Minivans e SUVs compartilham ramificações na mesma árvore genealógica do setor automotivo, com origem comum no segmento das peruas familiares. Na virada do milênio, período em que os monovolumes dominavam as preferências das famílias na Europa, a Renault decidiu mesclar esses dois conceitos. A fabricante francesa apresentou a Scénic RX4 no ano 2000 junto com a reestilização da primeira geração do modelo.
Contudo, a receptividade do público foi tímida e o projeto saiu de linha após três anos de produção. Ao contrário de derivados aventureiros como a Fiat Idea Adventure ou a própria Scénic Sportway nacional, a versão RX4 trazia modificações mecânicas profundas para encarar o fora de estrada.
O grande diferencial técnico ficava por conta do sistema de tração integral com acionamento eletrônico e diferencial central multidiscos. Em condições normais de rodagem, o conjunto enviava 80% do torque para as rodas dianteiras, transferindo força para o eixo traseiro de forma automática ao detectar perda de aderência.
![Renault Scénic RX4 [divulgação]](https://uploads.automaistv.com.br/2021/02/renault_scenic_rx4_86_edited-750x450.jpg)
Conjunto mecânico trazia motor 2.0 aspirado e suspensão elevada
Debaixo do capô, o modelo utilizava o motor 2.0 16V a gasolina da família F4R. Trata-se do mesmo bloco quatro cilindros aspirado que anos mais tarde equipou o esportivo Sandero RS no Brasil, além de movimentar versões de Duster, Oroch e Captur. Na configuração adotada pela minivan no mercado europeu, o propulsor entregava 139 cv de potência e 19,2 kgfm de torque, trabalhando com gerenciamento eletrônico da época.
Para suportar o piso irregular, a engenharia reforçou a estrutura da suspensão e elevou a altura do solo. O veículo adotou rodas de liga leve exclusivas com cubo de cinco parafusos de fixação, diferentemente dos quatro furos utilizados pela linha convencional da Scénic. O catálogo europeu também oferecia uma opção turbodiesel para atender aos compradores que buscavam maior autonomia em viagens longas.
![Renault Scénic RX4 [divulgação]](https://www.automaistv.com.br/wp-content/uploads/2026/07/renault_scenic_rx4_13_edited-edited.webp)
Estepe externo exigiu tampa do porta-malas bipartida com abertura lateral
A solução estilística do estepe pendurado na tampa traseira estreou na Scénic RX4 antes do lançamento do Ford EcoSport e do Volkswagen CrossFox. O pneu sobressalente vinha protegido por uma capa plástica e ficava fixado na seção inferior da tampa, que possuía abertura horizontal para a esquerda.
Por sua vez, a parte superior composta pelo vidro traseiro abria de forma convencional para cima, otimizando o acesso ao compartimento de bagagens. A carroceria recebia um tratamento estético rústico com molduras plásticas sem pintura nas caixas de roda, portas e para-choques. A peça frontal trazia um protetor integrado no estilo quebra-mato para ampliar o ângulo de entrada em trechos acidentados.
![Renault Scénic RX4 [divulgação]](https://uploads.automaistv.com.br/2021/02/renault_scenic_rx4_31_edited-750x450.jpg)
Em contrapartida ao visual externo esportivo, a cabine mantinha o mesmo padrão do acabamento das versões topo de linha do monobloco, combinando plásticos em dois tons e estofamentos em tecido colorido.
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