Se você acha que o mercado brasileiro atual está repleto de opções, há tempos atrás os brasileiros não conseguiam contar nos dedos quantos carros haviam nas categorias. A de hatches era ainda mais ampla e havia divisões e uma delas contemplava os compactos premium. E um de seus representantes era o Chevrolet Sonic.
Calma, não falo do futuro SUV subcompacto da marca norte-americana e sim de um antigo rival do Volkswagen Polo e Ford New Fiesta. Embora tenham tido uma vida bem curta em solo brasileiro, cerca de dois anos, os Sonic hoje despontam como opções racionais no mercado de usados. Vamos conhecer um pouco de sua trajetória nessa matéria especial.
Quero ser diferente
Tanto o Sonic hatch quanto o sedan se destacavam e se destacam nas ruas pelo seu desenho. Eles foram apresentados oficialmente no início da década de 2010 e atraíam olhares por meio de sua pegada jovial. Na dianteira, eles traziam a grade pintada de preto e dividida em duas partes, sendo que a porção central tinha uma faixa fina e que ostentava a gravatinha da Chevrolet.
Outro destaque dos Chevrolet Sonic na frente eram seus faróis. Eles eram amplos, mas não possuíam a moldura plástica transparente, algo bem incomum na categoria. Dos lados, eles tinham linha de cintura elevada e janelas amplas. Um chamariz do hatch era a traseira, a qual ganhava um ar mais altinho.

Todavia, a parte de trás dos compactos contava com desenho um tanto quanto chamativo. O hatch tinha o devido corte reto da carroceria, janela ampla e spoiler integrado ao teto. Enquanto isso, o sedan tinha queda suave do teto e tampa do porta-malas com linhas retas. Mas, as lanternas deles com os iluminadores arredondados se destacavam ainda mais no conjunto.
Bastante disposição
Sob o capô, os Chevrolet Sonic hatch e sedan sempre contaram com motor 1.6 aspirado flex. O propulsor tinha 16 válvulas, injeção multiponto e acionamento por correia dentada. Com etanol no tanque, ele entregava 120 cv e 16,3 kgfm de torque. Já com gasolina, os modelos desfrutavam de 116 cv e 15,8 kgfm. Ou seja, estavam na média da categoria para aquela época.
A transmissão podia ser manual de cinco marchas ou automático de seis velocidades. O hatch pesava 1.163 kg e o sedan 1.207 kg. Já em relação ao desempenho, o hatch tinha 183 km/h de velocidade máxima e chegava aos 100 km/h em 11,2 segundos. Do outro lado, o sedan tinha 177 km/h de velocidade máxima e atingia 100 km/h após 11,8 segundos.
![Chevrolet Sonic [divulgação]](https://www.automaistv.com.br/wp-content/uploads/2024/04/chevrolet_sonic.jpg)
Em relação ao tamanho, o Sonic que brigava com o Fiesta tinha 4,03 m de comprimento, 1,73 m de largura, 1,51 m de altura e 2,52 m de entre-eixos. Porém, seu porta-malas de 265 litros estava pouco abaixo da média e era menor até do que o do Volkswagen Gol, ele tinha 285 litros.
Já o sedan era o carro amado pelos taxistas e famílias maiores. Ele possuía 4,39 m de comprimento, 1,73 m de largura, 1,51 m de altura e 2,52 m de entre-eixos. Seu espaço para bagagens era de 477 litros, tamanho próximo ao do Volkswagen Voyage, o qual tinha 480 litros.

Confusão
Entretanto, os Chevrolet Sonic não vieram em um bom momento. O que acontece é que eles chegaram importados da Coreia do Sul em 2012, justamente o mesmo ano em que a montadora lançou a primeira geração do Onix e ainda tinha o Astra e o Cruze Sport6 na gama. Ou seja, a empresa tinha mais hatches do que o próprio segmento.
Mesmo tendo o visual jovial, motor 1.6 aspirado e o renome da marca, o Sonic não emplacou como era desejado. E olha que ele já tinha painel de instrumentos digital, se bem que o dispositivo era bem parecido com os usados pelas motos. Volante multifuncional, rádio, direção hidráulica, ar-condicionado e computador de bordo vinham de série.

Aliás, os Sonic ainda podiam contar com central multimídia, item bem novo e diferente para a época. Mesmo assim, os brasileiros não se convenceram e não iam comprá-lo nas concessionárias. Nessa época, o Onix podia soar como melhor negócio e era sutilmente mais barato, dada sua vocação mais acessível. Quem quisesse pagar mais caro, optava pelo renomado Astra.
Por isso, o Sonic hatch e sedan viveram bem apagadinhos e se despediram do mercado brasileiro em meados de 2014, pouco tempo após seu lançamento. Hoje, eles são bem vistos nas concessionárias de usados, dada sua manutenção não tão complexa, motor conhecido dos mecânicos e lista de equipamentos atrativa. É fácil achar unidade deles com preços nos arredores de R$ 40 mil.

Renascimento
E de olho no disputado segmento de SUVs subcompactos, a Chevrolet optou por usar o nome Sonic para batizar sua novidade. Ele será como um Onix bombado e quer tirar a paz do Fiat Pulse, Volkswagen Tera e Renault Kardian. Sua produção será concentrada em Gravataí, Rio Grande do Sul.
Também com desenho e apelo jovial, o novo Sonic será posicionado abaixo do SUV compacto Tracker e terá traseira com queda cupê. Ele deverá apostar em motor 1.0 turbo flex de 115 cv para se destacar no segmento. Sua data oficial de lançamento não foi divulgada e os preços deverão finalizar nos arredores de R$ 150 mil.


Você teria o Sonic hatch ou sedan na sua garagem? Lembra-se da passagem deles pelo Brasil? Conte nos comentários


