A Volkswagen finalmente revelou a segunda geração do Atlas, e agora o SUV muda de patamar ao apostar em mais potência, além de um interior totalmente redesenhado e mais equipado, sem abrir mão do que sempre foi seu foco principal, espaço de sobra para famílias no padrão americano.
O Atlas sempre foi um SUV meio fora da curva. Nunca foi o mais tecnológico, nem o mais potente, nem o mais refinado. Era um carro correto, só que sem um motivo claro para se destacar. Agora a proposta da Volkswagen sobre ele muda.
Motor EA888 com mais potência
A nova geração já chega com um motor conhecido, porém atualizado. Trata-se do 2.0 turbo EA888 Evo5, o mesmo código base que vemos no Jetta GLI, e que inclusive é o mesmo propulsor do novo Tiguan. No entanto, no Atlas ele gera um pouco mais, chegando aos 282 cv e 35,7 kgfm, ou seja, são 13 cv a mais em relação ao modelo anterior.

Além disso, a Volkswagen promete melhor eficiência energética, embora os números finais ainda não tenham sido divulgados. O conjunto trabalha com câmbio automático de oito marchas, com tração dianteira de série e opção de tração integral 4Motion.
E sim, um híbrido já está nos planos, mas só vai aparecer no facelift de meia-vida, como informou a fabricante alemã no comunicado.
Plataforma evoluída

O Atlas segue construído sobre a plataforma MQB Evo, a mesma base do Volkswagen Tiguan, porém com dimensões maiores. Até porque nos Estados Unidos, o Atlas entra no segmento de SUVs médios/grandes com três fileiras, acima do Tayron, e do Tiguan, que é considerado um SUV compacto para eles.
Na prática, o Atlas é um SUV pensado para famílias bem grandes, com três fileiras, espaço abundante e proposta bem diferente do padrão europeu.

Em relação às dimensões, a Volkswagen diz que o modelo cresceu cerca de uma polegada no comprimento, algo em torno dos 2,5 cm, enquanto largura, entre-eixos e altura foram mantidos.
O SUV tinha até então 5,09 metros de comprimento, 1,99 m de largura e 1,79 m de altura. A distância entre eixos é de 2,98 m. Ou seja, dimensões maiores que o Hyundai Palisade de 4,99 m de comprimento.
Visual alinhado à nova identidade

Por fora, a mudança é grande, com o Atlas abandonando o visual mais neutro e passando a apostar em linhas mais marcantes. A dianteira traz faróis duplos em LED sobrepostos, grade mais larga e um capô mais alto, tendo um visual ainda mais robusto.
Além disso, o logotipo iluminado passa a aparecer em praticamente todas as versões, algo que a Volkswagen vem adotando globalmente, já visto aqui no Taos e também no Tiguan.

Na lateral, o SUV ganha linhas mais esculpidas e para-lamas mais pronunciados. Já na traseira, as lanternas interligadas em LED seguem o mesmo padrão do mercado e dos carros da Volks.
As rodas variam entre 18 e 21 polegadas, dependendo da versão, enquanto novas cores como Blackberry, Sacramento Green e Sandstone passam a entrar no catálogo.
Interior muda completamente e finalmente sobe o nível

Se por fora o carro evoluiu, por dentro a mudança é ainda maior. O Atlas 2027 abandona o interior antigo e adota um cockpit totalmente novo. O painel passa a ter um desenho mais limpo e horizontal também bem semelhante aos novas gerações dos carros da Volkswagen, vista aqui no Tiguan.
A central multimídia chega a 15 polegadas nas versões superiores, enquanto as configurações de entrada usam tela de 12,9 polegadas. O painel digital tem 10,25 polegadas em todas as versões. A alavanca de câmbio sai do console e vai para a coluna de direção, liberando mais espaço.

Além disso, o modelo passa a usar madeira real no acabamento como o Tiguan, além de oferecer couro Nappa nas versões mais caras. Outro ponto chamativo é a iluminação ambiente, que pode chegar a 30 cores nas versões superiores, com integração com som e modos de condução.
O modelo ainda traz carregamento sem fio duplo, sete entradas USB-C e um novo assistente de voz com inteligência artificial. Além disso, o console central ganha um seletor giratório que controla volume, modos de condução e configurações do carro.

Como o foco é a família, a Volkswagen reforçou o conforto com ventilação para a segunda fileira, novas saídas de ar nas colunas centrais e bancos dianteiros com até 12 ajustes elétricos.
Nas versões mais completas, há suporte de coxa e função de massagem para os bancos dianteiros. Além disso, porta-malas elétrico, cortinas traseiras e carregador por indução passam a ser de série.

O Atlas segue sendo produzido em Chattanooga, no Tennessee, nos Estados Unidos, em uma operação estratégica para atender o mercado local sem custos de importação. A família Atlas representa cerca de 30% das vendas da Volkswagen nos EUA, segundo a marca.
Além disso, existe a versão Atlas Cross Sport, com proposta mais esportiva e apenas cinco lugares que não recebeu ainda a nova geração.
Um SUV feito para os EUA e só para eles

Vale lembrar, o Atlas não tem planos para o Brasil. O modelo foi pensado exclusivamente para mercados como Estados Unidos, China e Oriente Médio, onde é vendido como Teramont.
Aqui, ele ficaria acima do Tiguan e não teria encaixe fácil no portfólio devido ao seu nicho extremamente específico para o mercado brasileiro, além do alto custo de importação.
Mas você acha que esse tipo de SUV gigante faz sentido no Brasil? Deixe seu comentário!



