para identificar a gasolina ou o etanol batizado, além de enviar a denúncia à Agência Nacional do Petróleo (ANP).

A tecnologia funciona em conjunto com a central de injeção eletrônica. Assim que o veículo é abastecido, o módulo monitora os parâmetros de queima do motor. Se detectar falhas de funcionamento logo após o reabastecimento, o sistema cruza esses dados com a localização exata do GPS para mapear o posto suspeito. As informações foram publicadas pela Quatro Rodas.

Combustível: Jeep Avenger Longitude [Auto+ / João Brigato]
Jeep Avenger Longitude [Auto+ / João Brigato]

Tecnologia alerta o motorista sobre combustível

Caso a irregularidade seja confirmada pelo sistema, o carro aciona um alerta direto no painel do motorista, recomendando que o veículo não rode por muito tempo naquela condição para evitar avarias graves. Paralelamente, via conectividade remota, o sistema dispara um aviso automático à ANP informando as coordenadas exatas de onde o combustível ruim foi colocado no tanque.

A solução atinge em cheio uma das maiores dores do motorista brasileiro, especialmente em motores modernos com injeção direta, onde a presença de água, solventes ou adulterantes costuma travar bicos injetores e destruir bombas de alta pressão com extrema facilidade.

Ideia promissora, mas com desafios legais

Embora ajude a orientar a fiscalização da ANP, o sistema sozinho não serve como prova definitiva contra o dono do posto. Como a falha de motor pode ser decorrente de um problema mecânico pré-existente ou desgaste de peças, a confirmação de fraude ainda dependerá de análise laboratorial do combustível no local indicado.

Vale lembrar que o registro se trata de um pedido de patente. A tecnologia precisa passar pelos trâmites legais do INPI e por etapas de homologação antes de chegar às ruas. Ainda de acordo com a Quatro Rodas, a Stellantis não confirmou se ou quando pretende aplicar o recurso de série em seus modelos.

Peugeot 208 GT MHEV na cor branco Branco Nacré estático na rua para avaliação, teste e review
Peugeot 208 GT MHEV [Auto+/Luiz Forelli]

E você, o que achou do pedido de patente da Stellantis? Escreva nos comentários!

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