Quando a atual geração do Honda City surgiu, a marca japonesa revelou uma inédita versão hatch para o nosso mercado. Só que houve um City Hatch antes desse que conhecemos. Vendido unicamente na China, o Honda Gienia tinha um visual bizarro, jeito de gambiarra e acabou se tornando um enorme fracasso comercial.
Lançado em outubro de 2016 e retirado de linha apenas três anos depois, o Gienia foi a verdadeira primeira geração de um City Hatch. Aliás, o modelo nasceu da necessidade da marca em oferecer derivados de seus carros globais para atender às duas parceiras locais na China: a GAC e a Dongfeng.
Pela regra do mercado chinês, cada parceira tem o direito de vender um modelo internacional, enquanto a outra recebe uma variante exclusiva desenvolvida localmente. As subsidiárias se intercalam nessa estratégia para que ambas tenham acesso aos produtos globais da Honda. E foi exatamente nessa brecha que surgiu o Gienia.

Honda Gienia mostra a traseira de sedan com teto cortado
Enquanto a GAC Honda fabricava o City tradicional na China, a Dongfeng ficava responsável pelo Greiz, que nada mais era do que um City com dianteira e traseira de visual exclusivo. Aproveitando essa pegada de visual esportivo, a Dongfeng desenvolveu o Gienia como o hatch do City, mas apostando em um projeto de baixo custo.
Diferente do City Hatch atual, sobretudo, que foi projetado do zero com uma carroceria hatchback funcional, o Gienia foi uma adaptação pura. Para economizar, ele manteve o mesmo balanço traseiro do sedan, resultando em uma traseira espichada e volumosa que lembra o estilo do Fiat Fastback. As portas traseiras também vieram do modelo com três volumes, o que forçou o teto a ter uma curvatura bem estranha.
![Honda Gienia [divulgação]](https://www.automaistv.com.br/wp-content/uploads/2023/07/honda_gienia_15_edited-1200x720.jpg)
![Honda City Hatch [divulgação]](https://www.automaistv.com.br/wp-content/uploads/2023/07/honda_gienia_edited-1200x720.jpg)
Para piorar a situação com o vidro traseiro muito inclinado, a engenharia da Honda achou que seria uma boa ideia instalar um aerofólio cortando a área de visão do motorista, empurrando o limpador para o topo do vidro. Apesar disso, seguindo a tendência da época, as lanternas eram interligadas e tinham um desenho muito parecido com o do Civic da décima geração.
Na dianteira, o hatch adotava o mesmo estilo do sedan Greiz. Isso incluía faróis com formato idêntico aos do City, mas equipados com projetores e iluminação em LED. A grade frontal era enorme, apostando em uma área preta generosa e dispensando o excesso de cromados. Por dentro, a cabine trazia apenas mudanças discretas de acabamento, como o botão de partida pintado de vermelho.

Mecânica conhecida
Apesar da promessa de visual esportivo, o conjunto mecânico era exatamente o mesmo usado no Brasil: o motor 1.5 de quatro cilindros aspirado, acoplado ao câmbio CVT ou manual de cinco marchas. O modelo vendeu tão mal na China que, após o fracasso do exótico Gienia, a Honda sequer cogitou oferecer a atual geração do City Hatch por lá.

E você, achou o Honda Gienia uma gambiarra bizarra ou acha que ele teria feito sucesso se fosse vendido no Brasil? Escreva nos comentários.
