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Manche de caça a joystick: 5 bizarrices para substituir o volante

Algumas soluções de engenharia tentaram eliminar o volante tradicional por joysticks, manches de caça e miniargolas

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O volante é o primeiro elo de contato entre o motorista e o carro. Embora não tenha evoluído na forma, ele sempre teve a mesma função. Ele substituiu a barra de controle do Patent-Motorwagen de 1886, sendo aplicado pela primeira vez no Panhard 4HP de Alfred Vacheron na corrida Paris-Rouen, em julho de 1894.

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A partir dos anos 1990, o volante dos carros passou a ter o airbag e também virou multifuncional. Já as borboletas para trocas de marchas sequenciais vieram na Ferrari F355 F1 de 1997. Só que ao longo do tempo, algumas soluções chegaram para substituir o volante tradicional que conhecemos.

Saab Prometheus

A Saab testou uma tecnologia diferente para substituir o volante
Saab 9000 Prometheus [Divulgação]

A Saab modificou um Saab 9000 para testar a tecnologia de direção, sem coluna de direção mecânica. O volante foi trocado por um joystick no console central. A ideia era elevar a segurança em colisões, eliminando o impacto do peito do motorista contra o volante, além de melhorar a visibilidade do painel.

Embora inovador em 1992, a sensibilidade era arisca em altas velocidades. O joystick ficava menos sensível ou mais pesado em trajetos rodoviários, enquanto ficava leve na cidade. Apesar do avanço, a ausência de uma conexão mecânica decretou o fim do experimento antes que ele pudesse chegar às linhas de montagem.

Honda EV-STER

O Honda EV-STER foi apresentado no Salão de Tóquio de 2011, sendo um conceito de roadster elétrico de dois lugares. Ele aumentou o minimalismo do interior ao eliminar o volante tradicional e os pedais. O fabricante instalou um sistema de joysticks duplos. Para acelerar bastava empurrar os manetes para a frente e puxá-los para trás acionava os freios.

O ponto inicial era maximizar o prazer de condução e a agilidade. Além disso, a ausência da coluna de direção abria espaço para uma ampla visão das telas. Apesar disso, o sistema acabou engavetado devido à complexidade de homologação e à resistência do público em abrir mão do volante.

Ford Wrist-Twist

Apresentado em 1965, o projeto começou quando a Ford pegou um Mercury Park Lane de produção e reinventou a forma de esterçar as rodas. Havia um braço central em forma de “T” com duas pequenas argolas plásticas nas extremidades. O motorista segurava o comando colocando os polegares por dentro das argolas e apoiando os dedos na parte externa.

As argolas eram muito pequenas e o motorista não tinha força para girar as rodas. Por isso, a Ford instalou uma bomba hidráulica de assistência e um sistema por correntes. A marca chegou a produzir algumas unidades e colocou o carro nas mãos de motoristas comuns. Entretanto, houve rejeição pela falta de sensibilidade e pelas manobras de emergência pesadas.

Mercedes-Benz F 200 Imagination

O carro-conceito substituiu todas as ligações mecânicas da direção e dos pedais por comandos 100% eletrônicos. O habitáculo era completamente limpo e não havia coluna de direção, volante e pedais. No lugar de tudo isso, a Mercedes-Benz colocou dois manetes similares aos de videogames ou de aviões.

Como o sistema era puramente eletrônico, permitia que qualquer ocupante frontal pudesse conduzir o carro. Para fazer curvas, bastava inclinar o joystick para a esquerda ou para a direita. Para acelerar, era necessário empurrar o manche para a frente e, puxando para trás, freava.

Oldsmobile Incas

O Oldsmobile Incas foi apresentado no Salão de Turim em 1986, sendo projetado pela italiana Italdesign de Giorgetto Giugiaro. Um conceito que levou a sério demais a febre dos painéis digitais e dos caças de combate da Força Aérea Americana (como o F-16).

O volante deu lugar a um manche de caça militar, recheado de botões. O motorista segurava duas manetes verticais e quase todas as funções do carro estavam na peça. Atrás dele, ficava uma tela digital, que exibia os gráficos de velocidade, rotação e navegação como se fossem o radar de um avião.

Se você pudesse escolher um desses sistemas para testar por um dia, qual seria o seu escolhido? Escreva nos comentários.

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Rafael Dea

Cursou Jornalismo para trabalhar com carros. Formado em 2005, atuou na mídia impressa por mais de 16 anos e também em veículos on-line. Embora tenha uma paixão por caminhonetes, não dispensa um esportivo — inclusive, foi o único brasileiro a participar do lançamento global do Porsche Panamera GTS.

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