A busca por um carro sem pedal de embreagem virou prioridade para quem quer conforto no trânsito urbano. No entanto, a facilidade de guiar um veículo automático pode se transformar em um pesado prejuízo financeiro no mercado de usados. O Brasil acumula um histórico de transmissões mal projetadas, automatizados de embreagem simples temperamentais e caixas automáticas convencionais com falhas crônicas de arrefecimento.
Para evitar surpresas na oficina e gastos excessivos com manutenção preventiva ou corretiva, vale mapear os cinco sistemas de transmissão que exigem atenção redobrada antes da compra.
Ford PowerShift


Diferente dos robôs de embreagem simples, o PowerShift trazia uma arquitetura de dupla embreagem a seco. Aplicada em Fiesta, EcoSport e Focus, a transmissão ficou marcada por contaminação das embreagens por vazamento de fluido, trepidações, superaquecimento e perda repentina de tração em vias rápidas. Além disso, a proliferação de casos gerou extensões de garantia por parte do fabricante e desvalorizações nos seminovos.
Fiat Dualogic e GSR Comfort

A Fiat manteve por anos a transmissão robotizada de embreagem simples em sua linha, aplicando o sistema Dualogic (e posteriormente a evolução GSR) em veículos como Palio, Punto, Idea, Linea, Argo, Cronos, Mobi e Strada. Além do comportamento hesitante durante trocas de marcha e retenções indevidas, as versões mais recentes enfrentaram convocações para recall devido a falhas no sensor de seleção, que podiam colocar o câmbio em ponto morto de forma repentina com o carro em movimento.
Chevrolet Easytronic

Pioneira na popularização dos automatizados de menor custo no país, a General Motors aplicou a caixa Easytronic em modelos como Meriva e Agile. O sistema apresentou índices altos de manutenção, apresentando trepidações excessivas em manobras, desgaste precoce da embreagem e travamentos da caixa mecânica. Sobretudo, a complexidade do conserto levou alguns donos a realizarem a conversão do carro para o câmbio manual.
PSA AL4 (Peugeot, Citroën e Renault)


No campo dos automáticos convencionais com conversor de torque, a caixa AL4 (e suas variações AT8) equipou uma legião de modelos franceses como Peugeot 206, 207, 208, 307, Citroën C3, C4 Lounge, Xsara Picasso e Renault Duster. Com apenas quatro marchas, aliás, a caixa sofria com falta de trocador de calor adequado para o clima tropical, gerando superaquecimento do fluido, travamento de eletroválvulas do corpo de válvulas e patinação nas trocas.
Volkswagen i-Motion

O sistema automatizado de embreagem simples da Volkswagen estreou com a proposta de democratizar a troca de marchas sem pedal em modelos como Gol, Voyage, Fox, SpaceFox, Polo e Up!. Na prática, a transmissão é conhecida pelos trancos acentuados, respostas lentas em arrancadas e pela fragilidade do atuador hidráulico da embreagem. Todavia, o reparo do módulo robotizado costuma ser elevado, afastando compradores.
Você já encarou problemas com alguma dessas transmissões ou prefere passar longe dos automatizados usados? Escreva nos comentários!


