A BYD vem atualizando sua linha no Brasil e adicionando novos modelos ao portfólio, porém, entre os carros elétricos, a marca pouco mexeu nos modelos que já estavam no mercado. O único que recebeu melhorias recentes foi o Dolphin Mini, justamente o elétrico mais barato da marca e também o mais vendido do país. O próximo será o Dolphin.
O Auto+ teve acesso antecipado às novidades, pois o editor-chefe, João Brigato, esteve recentemente na China e pôde ver de perto os detalhes do novo Dolphin, hatch esse lançado no Brasil em junho de 2023, e que receberá sua primeira reestilização ainda em 2026 para brigar em um mercado mais disputado com o Geely EX2, GWM Ora 03 e o futuro GAC Aion UT.
O novo Dolphin já recebeu a reestilização na China e recentemente também foi flagrado camuflado em testes no Brasil. Inclusive, o hatch já até foi registrado em novembro de 2025 no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), reafirmando os planos da fabricante.
Visual renovado e carroceria maior

A reestilização do novo BYD Dolphin traz mudanças visíveis no design externo. O hatch recebe novos faróis com formato mais arredondado e menos quadrado que os atuais. Além disso, eles ficaram mais largos e caminham mais para cima, menos verticalizados.
A grade retilínea dianteira também foi redesenhada, saindo a peça preta com o logotipo da marca e entrando uma nova solução visual, com linhas mais limpas e integração diferente com o para-choque.

O próprio para-choque passou por mudanças, com o desenho mais angular, com novas entradas de ar e recortes mais marcados. As rodas também devem receber novidades. Atualmente, o Dolphin utiliza rodas de 16 polegadas na versão GS e de 17 polegadas na configuração Plus, e a tendência é que a reestilização traga novos desenhos.
Na traseira, o para-choque também foi redesenhado. Os antigos refletores desapareceram e deram lugar a um conjunto menor, além de novos recortes e entradas. As lanternas continuam interligadas, mas receberam novo formato e assinatura interna redesenhada.

Outra mudança importante está na identidade visual traseira, tendo o nome completo Build Your Dreams de lado e dá lugar apenas à sigla BYD, algo que a marca já faz em seus novos modelos há algum tempo.
Além das mudanças estéticas, o hatch também cresce de tamanho, pois os para-choques vão ficar mais proeminentes, algo que já acontece na opção Plus. Porém, a novidade é que a GS vai receber também esse aumento, saindo de 4,12 m de comprimento e chegando aos 4,29 m, ou seja, um aumento de 17 centímetros.

Essa mudança também melhora na absorção de impactos em colisões envolvendo pedestres. As demais dimensões permanecem as mesmas. Fechando em 1,77 m de largura, 1,57 m de altura e 2,70 m de entre-eixos. O porta-malas ainda não teve capacidade confirmada para a linha 2027. Atualmente, o Dolphin GS oferece 250 litros, enquanto o Dolphin Plus chega a 345 litros.
Interior redesenhado
Se por fora o BYD Dolphin mudou bastante, é no interior que aparecem algumas das transformações mais interessantes, já que o quadro de instrumentos que antes tinha 5,5 polegadas cai fora para entrar o de 8,8”. A central multimídia continua com tela de 12,8 polegadas, mas recebe interface atualizado, suporte para conexão 5G e a tela deixa de ter o mecanismo giratório.

O desenho do volante também foi redesenhado, assim como o console central, com o antigo porta-objetos aberto localizado abaixo da multimídia dá lugar a um compartimento fechado. Além disso, os botões físicos de atalho foram reposicionados para deixar o visual mais limpo. Outra mudança envolve o seletor de marcha que deixa o painel e passa a ser instalado na coluna de direção.
O interior também traz novos equipamentos. Entre eles estão carregador de celular por indução e um pequeno compartimento refrigerado integrado ao console central. Esse espaço funciona como uma espécie de mini geladeira e pode até funcionar como compartimento aquecido dependendo da configuração.
Suspensão pode mudar na versão de entrada

Uma das novidades mais interessantes na condução do novo Dolphin 2027 fica concentrada na versão de entrada, mais precisamente na suspensão. Hoje a versão GS utiliza eixo de torção na traseira, um tipo de suspensão mais simples, usada em carros mais baratos, como o Renault Kwid e o Fiat Mobi.
Ele costuma ser mais rígido, o que na prática, quando uma das rodas passa por um buraco, parte do impacto acaba sendo transmitida para o outro lado do eixo. O resultado costuma ser um comportamento mais firme e respostas um mais secas em pisos irregulares. Apesar disso, o Dolphin atual não chega a ser duro devido a calibração mais molenga, típica de chineses.

Já o Dolphin Plus utiliza suspensão traseira multilink independente. Nesse sistema, cada roda trabalha de forma independente graças ao uso de múltiplos braços de ligação, o que acaba melhorando a absorção de impactos e aumenta a estabilidade, principalmente em curvas.
Com a reestilização, existe a expectativa de que a versão GS também passe a utilizar a suspensão multilink. Flagras recentes do modelo em testes no Brasil indicam justamente essa possibilidade. Caso a mudança seja fato, o Dolphin de entrada vai melhorar bastante no conforto e em curvas, obviamente dependendo dos ajustes que também serão feitos.
Possíveis novidades mecânicas

A linha do BYD Dolphin também pode receber novidades na motorização. A versão de entrada deve manter o motor atual de 95 cv e 18,4 kgfm de torque. Esse conjunto utiliza bateria de 44,9 kWh e oferece autonomia declarada de 291 km segundo o Inmetro. O carregamento pode ser feito em corrente alternada de até 6,6 kW ou em corrente contínua de até 60 kW.
Uma possível novidade é a chegada de uma versão intermediária inédita no Brasil. Na China, o Dolphin passou a oferecer uma configuração com 177 cv e 29,5 kgfm de torque. Esse conjunto é o mesmo utilizado pelo BYD Yuan Pro. Nesse caso, a bateria tem capacidade de 45,1 kWh.

No Yuan Pro, que pesa cerca de 1.550 kg, a autonomia declarada pelo Inmetro é de aproximadamente 250 km. Como o Dolphin GS pesa cerca de 1.405 kg, o número pode se aproximar da casa dos 300 km.
Já a versão topo de linha, Dolphin Plus, deve continuar com o motor de 204 cv e 31,6 kgfm de torque. A bateria tem capacidade de 60,5 kWh e garante autonomia declarada de 330 km segundo o Inmetro
Preços e possível montagem no Brasil

Hoje o BYD Dolphin custa R$ 149.990 na versão GS e R$ 184.800 na configuração Plus. Apesar da fábrica em Camaçari da BYD na Bahia, o hatch elétrico deve continuar sendo importado da China, e posteriormente, quem sabe, ser também montado por aqui.
Vale lembrar que da planta já sai o Dolphin Mini, King e Song Pro, em regime CKD. O lançamento do novo BYD Dolphin no Brasil é esperado para 2026, já como linha 2027.
E você, acha que o Dolphin reestilizado melhorou e vai continuar na frente dos rivais? Deixe seu comentário!




