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Ford e Renault querem reviver algo que a BMW matou nos carros

Sistema de extensor de autonomia volta a ganhar força na Europa para ser alternativa dos elétricos, como já acontece no Brasil com Leapmotor C10 REEV

4 min de leitura

Os carros elétricos com extensor de autonomia são algo que poucas montadoras produzem recentemente. Afinal, depois que a BMW encerrou a produção do i3 REx, muitos fabricantes concentraram os investimentos em híbridos plug-in e carros 100% elétricos. Agora, entretanto, a Ford e a Renault acreditam que essa tecnologia pode ganhar uma nova oportunidade na Europa.

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Atualmente, não temos muitos modelos com extensor de autonomia à venda no mercado global. Por exemplo, no Brasil, temos apenas um e talvez um dos mais famosos do mundo: o Leapmotor C10 REEV de R$ 219.990. Além dele, na China essa tecnologia ainda é aderida no GAC Hyptec S600 e o Aito M7 é M8 da Huawei

Porém, na Europa, mesmo esse conceito não sendo novidade, ele está chamando atenção em mercados onde a infraestrutura de recarga ainda passa por limitações. 

Leapmotor C10 REEV [Auto+ / Rafael Pocci Déa]

Isso porque um veículo com extensor de autonomia utiliza um motor a combustão apenas para gerar energia para a bateria. Ou seja, o motor térmico não movimenta as rodas em nenhum momento. Quem faz todo o trabalho de tração continua sendo o motor elétrico.

Esse sistema difere dos híbridos plug-in convencionais, já que nestes o motor a combustão também pode impulsionar o veículo em determinadas situações. Por isso, muitos fabricantes citam esses modelos com extensor de autonomia como uma espécie de ponte entre os híbridos e os carros totalmente elétricos.

Ford vê potencial para ampliar a eletrificação

Ford Bronco elétrico laranja visto de trás
Ford Bronco Basecamp [Divulgação]

Segundo Jim Baumbick, responsável pela operação da Ford na Europa, os veículos com extensor de autonomia podem provocar uma mudança importante no mercado local.

Além dos elétricos convencionais, a marca quer ampliar a oferta de híbridos, híbridos plug-in e modelos com extensor de autonomia nos próximos anos. Dessa forma, a fabricante busca atender consumidores que ainda têm receio de migrar para um carro totalmente elétrico.

Ford Bronco elétrico laranja visto de frente e com iluminação acesa
Ford Bronco Basecamp [Divulgação]

Atualmente, a Ford já comercializa na China uma versão eletrificada do Bronco equipada com esse sistema. O modelo combina um motor 1.5 turbo a gasolina com uma bateria de 44 kWh. Ainda assim, a marca não confirmou se utilizará esse mesmo conjunto mecânico na Europa.

Renault também aposta no extensor de autonomia

Enquanto isso, a Renault pode ter o mesmo caminho. François Provost, diretor-executivo da fabricante francesa, acredita que a tecnologia faz ainda mais sentido em veículos maiores.

Renault Koleos [Auto+ / João Brigato]

Segundo o executivo, utilizar baterias gigantescas para mover SUVs pesados diariamente dentro dos centros urbanos nem sempre é a solução mais eficiente. Por isso, os sistemas com extensor de autonomia podem ser uma alternativa interessante para reduzir custos e peso.

Além disso, a Renault estima que seus futuros modelos poderão rodar até 200 km em modo totalmente elétrico antes da necessidade de acionar o gerador a combustão.

Tecnologia já chegou ao Brasil

Leapmotor C10 REEV [Auto+ / Rafael Pocci Déa]

Embora ainda muitos consumidores não sabem, mas essa tecnologia já desembarcou na no mercado brasileiro. A Leapmotor, marca chinesa representada no país pela Stellantis, vende o C10 REEV com esse conceito. 

Nesse caso, o SUV utiliza o  motor 1.5 aspirado exclusivamente como gerador de energia para a bateria, enquanto o motor elétrico permanece responsável por movimentar o veículo em todas as situações. Nesse caso, são 215 cv e 32,6 kgfm de torque, o que permite rodar cerca de 900 km no uso real em uma viagem sem depender de recarga externa. 

E você, gosta e acha interessante essa tecnologia com extensor de autonomia? Deixe seu comentário! 

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Luiz Forelli

Jornalista pela Faculdade Cásper Líbero, sempre fascinado por carros. Passava horas dirigindo no colo da família dentro da garagem ou empurrando carrinhos pela casa, como se já soubesse que seu caminho estaria entre motores e rodas. Hoje, realiza o sonho de infância escrevendo sobre o universo automotivo com a mesma empolgação de quem brincava com um volante imaginário. No lugar do sangue, corre gasolina, e isso nunca foi segredo.

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