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BYD Dolphin Mini vai ganhar mais autonomia e potência por causa do Geely EX2

Atualização do hatch elétrico busca reagir ao avanço da Geely no mercado chinês, trazendo mais potência, alcance maior e até sensor do tipo lidar 

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A BYD prepara mudanças importantes para o Dolphin Mini, conhecido na China como Seagull. A atualização surge em um momento delicado para a marca no mercado doméstico, que vem perdendo espaço para a Geely. No segundo bimestre do ano, a rival já soma mais de 70 mil unidades vendidas a mais, impulsionada principalmente pelo sucesso do EX2.

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O modelo da Geely conquistou o público ao oferecer mais potência, carregamento mais rápido e espaço interno superior ao Dolphin Mini, além de preço competitivo. Então, a BYD decidiu reagir e vai evoluir seu hatch elétrico com melhorias técnicas e, curiosamente, até tecnologias normalmente reservadas a carros bem mais caros. 

Flagras mostram sistema lidar no pequeno elétrico

Os primeiros protótipos atualizados foram flagrados na China pelo site Autohome, onde as imagens revelam uma alteração curiosa no teto do carro, com um pequeno módulo escuro instalado logo acima do para-brisa. Esse componente abriga um sensor lidar, sigla para Light Detection and Ranging. 

Volvo EX90 Ultra [Auto+ / Rafael Pocci Déa]

O sistema utiliza feixes de luz para mapear o ambiente em três dimensões e aumentar a precisão dos sistemas de assistência ao motorista. Atualmente, essa tecnologia é vistas apenas em carros caríssimos, como exemplo o Volvo EX90 (R$ 849.950)

No Dolphin Mini atualizado, o lidar trabalha integrado ao sistema de condução assistida da marca chamado God’s Eye, que pode ser traduzido como Olhos de Deus.

Como funciona o sistema God’s Eye da BYD

BYD Dolphin Mini GS 2026 azul estático
BYD Dolphin Mini 2026 [Auto+/Luiz Forelli]

Apresentado em fevereiro de 2025, o sistema God’s Eye foi criado pela BYD com um objetivo de democratizar recursos avançados de condução assistida. A ideia da marca é levar tecnologias normalmente restritas a carros caros também para modelos de entrada.

O pacote reúne inteligência artificial, câmeras de alta resolução e radares de diferentes tipos para criar uma leitura completa do ambiente ao redor do veículo. 

BYD Dolphin Mini 2026 rodas
BYD Dolphin Mini 2026 [Auto+/Luiz Forelli]

Na configuração menos completa, chamada de C, que deve estar no Dolphin Mini, utiliza 12 câmeras no total, sendo três frontais, cinco panorâmicas e quatro de visão surround, além de 17 sensores de radar combinando ultrassom e ondas milimétricas

Com esse conjunto, o carro consegue formar uma imagem tridimensional do ambiente em tempo real. Assim, identifica veículos, pedestres, ciclistas e obstáculos, além de monitorar toda a área ao redor do veículo.

BYD Dolphin Mini GS 2026 azul estático
BYD Dolphin Mini 2026 [Auto+/Luiz Forelli]

Entre as funções disponíveis estão piloto automático adaptativo com função stop and go, assistente de permanência em faixa com centralização, frenagem automática de emergência e intervenções automáticas para evitar colisões. Além disso, o sistema ainda pode fazer manobras de estacionamento automáticas ou até remotas, com precisão de poucos centímetros.

O sistema C é o mais simples e deve equipar modelos de entrada como o Dolphin Mini. O sistema B adiciona outros sensores para aumentar a precisão e aparece em modelos premium da Denza. Já o sistema A é o mais sofisticado, com três sensores lidar e processamento mais potente, exclusivo da divisão de luxo Yangwang. Segundo a imprensa chinesa, o pacote do God’s Eye pode custar cerca de 10 mil yuans, cerca de R$ 7.600.

Bateria continua igual, mas autonomia pode crescer

Interior BYD Dolphin Mini GS 2026 avaliação
BYD Dolphin Mini 2026 [Auto+/Luiz Forelli]

Outra mudança é em relação a autonomia do hatch elétrico que terá ganhará 100 km a mais de autonomia no ciclo CLTC, embora permaneça com as mesmas opções de 30,08 kWh ou 38,88 kWh usada atualmente. O ciclo chinês CLTC é considerado o mais otimista que outros padrões internacionais, e desta forma, o Dolphin Mini subiria de 405 km para 505 km de autonomia. 

No Brasil, o Dolphin Mini registra cerca de 280 km de autonomia segundo o Inmetro, que utiliza um padrão mais rigoroso. Caso as melhorias cheguem ao nosso mercado, é possível imaginar algo na faixa de 340 a 360 km.

Mais potência para lidar com o peso extra

Interior BYD Dolphin Mini GS 2026 avaliação
BYD Dolphin Mini 2026 [Auto+/Luiz Forelli]

Para compensar a bateria potencialmente mais pesada, a BYD também prepara uma leve melhoria no desempenho. O motor elétrico deve passar de 75 cv para cerca de 81 cv, mantendo o torque de 13,7 kgfm.

O tempo de recarga rápida também continua parecido. No carregamento em corrente contínua, o Dolphin Mini precisa de cerca de 30 minutos para ir de 30% a 80% de carga. Mesmo assim, o rival da Geely ainda leva vantagem nesse, podendo fazer o mesmo processo em cerca de 20 minutos.

Rival da Geely continua mais potente

O modelo da Geely também segue à frente em desempenho. O Geely EX2 oferece até 116 cv e 15,3 kgfm de torque, enquanto a autonomia também muda conforme a bateria escolhida, podendo variar entre 310 km na bateria de 30,1 kWh e 410 km na de 40,2 kWh, isso no padrão chinês.

E você, acha que o Dolphin Mini precisa evoluir para continuar competitivo no Brasil? Deixe seu comentário!


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Luiz Forelli

Jornalista pela Faculdade Cásper Líbero, sempre fascinado por carros. Passava horas dirigindo no colo da família dentro da garagem ou empurrando carrinhos pela casa, como se já soubesse que seu caminho estaria entre motores e rodas. Hoje, realiza o sonho de infância escrevendo sobre o universo automotivo com a mesma empolgação de quem brincava com um volante imaginário. No lugar do sangue, corre gasolina, e isso nunca foi segredo.

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