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Ram ouviu os fãs e vai trazer o V8 de volta ao Brasil em 2027

HEMI 5.7 voltará para a Ram 1500 sem aposentar o Hurricane 6, enquanto Rampage ganha série limitada e 2500 estreia Night Edition

5 min de leitura

A Ram voltou atrás em uma de suas decisões mais polêmicas dos últimos anos e confirmou que o motor V8 HEMI retornará ao Brasil em 2027, como o Auto+ já havia publicado. E, desta vez, ele não vai expulsar ninguém: o conhecido 5.7 dividirá espaço com o atual Hurricane 6 3.0 biturbo. Além disso, a marca do carneiro lançou uma série especial da Rampage e nova versão da 2500. 

A decisão brasileira acompanha justamente o que aconteceu nos Estados Unidos. Quando renovou a 1500, a Ram abandonou o HEMI e concentrou a gama no seis cilindros Hurricane, mais potente e eficiente. Tecnicamente, a troca fazia sentido. Para boa parte dos clientes, entretanto, faltava aquilo que números de potência não conseguem reproduzir: um V8 debaixo do capô de uma picape americana.

A reação foi grande o suficiente para a própria Ram admitir que errou e adicionar novamente o motor à gama. Por isso, o HEMI retornou à linha norte-americana e agora vai repetir esse caminho no Brasil. Ainda assim, não substituirá o Hurricane, mas funcionará como uma alternativa para quem coloca tradição e ronco na mesma conta.

V8 volta por emoção, não por falta de potência

Ram 1500 Laramie vermelha com para-choques cromados de frente com um fundo de terra
Ram 1500 Laramie [Auto+ / Rafael Pocci Déa]

A atual Ram 1500 brasileira usa o 3.0 Hurricane 6 biturbo, um seis-cilindros em linha que entrega 426 cv e 64,8 kgfm. Com câmbio automático de oito marchas, são apenas 5,3 segundos de zero a 100 km/h. 

Já o 5.7 HEMI eTorque que retornou ao mercado norte-americano entrega 400 cv e 56,6 kgfm, também combinado ao câmbio automático de oito marchas. Ou seja, olhando apenas para a ficha técnica, trocar o Hurricane pelo V8 significa perder potência e torque.

Embora o Hurricane consiga ser mais rápido, o HEMI, por outro lado, entrega uma experiência que praticamente desapareceu do mercado. Afinal, quem compra uma Ram 1500 nem sempre escolhe apenas qual coluna da ficha técnica tem o maior número. Para uma parcela desse público, cilindrada, funcionamento aspirado e, principalmente, o ronco também fazem parte do produto.

Ram terá nova picape média
Ram 1500 Laramie [Foto: Auto+ / Rafael Pocci Déa]

Agora, precisamos somente saber como a marca americana organizará essas duas motorizações no Brasil. Ainda não existe confirmação sobre quais versões receberão o V8 ou quanto ele custará.

Rampage Rebel Ignition terá apenas 400 unidades

Enquanto o HEMI olha para 2027, outra novidade apresentada no Festival Interlagos chega bem antes. A Rampage Rebel Ignition será limitada a somente 400 unidades numeradas, todas pintadas na exclusiva cor metálica Azul Pacific.

Desse total, a informação apresentada durante o evento aponta uma divisão meio a meio: serão 200 unidades com motor Hurricane 4 Turbo Flex e outras 200 com o 2.2 turbodiesel. E a combinação com o Hurricane é particularmente interessante porque não existe na Rebel convencional.

Na linha regular, a Rebel trabalha com o 2.2 turbodiesel, enquanto o 2.0 turbo flex aparece em outras configurações. Portanto, a Ignition aproveita justamente sua condição de série especial para misturar essa proposta aventureira da Rebel com o motor mais potente.

Ram Rampage Rebel Ignition azul
Ram Rampage Rebel Ignition [Auto+/João Brigato]

Por R$ 250.990, a Rampage Rebel Ignition recebe o 2.0 Hurricane 4 Turbo flex, que entrega os mesmos 272 cv e 40,8 kgfm tanto com gasolina quanto com etanol. O câmbio automático tem nove marchas, enquanto o sistema 4×4 Auto consegue enviar força automaticamente ao eixo traseiro conforme a necessidade. 

Além disso, há reduzida para situações mais complicadas fora do asfalto. A Rampage Rebel Ignition Hurricane acelera de zero a 100 km/h em 7,1 segundos e alcança 210 km/h de velocidade máxima.

Diesel custa R$ 20 mil a mais

Quem preferir diesel poderá escolher a segunda metade das 400 unidades. Por R$ 270.990, a Rebel Ignition troca o Hurricane pelo 2.2 turbodiesel de 200 cv e 45,9 kgfm. O câmbio também tem nove marchas e a tração permanece 4×4 Auto com reduzida.

Azul Pacific deixa a Rebel bem diferente

Visualmente, a cor Azul Pacific identifica imediatamente a série especial e aparece combinada a vários elementos escurecidos. Teto, capas dos retrovisores e rodas recebem acabamento preto, enquanto adesivos exclusivos ocupam capô e laterais da caçamba. As rodas, aliás, têm 17 polegadas e usam pneus Pirelli Scorpion All Terrain Plus 235/65 R17.

A personalização continua dentro da cabine, com os bancos que combinam couro e suede pretos, recebem o logotipo Rebel bordado nos encostos dianteiros e usam detalhes azuis para conversar com a carroceria.

Essa mesma tonalidade aparece nas portas, volante, console central e painel. Além disso, os bancos dianteiros têm ajustes elétricos e duas memórias de posição, enquanto o painel mantém o quadro de instrumentos digital de 10,3 polegadas e a central multimídia de 12,3 polegadas.

É justamente acima do porta-luvas que aparece um dos detalhes mais importantes para quem compra uma série limitada. Cada Rampage Rebel Ignition recebe uma placa individual numerada de 1 a 400. As soleiras dianteiras também têm iluminação em LED. Por fim, os tapetes de borracha usam bordas elevadas para segurar água e sujeira.

Ram 2500 também ganha Night Edition

Por fim, a Ram aproveita agosto para colocar outra novidade nas concessionárias. A Ram 2500 Laramie Night Edition amplia uma receita que a fabricante já usa em outros produtos: reduzir os cromados e apostar em elementos escurecidos para mudar a aparência da picape.

Nesse caso, porém, estamos falando de um veículo completamente diferente da Rampage. A 2500 pertence à família Heavy Duty e trabalha com o enorme Cummins 6.7 turbodiesel High-Output, um seis cilindros em linha que entrega 436 cv e impressionantes 148,7 kgfm. O câmbio automático tem oito marchas.

E você, escolheria a 1500 Hurricane mais potente ou esperaria pelo retorno do V8 HEMI? Deixe seu comentário!

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Luiz Forelli

Jornalista pela Faculdade Cásper Líbero, sempre fascinado por carros. Passava horas dirigindo no colo da família dentro da garagem ou empurrando carrinhos pela casa, como se já soubesse que seu caminho estaria entre motores e rodas. Hoje, realiza o sonho de infância escrevendo sobre o universo automotivo com a mesma empolgação de quem brincava com um volante imaginário. No lugar do sangue, corre gasolina, e isso nunca foi segredo.

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