Como o Bugatti Mistral marca a despedida do propulsor W16 8.0 com quatro turbocompressores, o mercado esperava que os proprietários seguissem o caminho da sobriedade. Contudo, o que estamos assistindo é exatamente o oposto, afinal, os donos estão ignorando a discrição.
Em vez de cores conservadoras, algumas criações exibem personalizações ousadas que desafiam a lógica dos colecionadores. Ao que tudo indica, para quem adquiriu uma das 99 unidades, a exclusividade visual vale (muito) mais do que a valorização financeira.
Bugatti Mistral: brutalidade com elegância
Aliás, mais uma unidade do Mistral acaba de receber um extenso processo de personalização na divisão Sur Mesure. O proprietário escolheu um caminho inusitado, cujo objetivo era criar um exemplar elegante, inspirado nas famosas paisagens de lavanda da região da Provença, no sul da França.
O resultado foge do visual agressivo e o dono conseguiu equilibrar a força do motor 8.0 com um visual temático. O projeto atende pelo nome de W16 Mistral Caroline, aliás, o grande destaque está nos detalhes dos para-choques e nas saias laterais, pois não se trata de uma fibra de carbono comum.


A exclusividade da fibra de carbono violeta
A divisão Sur Mesure incorporou um pigmento violeta diretamente na trama da fibra de carbono exposta, garantindo um reflexo colorido sob a luz e que harmoniza com a pintura principal. Além disso, a Bugatti adicionou pinças de freio em tom de roxo exclusivo.
Essa atenção minuciosa aos detalhes transforma o Bugatti Mistral em um exemplar único. Ele ainda mostra a parte inferior do para-lama traseiro, com pintura branca e motivos florais em roxo, criando um visual artístico.

Homenagem em 1.600 cv: o detalhe Caroline
Outro ponto alto da customização é a inscrição Caroline, uma homenagem direta à filha do proprietário na asa traseira, que batiza este exemplar único. Ou seja, o Bugatti Mistral Caroline deixa de ser apenas uma máquina brutal para se tornar uma peça personalizada de história familiar.
Por dentro, o habitáculo foi revestido em couro, apresentando tons de violeta que conversam com a fibra de carbono pigmentada do console central. Bordados florais personalizados decoram os encostos de cabeça, painéis das portas e até o túnel de transmissão.


Além disso, o icônico Elefante da Bugatti aparece na alavanca de câmbio e protegido por uma redoma de vidro. Segundo o diretor-geral da marca, Hendrik Malinowski, a criação reflete a herança e inovação do fabricante, atendendo ao gosto do proprietário. O resultado é um roadster que equilibra o poder do W16 com um nível de personalização artística raramente visto na indústria.
E você, o que achou da combinação de flores e couro roxo em um Bugatti de 1.600 cv: puro estilo ou exagero? Escreva nos comentários.




