O mercado de carros eletrificados vive um momento bem específico, já que muitas montadoras estão entrando de cabeça nesse segmento. Uma das maiores representantes desta área é a BYD. Querida por muitos compradores, ela já teve momentos melhores no quesito vendas lá na China, pois hoje enfrenta uma concorrência pesada. Já no Brasil, ela nada de braçada e praticamente sem se incomodar.
É complicado
De acordo com dados obtidos pelo Carscoops, 2026 não começou muito bem para a chinesa. Entre janeiro e fevereiro, ela vendeu 400.241 carros no mercado local, uma queda de 36% se comparado com o mesmo período de 2025. Em fevereiro, a montadora comercializou 190.190 veículos, tendo uma queda de 9,5% em relação ao primeiro mês deste ano.
Redução dos incentivos fiscais e mercado agitado estão entre as explicações para esses decréscimos. Segundo a CNBC, a Leapmotor anotou crescimento de 19% nas suas negociações neste começo de 2026 e vendeu mais de 60 mil unidades. A Zeekr teve aumento de 84% entre os dois primeiros meses deste ano. Ou seja, o mercado chinês é bem disputado.

No entanto, quem mais preocupou a marca dona do Atto 8 foi a Geely. A montadora que cuida do EX2 vendeu 76 mil carros a mais do que sua rival chinesa e o compacto se tornou um dos modelos mais vendidos da China. Em contrapartida, a BYD exportou mais de 100 mil automóveis no segundo mês de 2026. No acumulado do ano, a empresa já enviou mais de 201 mil carros da China para outros mercados.
Brasil tem outro contexto
Se na China a vida da BYD está um pouco complicada, no Brasil ela respira aliviada. Em fevereiro, o Dolphin Mini liderou com folga as vendas no varejo. O pequenino elétrico foi escolhido por 4.094 clientes, deixando o Volkswagen Tera (3.856) e Fiat Strada (3.214) comendo poeira. Vale lembrar que venda de varejo é aquela em que o cliente vai até a concessionária e compra o modelo.
Conforme dados revelados pela Fenabrave e Motor1.Com, a BYD se encontra em posição favorável no Brasil. Nesses dois meses de 2026, ela já acumula mais de 21 mil veículos emplacados e ficou à frente da Toyota, Renault e outras marcas tradicionais. E a fim de seguir em alta, ela prepara lançamentos como Song Pro reestilizado e a nova caminhonete acessível.

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