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Mudança radical

Toyota quer levar marca ainda mais luxuosa que Lexus para o mundo

Century deixa de ser apenas um carro para virar marca própria acima da Lexus e Toyota já estuda ampliar sua presença fora do Japão

4 min de leitura

Além da Lexus a Toyota tem uma marca ainda mais luxuosa chamada de Century que compete com Rolls-Royce, Bentley, Mercedes-Maybach, e cia, onde vende seus carros no Japão, China e outros países. Porém, existe a grande possibilidade da grande japonesa querer levar essa fabricante para outros mercados, representando uma mudança enorme para uma empresa que não precisava sair do país natal. 

O Century nasceu em 1967 como o grande sedan de representação da Toyota e acabou virando carro de políticos, empresários e até membros da família imperial japonesa. Com isso, criou uma imagem muito própria de luxo, bem diferente daquele exagero que normalmente acompanha os carros mais caros do mundo.

Century começa a sair do Japão

Essa mudança começou de verdade em 2023, quando a Toyota apresentou o Century SUV. Até então, o nome estava muito ligado ao enorme sedan, feito em volumes pequenos e quase sempre vendido no mercado japonês. Contudo, o SUV abriu outra porta. Hoje, ele já é comercializado na China e aparece em pequenos volumes em outros países da Ásia e do Oriente Médio. 

Novo SUV cupê da Toyota da marca Century
SUV cupê da Century [Divulgação]

Recentemente, Akio Toyoda, presidente do conselho de administração da Toyota, apareceu em Detroit justamente a bordo de um Century SUV. Algo estranho pois o modelo não é vendido oficialmente nos Estados Unidos. Questionado pelo site Bloomberg, o diretor de tecnologia da Toyota, Hiroki Nakajima, disse que o Century é um produto global e que a empresa quer ouvir a opinião de pessoas da indústria americana.

Não significa que o carro já esteja confirmado nos Estados Unidos. Porém, convenhamos, levar justamente um Century para Detroit e começar a pedir opinião não parece algo muito aleatório. Além disso, a Toyota deixou de tratar Century apenas como um modelo e passou a colocá-lo como uma marca própria, acima da Lexus.

Acima da Lexus mesmo

Toyota Century V12 preto parado de frente no asfalto
Toyota Century [Divulgação]

Assim, a Lexus continuará sendo a marca premium global da Toyota, portanto, não vai simplesmente perder espaço. O Century entra acima dela, quase como acontece com Volkswagen e Bentley ou BMW e Rolls-Royce, só que seguindo a filosofia conservadora japonesa de luxo.

Durante décadas, o Century ficou praticamente reservado ao Japão, sendo um daqueles carros que muita gente fora do país conhecia mais por foto do que pessoalmente. Além disso, a produção sempre foi pequena e muito artesanal, com bastante atenção e minuciosidade para detalhes interno. 

Toyota Century SUV [divulgação]
Toyota Century SUV [divulgação]

Agora, portanto, caso isso aconteça, o volume aumenta e precisará convencer um milionário europeu, americano ou do Oriente Médio de que Century merece estar no mesmo estacionamento de um Phantom.

E não vai ficar só em sedan e SUV

A Toyota também já deixou claro que quer ampliar essa família, pois no  Japan Mobility Show de 2025 apareceu um conceito Century completamente diferente, uma espécie de cupê alto, enorme e muito mais extravagante que os modelos tradicionais da marca. Curiosamente, o carro fugia bastante daquela imagem discreta e quase conservadora que sempre acompanhou o modelo.

Novo SUV cupê da Toyota da marca Century
SUV cupê da Century [Divulgação]

E aí nesse caso, se a Century realmente quiser virar uma marca global, dificilmente vai conseguir viver apenas de um sedan para passageiros no banco traseiro e um SUV enorme. Eles precisarão explorar mais, pois o mercado fora do Japão liga muito para status, enquanto os próprios japoneses são mais quietinhos na deles. 

E você, acha que a Century consegue disputar clientes com Rolls-Royce, Bentley e Maybach fora do Japão? Coloca seu comentário abaixo! 

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Luiz Forelli

Jornalista pela Faculdade Cásper Líbero, sempre fascinado por carros. Passava horas dirigindo no colo da família dentro da garagem ou empurrando carrinhos pela casa, como se já soubesse que seu caminho estaria entre motores e rodas. Hoje, realiza o sonho de infância escrevendo sobre o universo automotivo com a mesma empolgação de quem brincava com um volante imaginário. No lugar do sangue, corre gasolina, e isso nunca foi segredo.

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