Depois de meses aparecendo camuflado, fazendo testes e entregando aos poucos como vai mudar, o novo BMW Série 3 finalmente tem data para aparecer por inteiro. A oitava geração do sedan alemão será revelada mundialmente no próximo dia 30 de setembro, marcando a estreia do primeiro Neue Klasse a combustão e seis meses depois da estreia do i3, sua versão totalmente elétrica.
Embora a BMW chame como nova geração, batizado de G50, o novo Série 3 vai misturar duas fases diferentes da BMW. Por um lado, terá motores a combustão e uma evolução da arquitetura CLAR que já conhecemos. Por outro, pega boa parte da cara, da cabine, dos softwares e até algumas soluções eletrônicas da Neue Klasse.
Série 3 muda, mas não abandona os motores a combustão
Enquanto o i3 nasceu diretamente sobre a Neue Klasse, como o iX3 já à venda no Brasil por R$ 582.950, onde foram desenvolvidos como elétricos desde o início, o Série 3 convencional vai por outro caminho. O G50 continua preparado para motores a combustão, embora todos recebam algum nível de eletrificação.

A BMW já confirmou motores de quatro e seis cilindros trabalhando com sistema MHEV de 48V. Portanto, esqueça a história de que a nova geração do Série 3 significaria simplesmente o fim da gasolina. Não é isso.
Vai parecer bastante com o i3
A BMW já mostrou o i3 elétrico em março e, desde então, ficou bem mais fácil imaginar como será o Série 3 G50. As últimas unidades flagradas sem tanta camuflagem mostram uma dianteira mais baixa e horizontal, bem diferente daquela fase em que a BMW resolveu aumentar cada vez mais suas grades.
Nesse caso, a ideia volta até um pouco para o passado. Os rins ficam mais baixos, os faróis bem finos e todo o conjunto passa uma sensação mais larga. Além disso, as laterais ficaram limpas, enquanto as maçanetas ficaram embutidas na carroceria.

Na traseira, as lanternas são finas, a tampa fica mais alta e os volumes lembram bastante o i3. Ainda assim, o G50 tem proporções mais tradicionais de um sedan com motor dianteiro longitudinal. Aquele vinco de Hofmeister na coluna traseira, pelo menos, continua lá.
Por dentro muda até mais
Só que provavelmente a maior quebra com o carro atual vai acontecer quando abrir a porta. A BMW está levando o chamado Panoramic iDrive para praticamente todos os seus carros novos. Com isso, aquele tradicional quadro de instrumentos colocado na frente do motorista simplesmente deixa de existir como conhecemos hoje.
No lugar aparece o Panoramic Vision, uma faixa de informações projetada na parte inferior do para-brisa de ponta a ponta. No centro continua uma tela multimídia grande, levemente voltada para quem dirige. Com isso, também vai embora o famoso botão giratório do iDrive no console central.
M350 terá 443 cv

E se o visual está ficando mais moderno, pelo menos a BMW não resolveu mexer demais em uma receita bastante conhecida debaixo do capô. A versão mais forte confirmada até agora será a M350 xDrive. Ela substitui, na prática, a posição ocupada pela M340i e mantém o conhecido B58, um 3.0 turbo de seis cilindros em linha.
Com ajuda do sistema MHEV de 48V, são 443 cv e 59,1 kgfm de torque. O câmbio continua automático Steptronic de oito marchas, enquanto a tração é integral xDrive. O resultado é um zero a 100 km/h em 4,1 segundos e máxima limitada em 250 km/h.
Para colocar em perspectiva, estamos falando de uma versão M Performance do Série 3 com mais potência que o antigo M3 E90, aquele com motor V8 aspirado que entregava 420 cv.
E agora dá até para mandar toda a força para trás

Tem outro detalhe bem interessante no M350. Mesmo usando o sistema xDrive, a BMW criou uma função chamada Drift Moment. Quando ativada, ela manda a força do motor para as rodas traseiras e permite ao motorista brincar muito mais com a traseira do sedã. Parecido com a filosofia da divisão M.
A função não chega imediatamente, porém. A BMW diz que o Drift Moment será liberado ao longo de 2027 e poderá inclusive chegar aos carros já entregues por meio de atualização remota. Além disso, o M350 terá diferencial M Sport, suspensão adaptativa e direção esportiva variável de série.
E as versões mais baratas?
A BMW ainda não abriu toda a gama, mas já confirmou que haverá motores de quatro cilindros além do seis em linha do M350. Com isso, nomes tradicionais como 318, 320 e 330 devem continuar aparecendo dependendo do mercado.
E no Brasil?

Por aqui, essa nova fase da BMW já começou, embora ainda não exatamente com esse Série 3 a combustão. O iX3 foi o primeiro modelo de produção da Neue Klasse que já está à venda. Além disso, o i3, que nada mais é que o novo Série 3 totalmente elétrico, já foi flagrado rodando no Brasil em testes de homologação.
Já o novo Série 3 G50 a combustão também é esperado futuramente no nosso mercado. Afinal, o Série 3 atual é produzido em Araquari (SC) e há anos funciona como um dos carros mais importantes da BMW no mercado brasileiro.
E você, acha que a BMW está acertando ao levar o visual da Neue Klasse para o Série 3 a combustão? Deixe seu comentário!


