Durante sete gerações, o Volkswagen Polo foi o hatch compacto de entrada da Volkswagen. No Brasil, ele teve apenas três gerações, sendo que a primeira chegou apenas como sedã, enquanto as duas últimas assumiram uma proposta mais premium. Isso ficou ainda mais evidente após a aposentadoria do Gol e a chegada do Polo Track.
Agora, porém, o modelo muda completamente de rumo e parte para cima do BYD Dolphin. Deixando de lado o motor a combustão, o hatch passa a ser 100% elétrico e adota o nome ID.Polo. As vendas começam no segundo semestre na Europa, mas a marca já abriu reservas para a versão Life por 33.795 euros, cerca de R$ 197.285.
Ainda assim, o preço inicial será mais baixo. A versão Trend chegará depois por 24.995 euros, aproximadamente R$ 145.913. Além disso, haverá variantes mais equipadas e também uma versão esportiva GTI, cujos valores ainda não foram divulgados.

Plataforma nova, dimensões maiores e proposta elétrica
Construído sobre a plataforma MEB+, o Polo 2027 mede 4,05 m de comprimento, 1,81 m de largura, 1,53 m de altura e 2,60 m de entre-eixos. Na prática, ele é 2 cm mais curto que o Polo brasileiro, mas 6 cm mais largo, 5 cm mais alto e tem entre-eixos 4 cm maior.
A Volkswagen oferecerá três opções de motorização, todas elétricas. A versão de entrada entrega 116 cv e usa baterias de 37 kWh, garantindo até 329 km de autonomia. Há também uma opção de 135 cv com a mesma autonomia.

Já as versões mais caras contam com 211 cv e baterias de 52 kWh, chegando a 455 km de alcance. O futuro GTI sobe para 226 cv. Para efeito de comparação, o BYD Dolphin oferece 95 cv e 291 km na versão GS, 177 cv e 405 km na Special Edition e 204 cv com até 450 km na versão Plus.
Visual e interior: ruptura total
No visual, esqueça completamente o Polo atual. A dianteira traz faróis de LED com luzes diurnas integradas a uma barra iluminada. Logo abaixo, uma faixa em tom cinza amplia visualmente a frente, enquanto o para-choque adota um desenho limpo com entrada de ar central.

De lado, o modelo aposta em capô curto, para-brisa inclinado e coluna C bem marcada, sem a tradicional terceira janela. A maçaneta traseira fica embutida na coluna, em solução semelhante à do Honda HR-V. Na traseira, lanternas retangulares conectadas e logotipo iluminado seguem o padrão visto no Volkswagen Tiguan mais recente.
Por dentro, o modelo mistura elementos retrô e modernos. O novo volante de dois aros traz comandos físicos e substitui o padrão usado hoje em modelos como o Volkswagen Nivus.

A central multimídia flutuante perdeu os comandos do ar-condicionado, que agora voltam a ser físicos. Já o painel digital tem layout inspirado no Gol clássico, enquanto o acabamento evolui bastante com materiais mais refinados. Há ainda opções como iluminação ambiente e bancos com função de massagem.
E o Brasil?
Ainda não há confirmação sobre a venda do ID.Polo no Brasil, mas ele teria potencial direto para rivalizar com o BYD Dolphin e também com o Geely EX2. Enquanto isso, o futuro do Polo a combustão depende diretamente do nosso mercado. O Brasil pode se tornar o último reduto do modelo tradicional, enquanto a Europa migra totalmente para o elétrico.



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