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Seat pode morrer em breve devido ao sucesso da Cupra

Depois de 2029, espanhola e clássica Seat corre o risco de se tornar marca de mobilidade, deixando a Cupra assumir de vez seu papel na Europa

Leon [divulgação]
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Os anos 1990 ficaram marcados pela abertura do mercado brasileiro aos carros importados. Em 1995, a Seat foi uma dessas marcas que se aventuraram em nosso mercado, com Ibiza e Córdoba. Em 1999 chegou a van Inca e em 2000 foi a vez da perua Córdoba Vario. Para quem alimenta esperanças de um possível retorno, saiba que a Seat corre perigo de vida.

De acordo com Thomas Schäfer, CEO da Volkswagen AG, em entrevista à Autocar, a marca tem futuro garantido só até 2029. “Não estamos matando a Seat. Só precisamos decidir sobre o seu futuro. Ainda estamos trabalhando em um plano para a Seat, mas está tudo bem até 2028 ou 2029. É uma marca de entrada para clientes jovens. Realmente vende bem na Europa, particularmente na Espanha, Reino Unido e Áustria”.

Um dos motivos é que a Seat fica espremida entre a Volkswagen e a Skoda, além de ter a Cupra a atrapalhando, sua ex divisão esportiva. Hoje, a marca espanhola consegue se diferenciar apenas em quem busca um design mais esportivo. Outro ponto é que ela é uma das poucas montadoras do Grupo Volkswagen AG a não ter um modelo elétrico, desde o fim de linha do Mii Electric.

Leon [divulgação]
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Para ter elétricos, a Seat precisa esperar um tempo a mais para que o custo das baterias diminua, algo que foi comentado por executivos há alguns meses. Em contrapartida, Volkswagen, Skoda e Cupra, já possuem elétricos com a base MEB, o que cria uma dúvida no ar sobre seu futuro. Outro ponto que pesa contra é que a marca se tornou uma empresa deficitária, muito por conta das baixas vendas provocadas pela crise dos semicondutores.

Um futuro sem sobreposição

Esse papel focado em ser mais esportivo sempre foi da Seat em comparação com a Volkswagen e a Skoda, mas acabou sendo tomado, em partes, pela Cupra. A ex divisão esportiva se separou da Seat e basicamente tenta se firmar como a Porsche das massas. A diferença entre as duas, no entanto, é que a Cupra atua numa faixa de preços mais alta, ou seja, existe uma brecha para a Seat atuar num ticket mais popular.

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Outra solução seria fazer a espanhola se tornar uma empresa focada em mobilidade, concorrendo com a Mobilize, da Renault. Essas medidas fariam com que a Seat não concorresse com Skoda, Volkswagen e muito menos com a Cupra. Torcemos para que a espanhola tenha um destino mais feliz e que a Volkswagen ache um destino mais digno.

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