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BYD Dolphin Mini recebe novidade que BMW e Mercedes desistiram de usar

Hatch elétrico da BYD estreia sistema LiDAR na China contra o avanço do Geely EX2

6 min de leitura

A BYD decidiu mexer justamente no carro que virou símbolo da popularização dos elétricos — o Dolphin Mini, conhecido na China como Seagull, acaba de receber a linha 2026 com tecnologia vista só em carros de luxo acima dos R$ 500 mil. O hatch compacto agora pode ser equipado com sensor LiDAR, equipamento considerado hoje uma das soluções mais avançadas para sistemas de assistência à condução.

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Curiosamente a BMW e Mercedes-Benz abandonaram recentemente o uso dessa tecnologia em alguns de seus carros mais sofisticados devido ao alto custo de implementação. Enquanto isso, a fabricante chinesa colocou o equipamento em um hatch elétrico vendido por cerca de 69.900 a 85.900 yuans, algo entre R$ 50,3 mil e R$ 61,8 mil em conversão direta.  

Na prática, a BYD tenta responder rapidamente ao crescimento do Geely EX2 no mercado chinês. O rival começou a roubar espaço justamente no segmento dos elétricos compactos urbanos, obrigando a marca chinesa a mudar rapidamente o hatch compacto para manter o carro competitivo no maior mercado de elétricos do planeta.

O que é o LiDAR

BYD Dolphin Mini chinês (Seagull) com sistema LiDAR
BYD Dolphin Mini com sistema LiDAR [Divulgação]

Apesar de muita gente associar condução semiautônoma apenas às câmeras, o LiDAR é uma peça-chave nos sistemas mais sofisticados do setor. O nome vem de Light Detection and Ranging, tecnologia que usa feixes de laser para mapear o ambiente em três dimensões.

Diferente de uma câmera tradicional, o LiDAR consegue medir profundidade e distância com muito mais precisão, inclusive em situações de baixa luminosidade, chuva, neblina ou obstáculos pouco visíveis. Ele também trabalha em conjunto com radares e câmeras para criar uma leitura mais detalhada do ambiente ao redor do veículo.

BYD Dolphin Mini chinês (Seagull) com sistema LiDAR
BYD Dolphin Mini com sistema LiDAR [Divulgação]

É justamente por isso que boa parte da indústria considera o sistema superior ao uso exclusivo de câmeras. No Dolphin Mini 2026, o sensor aparece instalado no teto, em um módulo bem visível.   

Como funciona o sistema God’s Eye da BYD

A novidade faz parte do pacote God’s Eye B, também chamado de DiPilot 300, que representa o sistema intermediário de assistência à condução da BYD. A marca chinesa criou três níveis diferentes de tecnologia para seus carros eletrificados.

BYD Dolphin Mini chinês (Seagull) com sistema LiDAR
BYD Dolphin Mini com sistema LiDAR [Divulgação]

O primeiro é o God’s Eye C, conhecido como DiPilot 100. Ele equipa modelos mais acessíveis da fabricante e trabalha sem LiDAR, usando 12 câmeras, cinco radares de ondas milimétricas e 12 sensores ultrassônicos. 

Nesse caso, o objetivo fica mais em condução assistida em rodovias, manutenção em faixa, frenagem automática e estacionamento automático, como vemos por exemplo nos modelos atuais à venda no Brasil — Song Pro/Plus, King, Seal, entre outros modelos. 

BYD Dolphin Mini chinês (Seagull) com sistema LiDAR
BYD Dolphin Mini com sistema LiDAR [Divulgação]

Já o novo God’s Eye B, presente no Dolphin Mini chinês, adiciona um sensor LiDAR ao conjunto e aumenta drasticamente a capacidade de leitura do ambiente. O sistema usa chip Nvidia Orin-X e permite funções mais interessantes, como navegação assistida em ambiente urbano, desvio de obstáculos, leitura de semáforos e uma direção mais refinada.  

Acima dele existe ainda o God’s Eye A, chamado de DiPilot 600, usado nos modelos mais caros da Yangwang. Nesse caso, o conjunto utiliza até três sensores LiDAR e tem um refinamento em condução ainda maior.  

BYD Dolphin Mini
BYD Dolphin Mini [Reprodução]

Porém esse equipamento é um item opcional que encarece mais o modelo. Na China, adicionar o pacote aumenta o preço do Dolphin Mini para 97.900 yuans, cerca R$ 70 mil em conversão direta. Vale lembrar que o nosso Dolphin Mini brasileiro só conta com piloto automático comum, sem ser o adaptativo mais sofisticado. 

Interior recebeu melhroias

Além do novo pacote de assistência, o hatch elétrico recebeu melhorias no interior.  A central multimídia antiga de 8,8 polegadas saiu de cena e deu lugar ao novo sistema DiLink 150 com tela de 12,8 polegadas. 

BYD Dolphin Mini chinês (Seagull) com sistema LiDAR
BYD Dolphin Mini com sistema LiDAR [Divulgação]

O compacto também ganhou carregador de celular por indução de 50 W, banco do motorista com ajuste elétrico em seis posições, chave NFC e até aquecimento dos bancos dianteiros em algumas versões.

Mecânica segue praticamente igual

Embora tenhámos melhorias, a parte mecânica permanece com o motor  motor elétrico de 75 cv e 13,8 kgfm de torque. As baterias continuam com opções de 30,1 kWh e 38,9 kWh, entregando autonomia de até 405 km no ciclo chinês CLTC.  

Motor elétrico do BYD Dolphin Mini
BYD Dolphin Mini [Auto+ / Rafael Pocci Déa]

Também não houve alterações significativas na estrutura do hatch compacto, que permanece com os 3,78 metros de comprimento, 1,71 m de largura (sem retrovisores), 1,58 m de altura e 2,50 m de entre-eixos. O porta-malas possui 230 litros de capacidade.

E o Brasil?

Por enquanto, a novidade não virá ao Brasil. Isso porque o Dolphin Mini continua vendendo muito bem por aqui e a BYD já monta o modelo em Camaçari (BA). Além disso, a marca já mostrou que costuma simplificar algumas atualizações globais antes de trazer os carros para o mercado brasileiro.

BYD Dolphin Mini GS 2026 azul estático
BYD Dolphin Mini 2026 [Auto+/Luiz Forelli]

No caso, a própria reestilização recente do Dolphin Mini é um exemplo disso. Na China, o modelo ganhou mudanças mais perceptíveis no para-choque dianteiro e traseiro, além de novos recortes visuais. 

Aqui, a atualização ficou restrita às rodas redesenhadas, nova tonalidade azul e substituição da inscrição Build Your Dreams pelas letras BYD na traseira. O hatch também recebeu um pequeno acerto de suspensão.

BYD Dolphin Mini GS 2026 azul estático
BYD Dolphin Mini 2026 [Auto+/Luiz Forelli]

Ainda assim, não seria surpresa ver mudanças em um futuro próximo tomando em conta que o Geely EX2 já começou a incomodar o Dolphin Mini no Brasil, enquanto o futuro GAC Aion UT promete aumentar ainda mais a pressão nesse segmento. 

E você, gostaria de ver o novo B YD Dolphin Mini no Brasil? Deixe seu comentário!

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Luiz Forelli

Jornalista pela Faculdade Cásper Líbero, sempre fascinado por carros. Passava horas dirigindo no colo da família dentro da garagem ou empurrando carrinhos pela casa, como se já soubesse que seu caminho estaria entre motores e rodas. Hoje, realiza o sonho de infância escrevendo sobre o universo automotivo com a mesma empolgação de quem brincava com um volante imaginário. No lugar do sangue, corre gasolina, e isso nunca foi segredo.

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