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Volkswagen Atlas 2027 muda tudo e agora tem argumentos para se diferenciar

Nova geração estreia nos EUA com motor EA888 Evo5, interior totalmente redesenhado e foco total em espaço e conforto

6 min de leitura

A Volkswagen finalmente revelou a segunda geração do Atlas, e agora o SUV muda de patamar ao apostar em mais potência, além de um interior totalmente redesenhado e mais equipado, sem abrir mão do que sempre foi seu foco principal, espaço de sobra para famílias no padrão americano.

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O Atlas sempre foi um SUV meio fora da curva. Nunca foi o mais tecnológico, nem o mais potente, nem o mais refinado. Era um carro correto, só que sem um motivo claro para se destacar. Agora a proposta da Volkswagen sobre ele muda.

Motor EA888 com mais potência

A nova geração já chega com um motor conhecido, porém atualizado. Trata-se do 2.0 turbo EA888 Evo5, o mesmo código base que vemos no Jetta GLI, e que inclusive é o mesmo propulsor do novo Tiguan. No entanto, no Atlas ele gera um pouco mais, chegando aos 282 cv e 35,7 kgfm, ou seja, são 13 cv a mais em relação ao modelo anterior. 

Volkswagen Atlas [Divulgação]

Além disso, a Volkswagen promete melhor eficiência energética, embora os números finais ainda não tenham sido divulgados. O conjunto trabalha com câmbio automático de oito marchas, com tração dianteira de série e opção de tração integral 4Motion. 

E sim, um híbrido já está nos planos, mas só vai aparecer no facelift de meia-vida, como informou a fabricante alemã no comunicado. 

Plataforma evoluída 

Volkswagen Atlas [Divulgação]

O Atlas segue construído sobre a plataforma MQB Evo, a mesma base do Volkswagen Tiguan, porém com dimensões maiores. Até porque nos Estados Unidos, o Atlas entra no segmento de SUVs médios/grandes com três fileiras, acima do Tayron, e do Tiguan, que é considerado um SUV compacto para eles.

Na prática, o Atlas é um SUV pensado para famílias bem grandes, com três fileiras, espaço abundante e proposta bem diferente do padrão europeu. 

Volkswagen Atlas [Divulgação]

Em relação às dimensões, a Volkswagen diz que o modelo cresceu cerca de uma polegada no comprimento, algo em torno dos 2,5 cm, enquanto largura, entre-eixos e altura foram mantidos. 

O SUV tinha até então 5,09 metros de comprimento, 1,99 m de largura e 1,79 m de altura. A distância entre eixos é de 2,98 m. Ou seja, dimensões maiores que o Hyundai Palisade de 4,99 m de comprimento. 

Visual alinhado à nova identidade

Volkswagen Atlas [Divulgação]

Por fora, a mudança é grande, com o Atlas abandonando o visual mais neutro e passando a apostar em linhas mais marcantes. A dianteira traz faróis duplos em LED sobrepostos, grade mais larga e um capô mais alto, tendo um visual ainda mais robusto. 

Além disso, o logotipo iluminado passa a aparecer em praticamente todas as versões, algo que a Volkswagen vem adotando globalmente, já visto aqui no Taos e também no Tiguan. 

Volkswagen Atlas [Divulgação]

Na lateral, o SUV ganha linhas mais esculpidas e para-lamas mais pronunciados. Já na traseira, as lanternas interligadas em LED seguem o mesmo padrão do mercado e dos carros da Volks. 

As rodas variam entre 18 e 21 polegadas, dependendo da versão, enquanto novas cores como Blackberry, Sacramento Green e Sandstone passam a entrar no catálogo.

Interior muda completamente e finalmente sobe o nível

Volkswagen Atlas [Divulgação]

Se por fora o carro evoluiu, por dentro a mudança é ainda maior. O Atlas 2027 abandona o interior antigo e adota um cockpit totalmente novo. O painel passa a ter um desenho mais limpo e horizontal também bem semelhante aos novas gerações dos carros da Volkswagen, vista aqui no Tiguan. 

A central multimídia chega a 15 polegadas nas versões superiores, enquanto as configurações de entrada usam tela de 12,9 polegadas. O painel digital tem 10,25 polegadas em todas as versões. A alavanca de câmbio sai do console e vai para a coluna de direção, liberando mais  espaço.

Volkswagen Atlas [Divulgação]

Além disso, o modelo passa a usar madeira real no acabamento como o Tiguan, além de oferecer couro Nappa nas versões mais caras. Outro ponto chamativo é a iluminação ambiente, que pode chegar a 30 cores nas versões superiores, com integração com som e modos de condução.

O modelo ainda traz carregamento sem fio duplo, sete entradas USB-C e um novo assistente de voz com inteligência artificial. Além disso, o console central ganha um seletor giratório que controla volume, modos de condução e configurações do carro.

Volkswagen Atlas [Divulgação]

Como o foco é a família, a Volkswagen reforçou o conforto com ventilação para a segunda fileira, novas saídas de ar nas colunas centrais e bancos dianteiros com até 12 ajustes elétricos.

Nas versões mais completas, há suporte de coxa e função de massagem para os bancos dianteiros. Além disso, porta-malas elétrico, cortinas traseiras e carregador por indução passam a ser de série.

Volkswagen Atlas Cross Sport [divulgação]

O Atlas segue sendo produzido em Chattanooga, no Tennessee, nos Estados Unidos, em uma operação estratégica para atender o mercado local sem custos de importação. A família Atlas representa cerca de 30% das vendas da Volkswagen nos EUA, segundo a marca.

Além disso, existe a versão Atlas Cross Sport, com proposta mais esportiva e apenas cinco lugares que não recebeu ainda a nova geração. 

Um SUV feito para os EUA e só para eles

Volkswagen Atlas [Divulgação]

Vale lembrar, o Atlas não tem planos para o Brasil. O modelo foi pensado exclusivamente para mercados como Estados Unidos, China e Oriente Médio, onde é vendido como Teramont.

Aqui, ele ficaria acima do Tiguan e não teria encaixe fácil no portfólio devido ao seu nicho extremamente específico para o mercado brasileiro, além do alto custo de importação. 

Mas você acha que esse tipo de SUV gigante faz sentido no Brasil? Deixe seu comentário!

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Luiz Forelli

Jornalista pela Faculdade Cásper Líbero, sempre fascinado por carros. Passava horas dirigindo no colo da família dentro da garagem ou empurrando carrinhos pela casa, como se já soubesse que seu caminho estaria entre motores e rodas. Hoje, realiza o sonho de infância escrevendo sobre o universo automotivo com a mesma empolgação de quem brincava com um volante imaginário. No lugar do sangue, corre gasolina, e isso nunca foi segredo.

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