A reputação de uma montadora leva décadas para ser construída. Uma pisada na bola pode manchar o nome de uma marca por anos, enquanto recuperar a confiança do público é um trabalho hercúleo. No entanto, a história automotiva mostra que, às vezes, um único lançamento é capaz de chocar o mercado, quebrar preconceitos e iniciar uma nova era de ouro.
Portanto, relembre cinco carros que foram verdadeiros divisores de águas no Brasil e transformaram a imagem de seus fabricantes.
Hyundai Tucson

Antes da chegada do Tucson, o consumidor brasileiro olhava para a Hyundai e enxergava apenas uma marca coreana de carros baratos e sem grande apelo emocional. Tudo mudou em meados dos anos 2000. Com um visual robusto, porte imponente, lista de equipamentos generosa e preço competitivo, o SUV virou o grande objeto de desejo da classe média.
O sucesso do Tucson original foi tão avassalador que ele continuou sendo produzido localmente em Anápolis (GO) mesmo convivendo simultaneamente com seus sucessores diretos, o ix35 e o Tucson de terceira geração.
CAOA Chery Tiggo 7 Sport

Embora a CAOA Chery já estivesse consolidada no país, a marca enfrentava um período de calmaria e concorrência acirrada. Isso durou até o início de 2024, quando a montadora aplicou uma cartada agressiva de preço com o Tiggo 7 Sport.
O SUV médio virou um fenômeno instantâneo de vendas e o assunto mais comentado das redes sociais. O sucesso estrondoso fez o modelo alcançar o feito histórico de superar o Jeep Compass em emplacamentos mensais. Ou seja, uma façanha que, até então, parecia exclusividade do Toyota Corolla Cross.
Renault Sandero e Logan

Até o começo dos anos 2000, a Renault era vista no Brasil como um fabricante de carros franceses refinados, por vezes complexos e com manutenção onerosa (leia-se Scenic e Mégane). A estratégia mudou radicalmente com a chegada da dupla Logan e Sandero, projetos robustos herdados da romena Dacia.
Baratos de comprar, fáceis de consertar e donos de um espaço interno imbatível na época, esses carros ganharam fama de tanques de guerra e provaram que a Renault sabia aguentar o tranco do asfalto brasileiro.
BYD Dolphin

A BYD desembarcou no Brasil apostando em modelos de nicho e alto luxo, como os elétricos Tan e Han, seguidos pelo híbrido Song Plus. Era uma marca desconhecida do grande público. Mas bastou o lançamento do Dolphin para o jogo virar da noite para o dia.
O hatch elétrico não apenas popularizou o nome da gigante chinesa nas ruas e na mídia, como também virou a chave do mercado de eletrificados no país, forçando concorrentes a baixarem seus preços. Ele mudou a percepção não só da marca, mas do carro elétrico como um todo.
Peugeot 208

A Peugeot carregou por anos o fardo do preconceito do mercado brasileiro em relação à manutenção e durabilidade de seus carros antigos. O início da redenção veio com a atual geração do 208, mas o xeque-mate aconteceu após a criação da Stellantis.
Ao adotar os confiáveis motores 1.0 Firefly aspirado e 1.0 T200 turbo de origem Fiat, aliados ao excelente custo-benefício da versão Style, o hatch francês enterrou os velhos fantasmas do passado e provou que a marca sabe fazer um carro de volume robusto e altamente desejável.
Que outro carro foi um verdadeiro divisor de águas e mudou completamente a reputação de uma marca no Brasil? Deixe seu comentário!

