O setor automotivo conta com diversos casamentos muito bem sucedidos entre as montadoras. Um dos casos é a Renault-Nissan. Elas compartilham vários componentes e até carros. E um dos exemplos mais bizarros desta parceria é o Renault Scala. Ele é basicamente um Versa da primeira geração com visual exótico e que nunca veio ao Brasil.
Quem era o Renault Scala?
O Scala era um Versa com boas mudanças. Na dianteira, ele trazia faróis arredondados, para-choque amplo, iluminadores de neblina e a grade alternava entre superfícies cromadas e apliques escurecidos. O conjunto dava um ar bem diferente para o sedan japonês.
Dos lados, as principais alterações ficavam por conta das rodas. Já que a linha de cintura seguia alta e o desenho da carroceria era arredondado nos dois modelos. Atrás, o Scala tinha janela ampla, queda suave do teto e para-choque proeminente.


As lanternas eram grandes e havia uma espécie de interligação entre elas por meio de uma barra, mas que não era iluminada. Internamente, o sedan acessível da Renault se destacava pelo amplo espaço interno. O volante e o painel eram bem parecidos com o do primeiro Versa que os brasileiros conheceram.
Renault Pulse?
A fim de se destacar no vasto mercado indiano, o sedan acessível exótico da Renault podia ter câmbio manual ou automático. Além disso, ele tinha sempre o motor 1.5. Segundo a Quatro Rodas, o propulsor a gasolina entregava 99 cv e o movido a diesel rendia 86 cv.
O Scala baseado no Versa foi apresentado em 2012 e viveu até 2017. Nessa época, ele tinha a parceria do Renault Pulse. Este último era um March com mudanças para ser o hatch acessível da marca francesa. Ele também tinha desenho mais arredondado. Mas, se distanciava do três-volumes por ter motor a gasolina de 75 cv ou a diesel de 61 cv e o câmbio só podia ser manual.

Brasil seguiu outro rumo
Os brasileiros nunca viram a dupla Pulse e Scala. Por aqui, o casamento entre a Renault e a Nissan focava mais em compartilhar componentes do que os carros. Em segundo lugar, a marca francesa apostou fortemente na dupla Sandero e Logan. Acessíveis e vindos da Dacia, eles se destacavam pela robustez, mecânica simples e farto espaço interno.

Todavia, suas vendas foram diminuindo ao longo dos anos e eles foram sendo abandonados. Desde então, a marca francesa tem apenas o Kwid como opção acessível para quem quer um hatch e não tem mais nenhum sedan em seu portfólio.
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