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Virada de jogo

5 carros que mudaram o que os brasileiros pensavam sobre as marcas

Um único carro pode salvar uma montadora? Descubra 5 divisores de águas do mercado nacional que transformaram a história de seus fabricantes

4 min de leitura

A reputação de uma montadora leva décadas para ser construída. Uma pisada na bola pode manchar o nome de uma marca por anos, enquanto recuperar a confiança do público é um trabalho hercúleo. No entanto, a história automotiva mostra que, às vezes, um único lançamento é capaz de chocar o mercado, quebrar preconceitos e iniciar uma nova era de ouro.

Portanto, relembre cinco carros que foram verdadeiros divisores de águas no Brasil e transformaram a imagem de seus fabricantes.

Hyundai Tucson

Hyundai Tucson de lado em movimento na cor creme
Hyundai Tucson 2010 [Divulgação]

Antes da chegada do Tucson, o consumidor brasileiro olhava para a Hyundai e enxergava apenas uma marca coreana de carros baratos e sem grande apelo emocional. Tudo mudou em meados dos anos 2000. Com um visual robusto, porte imponente, lista de equipamentos generosa e preço competitivo, o SUV virou o grande objeto de desejo da classe média.

O sucesso do Tucson original foi tão avassalador que ele continuou sendo produzido localmente em Anápolis (GO) mesmo convivendo simultaneamente com seus sucessores diretos, o ix35 e o Tucson de terceira geração.

CAOA Chery Tiggo 7 Sport

Caoa Chery Tiggo 7x Sport na cor cinza estático de frente
Caoa Chery Tiggo 7x Sport [Auto+/Luiz Forelli]

Embora a CAOA Chery já estivesse consolidada no país, a marca enfrentava um período de calmaria e concorrência acirrada. Isso durou até o início de 2024, quando a montadora aplicou uma cartada agressiva de preço com o Tiggo 7 Sport.

O SUV médio virou um fenômeno instantâneo de vendas e o assunto mais comentado das redes sociais. O sucesso estrondoso fez o modelo alcançar o feito histórico de superar o Jeep Compass em emplacamentos mensais. Ou seja, uma façanha que, até então, parecia exclusividade do Toyota Corolla Cross.

Renault Sandero e Logan

Renault Sandero GT Line branco parado de frente com portão cinza ao fundo
Renault Sandero GT Line [Auto+ / João Brigato]

Até o começo dos anos 2000, a Renault era vista no Brasil como um fabricante de carros franceses refinados, por vezes complexos e com manutenção onerosa (leia-se Scenic e Mégane). A estratégia mudou radicalmente com a chegada da dupla Logan e Sandero, projetos robustos herdados da romena Dacia.

Baratos de comprar, fáceis de consertar e donos de um espaço interno imbatível na época, esses carros ganharam fama de tanques de guerra e provaram que a Renault sabia aguentar o tranco do asfalto brasileiro.

BYD Dolphin

BYD Dolphin SE [Auto+ / Rafael Pocci Déa]

A BYD desembarcou no Brasil apostando em modelos de nicho e alto luxo, como os elétricos Tan e Han, seguidos pelo híbrido Song Plus. Era uma marca desconhecida do grande público. Mas bastou o lançamento do Dolphin para o jogo virar da noite para o dia.

O hatch elétrico não apenas popularizou o nome da gigante chinesa nas ruas e na mídia, como também virou a chave do mercado de eletrificados no país, forçando concorrentes a baixarem seus preços. Ele mudou a percepção não só da marca, mas do carro elétrico como um todo.

Peugeot 208

Peugeot 208 GT MHEV na cor branco Branco Nacré estático na rua para avaliação, teste e review
Peugeot 208 GT MHEV [Auto+/Luiz Forelli]

A Peugeot carregou por anos o fardo do preconceito do mercado brasileiro em relação à manutenção e durabilidade de seus carros antigos. O início da redenção veio com a atual geração do 208, mas o xeque-mate aconteceu após a criação da Stellantis.

Ao adotar os confiáveis motores 1.0 Firefly aspirado e 1.0 T200 turbo de origem Fiat, aliados ao excelente custo-benefício da versão Style, o hatch francês enterrou os velhos fantasmas do passado e provou que a marca sabe fazer um carro de volume robusto e altamente desejável.

Que outro carro foi um verdadeiro divisor de águas e mudou completamente a reputação de uma marca no Brasil? Deixe seu comentário!

10 comentários em “5 carros que mudaram o que os brasileiros pensavam sobre as marcas”

  1. Rodrigo

    Tá de brincadeira, o 208 não mudou em nada o ranço e preconceito com a Peugeot. Ninguém compra e ninguém quer, apesar do esforço da imprensa.

  2. José Luiz da Silva Lourenço

    Peugeot continua com a imagem irremediavelmente destruída. O 208 não conseguiu reverter isso não. Não vende nada. É um fiasco.

    • José Gonçalves Calvelo

      Isto mesmo. Mais uma propaganda paga para tentar nos fazer engolir este moço. A piada vale: “208 porque tem 2 defeitos a mais que o 206”

    • Luiz Flavio Monaco

      Quem cuida tem, quem não cuida fala mal.

  3. Luiz Flavio Monaco

    Quem cuida tem, quem não cuida fala mal……

  4. Luiz Flavio Monaco

    Quem cuida tem, quem não cuida fala mal.

    • Marcelo Barros

      Concordo Luiz, estou em meu segundo 208. O primeiro fiquei 5 anos, e o segundo estou há 4 anos. Nada de problemas graves nas duas situações.
      Como vc disse, quem cuida bem, não tem o que reclamar.

  5. Luiz Cláudio Moura

    São um excelentes carros os da Peugeot. após a marca ser emcapada pelo gurpo FIAT, mudou a confiabilidade e qualidade destas marcas.

    O povo brasileiro acostumou com o Gol e outros, mas não olha para outras marcas. só sabe falar ruim ser ter experimentado as novas marcas de carros ou lido em revistas especializadas a evolução tecnológica investidas nestes carros.

  6. Marcelo Barros

    Concordo Luiz, estou em meu segundo 208. O primeiro fiquei 5 anos, e o segundo estou há 4 anos. Nada de problemas graves nas duas situações.
    Como vc disse, quem cuida bem, não tem o que reclamar.

  7. José Carlos

    Alguns falam mal das marcas mais frágeis. Ex: Renault, Peugeot e Citroen, mas quando uma Volkswagem, FIAT e Ford pisam na bola, quase ninguém diz nada. Volks (motores Diesel, banco que corta o dedo, freio de mão com problemas, Ford (fabrica que sumiu e deixou milhares de pessoas na mão, cambio deixa pessoas a ver navios. FIAT (Cambio que destrava e não engata mais, veiculo que acelera sozinho, pega fogo e entre outros.)) Até parece coisa paga! Um absurdo.

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João Brigato

Formado em jornalismo e design de produto, é apaixonado por carros desde que aprendeu a falar e andar. Tentou ser designer automotivo, mas percebeu que a comunicação e o jornalismo eram sua verdadeira paixão. Dono de um Jeep Renegade Sem Nome, até hoje se arrepende de ter vendido seu Volkswagen up! TSI.

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