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Nissan Kicks híbrido, que faz 30 km/l, deve vir ao Brasil até 2023

Início das vendas do Nissan Kicks e-Power híbrido no México marca a introdução do modelo na América Latina e Brasil está na lista
Nissan Kicks e-Power [divulgação]
Nissan Kicks e-Power [divulgação]

Promessa antiga da Nissan para o Brasil, o Kicks híbrido finalmente parece estar a caminho de nosso país. Isso porque a marca japonesa prometeu que 34 mercados da América Latina receberão modelos eletrificados ou elétricos até o final do primeiro semestre do próximo ano. E entre esses veículos eletrificados está o Kicks e-Power.

Só a conta da Nissan que parece estranha pois a América Latina conta com 20 países e 10 dependências e o Brasil seria azarado demais em ser um dos únicos a não receber esse tipo de incentivo. A marca fala sobre eletrificação sem especificar modelos e por aqui já temos um passo nesse sentido com o Leaf. Mas é clara a intenção de expansão.

Por isso, a introdução do Kicks e-Power no México acende uma luz sobre o Brasil. Afinal, o SUV híbrido é promessa antiga para o nosso mercado, que agora está muito mais maduro e preparado para um híbrido. A vantagem que a Nissan tem nas mãos é que ela seria a única marca no Brasil com um SUV compacto híbrido.

Nissan Kicks e-Power [divulgação]
Nissan Kicks e-Power [divulgação]
E não, Kia Stonic e CAOA Chery Tiggo 5X não são híbridos de verdade – antes que alguém questione. Eles têm um motor elétrico no lugar do alternador para substituir também o motor de partida. Esse conjunto elétrico não move as rodas, ao contrário do sistema do Nissan Kicks, que é mais simples que o e:HEV da Honda.

Como é o Kicks híbrido?

Debaixo do capô do Kicks e-Power reside um motor 1.2 três cilindros de 79 cv que funciona só e somente como gerador de energia para o sistema elétrico. Ele nunca entra em contato com as rodas ou as move: isso é trabalho do motor elétrico de 136 cv. Assim, o 1.2 gasolina alimenta o sistema elétrico que move o Kicks híbrido.

Nissan Kicks e-Power [divulgação]
Nissan Kicks e-Power [divulgação]
Recentemente a Nissan atualizou o sistema subindo o torque para 28,5 kgfm e a potência, que antes era de 129 cv, agora é de 136 cv. Além disso, as baterias cresceram de 1,57 KWh para 2,06 kWh, enquanto o motor elétrico ficou mais eficiente. Isso permitiu ao Kicks híbrido ficar mais econômico, marcando média acima de 30 km/l e autonomia de 960 km com tanque cheio.

Apenas para critério de comparação, um Kicks 1.6 produzido no Brasil entrega 114 cv e 15,5 kgfm de torque. Com o tanque cheio de gasolina ele consegue rodar até 570 km (na estrada, sua condição mais econômica). Além disso, faz de 0 a 100 km/h em 11,8 segundos, exatos 2,6 segundos atrasado em relação ao modelo híbrido.

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João Brigato

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